Recentes declarações da cantora Joelma, da banda Calypso, por ser contrária à orientação homossexual, já criaram dificuldades para a continuidade do filme sobre a trajetória da banda. Em um país sem histórias, o cinema nacional acumula uma série ridícula de biografias sobre cantores e artistas. Onde falta criação, sobra coerção. José de Abreu, um ator que afunda nesse lodo, comentou a notícia pelo Twitter: “Eu também sofreria por conviver com Joelma”.

O programa Pânico por várias vezes já ridicularizou as igrejas evangélicas em breves esquetes. Mas o novo “quadro” A Turma do Didimaiscedo” causou a ira de vários segmentos evangélicos, especialmente os fieis da Igreja Universal do Reino de Deus.

Como é característico do programa, uma mistura de humor non sense e piadas de gosto duvidoso, o humorista conhecido como Carioca faz uma imitação do Bispo Edir Macedo num estúdio que lembra o programa “Fala que eu te escuto”.  Ele interage com outros bispos, quase todos vividos por Eduardo Sterblitch. A “Igreja Univernelson do reino de Nelson” mostrou um exorcismo e teve inclusive um “louvor” em ritmo de funk.

Nas redes sociais é visível o descontentamento de evangélicos, especialmente levando em conta os acontecimentos recentes envolvendo o nome do pastor Marco Feliciano.

Nos EUA, o evangelista Robert Breaud lidera uma campanha contra a empresa Starbucks. Ele foi homossexual até 1994. A decisão de boicote surgiu em resposta à questão: “Quem você ama mais, Cristo ou o seu café?”. Aproximadamente 59.000 pessoas aderiram à campanha através do site, com o intuito de não comprar os produtos da Starbucks até que a empresa mude sua posição sobre a questão, embora nem todos concordem com esta abordagem.

A administração da empresa justificou a visão de apoiar o casamento gay. “Nós empregamos mais de 200.000 pessoas nesta empresa, e queremos abraçar a diversidade. De todos os tipos”, disse o CEO Howard Schultz da Starbucks.

Segundo o site que traz a petição contra, em 24 de janeiro de 2012, a Starbucks se manifestou através de um memorando sobre o casamento homossexual, declarando que “é fundamental para quem nós somos e o que nós valorizamos como uma empresa”. Desde fevereiro, o pastor Steven Andrew convoca os clientes para boicotar a Starbucks.

Robert Breaud também falou sobre o que falaria a Schultz.“[Eu diria a ele], se você quer que Deus abençõe o seu negócio, execute-o de acordo com a Sua lei… com a Sua vontade revelada nas Escrituras. Você está promovendo o pecado. Você está ajudando a destruir a vida dos jovens… Deus não vai abençoar o seu negócio a longo prazo, se você virar de forma consistente o seu nariz para ele e apoiar as coisas que ele chama de pecado.”

Russel Moore, um dos líderes da Convenção Batista do Sul, se manifestou publicamente sobre o caso. “Neste caso (e em muitos como esse) um boicote expõe-nos a todas as nossas piores tendências. Os cristãos são tentados, uma e outra vez, para lutar como o diabo para agradar ao Senhor”, escreveu em uma coluna. “É uma competição de quem tem mais poder de compra e, assim, é de mais valor para a empresa”, justificou. Ao invés disso, Russel argumenta que os cristãos devem procurar viver mais o Evangelho com casamentos duradouros, servindo aos outros e explicando a visão tradicional de casamento à luz do casamento de Cristo com sua noiva, a Igreja.

Enquanto isso, a Igreja Batista de Bell Shoals, na Flórida (EUA), está boicotando a Pepsi ColaA justificativa é que a empresa apoia o estilo de vida homossexual. A igreja determinou a retirada de todas as máquinas de refrigerantes Pepsi de seus templos. Terry Kemple, presidente do Conselho de Assuntos da Comunidade, ligado aos batistas, justifica a atitude argumentando que a multinacional doou mais de 1 milhão de dólares à campanha contra a Proposição 8, que aboliu o casamento gay na Califórnia. Outro motivo para o boicote seria o apoio da Pepsi às paradas do orgulho homossexual no país.

Os ativistas gays são bastante articulados e promovem boicotes contra empresas cristãs. “Ajude-nos a lutar pelos valores familiares tradicionais e coma frango”, pede o e-mail de Rick Santorum. O ex-presidenciável republicano é o nome mais recente a entrar em uma polêmica nacional nos EUA envolvendo aves, muppets, casamento gay e uma rede cujo produto está recebendo o apelido de “frango de Jesus”, a .

A cadeia de lanchonetes, Chick-fil-A (lê-se tchic-filêi), fundada em 1967 na Geórgia e hoje com 1.600 lojas, é alvo de boicote e acusações de homofobia após seu dono admitir que a empresa contribui com campanhas antigay. “Ajude-nos a lutar pelos valores familiares tradicionais e coma frango”, pede o e-mail de Rick Santorum. O ex-presidenciável republicano é o nome mais recente a entrar em uma polêmica nacional nos EUA.

As doações foram reveladas no início de 2012, mas a controvérsia  tomou corpo quando Dan Cathy, presidente da companhia, disse em entrevistas que a empresa segue “a definição bíblica” de família para justificar as doações. A página da rede no Facebook diz que a empresa sempre “aplicou princípios bíblicos”, “como fechar aos domingos e doar parte do lucro”.

Até nos EUA estão querendo proibir as pessoas de se manisfestarem de forma contrária a prática do homossexualismo. Ao admitir apoiar campanhas contra essa prática, a Chick-fil-A recebeu ameaça de veto a abertura de uma filial na cidade de Boston, por parte do prefeito Thomas Menino (lá o casamento gay é legal) e foi criticado em editoriais por atentar contra a liberdade de expressão. A empresa dona dos personagens Muppets rompeu contrato para fornecer brindes à Chick-fil-A por causa da posição antigay.

A mais recente ação de boicote no Brasil está ocorrendo contra a empresa AVON, pela sua decisão de incluir em seu catálogo de vendas os produtos da Central Gospel, do pr. Silas Malafaia. A incoerência da indignação coletiva se revela em sua seletividade. Livros e dvd’s de Malafaia estão à venda também nas livrarias Cultura e Saraiva, bem como nas Americanas e no Submarino, por exemplo. Por que nenhuma dessas empresas é alvo de um boicote de glbt’s? A Cultura e a Saraiva vendem também a edição em inglês do livro de Sheldon. Por que um boicote à AVON começou somente após a empresa passar a vender livros de Malafaia? Há muito tempo, a AVON vende obras de padres católicos. A Igreja Católica à qual os padres pertencem e representam não é menos homofóbica do que a Assembléia de Deus Vitória em Cristo.