Enquanto o Senado e a Câmara ainda discutem a permissão para a produção e o porte de drogas para consumo próprio (PLS 236/12) no Brasil, pesquisadores britânicos e neozelandeses revelam estudo em que adolescentes que fumam maconha podem se tornar adultos menos inteligentes.

Os resultados, publicados na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), apontam que o quoeficiente de inteligência, o famoso QI, sofre uma redução pelo uso contínuo da planta da espécie Cannabis sativa. Adolescentes que fazem uso de maconha estão em maior risco de podem se tornarem adultos menos inteligentes, de acordo com estudo realizado por equipe internacional de pesquisadores. A pesquisa revela que o uso regular e persistente de cannabis pode causar redução significativa e irreversível do quoeficiente de inteligência (QI).

Os pesquisadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, da Universidade Duke, nos EUA, analisaram 1.037 pessoas nascidas entre 1972 e 1973 na cidade neozelandesa de Dunedin. A maioria dos participantes foi acompanhada dos 3 aos 38 anos de idade.

Cerca de 5% do grupo de estudo foram considerados dependentes de maconha, ou estavam fazendo uso da droga mais de uma vez por semana antes dos 18 anos.

Aos 38 anos, todos os participantes do estudo passaram por testes psicológicos para avaliar a memória, velocidade de processamento, raciocínio e processamento visual. As pessoas que usaram maconha persistentemente na adolescência mostraram resultados significativamente piores na maioria dos testes. A pesquisa mostrou, aos 38 anos, uma diminuição média de 8 pontos no QI das pessoas que usaram a droga na adolescência.

A líder da pesquisa Madeline Meier e seus colegas afirmam que os efeitos tóxicos da maconha sobre o cérebro continuaram se manifestando no dia a dia mesmo depois da interrupção do uso.

Segundo os pesquisadores, o ponto essencial desse estudo é a idade do início do uso da maconha e o desenvolvimento

do cérebro. “Antes dos 18 anos o cérebro ainda está sendo organizado e remodelado para se tornar mais eficiente, e pode, assim, ser mais vulnerável aos danos causados por drogas”, afirma Meier.
A equipe conclui que deve haver um esforço conjunto para retardar o início do uso da maconha, na tentativa de minimizar seus danos à inteligência.

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