“Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado” (Mateus 13:33; veja também Lucas 20:21).

Três medidas (no grego, sata e hebraico, seah) de farinha, cerca de 38 litros, equivalem a 40 quilos de pão. Quantidade suficiente para alimentar cerca de 400 pessoas. Nenhuma mulher na Galileia iria fazer tanto pão. Lógico que as pessoas devem ter rido e Jesus também. Mas Jesus frequentemente deixava seus ouvintes atônitos.

O fermento era considerado uma força do mal que corrompia tudo. Não se podia oferecer a Deus, nada fermentado. O pão ázimo, não fermentado, era o símbolo do puro e sagrado. Imaginemos o susto dos judeus quando Jesus comparou o fermento ao Reino de Deus.

Gênesis 18:6 relata a hospitalidade de Abraão ao receber os 3 visitantes junto aos carvalhos de Manre: “E Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha, e faze bolos.” Teria Abraão percebido a visitação angelical?

As parábolas de Jesus sempre indicam um pequeno começo e um grande resultado. Impressionante suas possibilidades de aplicações para a vida do homem pós-moderno.

Nesta semana, preguei em uma dos Grupos evangélicos da Petrobras sobre este tema. Gostaria de usar um acrônimo com a palavra FERMENTO para tecer algumas lições que podemos utilizar a partir das características do fermento:

  • Fermento nunca se torna massa. A partir do novo nascimento em Cristo, nos tornamos fermento de Deus. Nós somos o contra-ponto ao fermento dos fariseus. Isto é, nosso modo de viver precisa ser ajustado para confrontar os sistemas religiosos opressivos.
  • Entrando o fermento, não tem mais com se retirar. Após a mistura, o fermento se integra na massa. Porém, uma análise microscópica, será identificado. Nossa função é levedar a massa com bons valores cristãos e apresentar os princípios do Reino de Deus.
  • Revela-se forte e não inerte. Ele é composto de seres vivos: fungos microscópicos – chamados leveduras – que se alimentam de açúcar, liberando gás carbônico e álcool.
  • Massa sofre influência do fermento. O glúten, outro elemento presente na farinha, torna a massa elástica, possibilitando que o gás exalado nessa reação fique aprisionado em pequenas células no seu interior, tornando o bolo ou pão esponjoso, macio e fofo.
  • Efeitos do fermento são notáveis. O Senhor Jesus nos desafiou a sermos Sal da Terra e Luz do Mundo. Quando o cristão assume sua posição, o resultado é transformação. De ambas as partes. O cristão se torna mais forte e o seu ambiente recebe a proteção de Deus.
  • Não se intimida com o tamanho da massa. O desafio parece ser muito grande, talvez seja só você de crente em sua casa, não tenha medo do desafio que sua família, sociedade, parentela está colocando diante de você porque você é fermento de Deus.
  • Trabalha em silêncio. O fermento parece ser insignificante. Parece que não vai surtir efeito na massa. O testemunho cristão vale mais que a pregação. Coerentemente nossas atitudes devem corresponder com a nossa pregação
  • Opera melhor sob calor e pressão. Quando a massa é aquecida no forno, as leveduras se multiplicam, ingerindo o açúcar e o amido contido na farinha de trigo. O processo se completa com a citada liberação de gás carbônico – que é o responsável pelo crescimento da massa – e de álcool, que confere sabor ao pão, bolo ou torta.. Vão vir lutas, provações, tribulações, pra te intimidar, te pressionar, mas tudo isso só vai servir para fazer você crescer, pra aumentar, pra influenciar, pra te levar ainda mais para a presença de Deus.