Diante da queda generalizada do modelo econômico do atual Governo, especialmente a geração Y está saindo nas ruas para protestar. Muitos políticos e estudiosos estão perplexos com a ousadia do movimento. Ontem, mais de 100 cidades no Brasil registraram manifestações contra a corrupção, verbas para saúde e educação e tributação excessiva.

Nos últimos meses, a Mídia apresentava os preparativos para a Copa e debate sobre as lideranças da Câmara. Até os católicos e evangélicos mobilizaram milhares no Rio de Janeiro e Brasília. No sábado, 29 de junho, São Paulo vai reunir a Marcha para Jesus, o maior evento do mundo.

Quando o Avivamento floresce, a revolução remanesce. Quando a missão da igreja esmorece, a violência recrudesce.Quando a oposição é impotente no Parlamento, acaba indo para as ruas.

Mapa mostra onde devem acontecer protestos pelo BrasilParece que é uma oportunidade dos movimentos sociais se reorganizarem. Eles buscam audiência e novos interlocutores. Porém, algumas características são muito presentes nos manifestos:

  1.  Insatisfação _ Este sentimento é acumulativo. Foram anos de esperança recheados com aumento de casos de corrupção e lentidão nos investimentos para melhoria da qualidade de vida nas cidades.
  2. Recrutamento _ Estamos próximos de eleições para o Congresso e cargos executivos em 2014. Os partidos precisam de novos mobilizadores. Os sindicatos precisam renovar seus quadros. O próprio PT precisa voltar para as ruas, na avaliação de seus líderes.
  3. Apartidária _ O cerne do movimento está no afastamento de ligações partidárias. Isso irrita os políticos formais. Não há líderes investidos. Não há porta-voz autorizado. Alguns podem falar mas muitos podem não ouvir.
  4. Sem discursos _ O movimento ocorre através de mensagens rápidas e incisivas. Reflete o padrão de comunicação das redes sociais. Os jovens não querem ouvir mensagens acima de 10 minutos. Eles estão dispostos a ouvir mais líderes com menos tempo. Por isso, não há uma pauta rígida. Ela está em formação.

Certamente, as bases dos partidos políticos e sindicatos estão buscando tomar as bordas do movimento para si. Ontem, empresas e Órgãos dos governos do Rio de Janeiro liberaram seus empregados para permitir que sindicatos e partidos pudessem tomar posse dos protestos. Tenho alertado para a necessidade de o Clero sair para as ruas. Assim como aconteceu no Avivamento inglês, do século XVII. O período de 20 anos de tolerância religiosa e prosperidade alcançada em Amsterdã foram transferidos para a Inglaterra.