teoria das filas é um ramo da probabilidade que estuda a formação de filas, através de análises matemáticas precisas e propriedades mensuráveis das filas. Ela provê modelos para demonstrar previamente o comportamento de um sistema que ofereça serviços cuja demanda cresce aleatoriamente, tornando possível dimensioná-lo de forma a satisfazer os clientes e ser viável economicamente para o provedor do serviço, evitando desperdícios e gargalos.

Uma fila ocorre sempre que a procura por um determinado serviço é maior que a capacidade do sistema de prover este serviço. Porém, é aplicável para a o atendimento em serviços para população como bancos, hospitais, etc. É irresponsável sua aplicação para atender a chegada aleatória de clientes em transportes coletivos como trens e metrôs.

A remoção dos horários pré-determinados esconde problemas de manutenção e organização. Sempre que a Gerência se omite, a força de trabalho controla seus horários. É o que ocorre na Supervia, concessionária de trens urbanos do Estado do Rio de Janeiro.

Atualmente, nos horários de pico, os trens partem da estação Central de 8 em 8 minutos. Devido ao grande afluxo de clientes, os trens saem quando estão superlotados a fim de não sobrecarregar a composição seguinte. Na verdade, os trens trafegam em regime de comboio para facilitar a vida dos controladores. Partem 3 trens paradores com intervalos pequenos. O próximo grupo levará mais de 15 minutos para se organizar e partir. Trata-se de uma desconfiança no Sistema de controle do Tráfego.

Parece razoável em acreditar que existe um movimento para “reestatizar” os serviços de transporte. Toda reestatização já realizada causa prejuízo para os cofres públicos e quem a defende é irresponsável.

Foto: 155 anos da Estrada de Ferro de Dom Pedro II (EFDPII)</p><br /><p>Encerrando por hoje as publicações sobre esse assunto, uma tabela provisória de horário dos trens a partir de 30 de Março de 1858 na EFDPII. A estação de Machambomba é a atual Nova Iguaçú. Publicado no Diário do Rio de Janeiro na ocasião da inauguração da linha até Queimados.

A relação tênua entre Governo e Concessionárias de transporte no Estado do Rio de Janeiro expõe a fraqueza da AGETRANSP, uma Agência que deveria fiscalizar estes serviços mas não o faz com eficiência. Indica que a ANTT não atua para melhorar os serviços. A Supervia anuncia que novos trens foram comprados com dinheiro público mas, com frequência, em dias quentes de verão, ela não utiliza os trens equipados com ar condicionado devido seu maior gasto com energia elétrica.

A relação promíscua entre Sindicatos de empregados e de Empresas facililta a formação de Cárteis, impedindo a livre concorrência, especialmente no caso de serviços com ônibus.

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