Na revista “Ciência Hoje”, num artigo intitulado “Idade do gelo pode voltar a acontecer – Investigadores alertam para novo padrão meteorológico”, escreve-se, citando Isabel Montañez, professora de geologia da Universidade da Califórnia, “que o fim do «Período Glacial» foi precedido de mudanças bruscas do nível de dióxido de carbono, alterações violentas do clima e efeitos drásticos sobre a vegetação”.

Embora se observe que aquela geóloga esclareceu que “isto aconteceu há milhões de anos e não pode ser directamente vinculado ao aquecimento de hoje (…) devido, principalmente, ao aumento dos gases estufa emitidos na atmosfera como resultado da queima dos combustíveis fósseis”, adverte-se que o trabalho de Isabel Montañez “demonstra que a mudança climática não acontecerá de forma gradual, mas por uma série de “oscilações instáveis e dramáticas“.

O artigo conclui com uma citação de dois climatólogos, George e Helena Kukla, da Universidade de Colômbia” , para quem os “fenómenos meteorológicos (…) não obedecem a padrões meteorológicos e que nada tem a ver com a ação humana, mas sim com factores relacionados com os movimentos do planeta, com a inclinação do eixo terrestre, com a expansão das áreas de ventos polares secos e de grande altitude (o chamado vórtex circumpolar) que sopra de oeste para leste”: – “A atmosfera está a arrefecer gradualmente e há tempo que não existem dúvidas de que estamos a caminho de uma nova era glacial”.

 

 

Embora não seja especialista no assunto, tenho a impressão que o Hemisfério Norte está aquecendo e o Hemisfério Sul está esfriando. Quanto mais frio, mais períodos secos e com precipitações rápidas e intensas nas trocas das Estações. Isso parece estar ocorrendo no Brasil como se vê no gráfico acima.

O gráfico abaixo demonstra o período histórico de derretimento do entorno da Groenlândia o que possibilitou a prosperidade dos vikings chegando até a Europa e América. Os países do entorno do Pólo Ártico esperam ansiosamente a abertura de novas rotas marítimas e exploração de campos de petróleo. Os EUA já aceleram a prospecção de petróleo  no Alasca.