A mais freqüente correspondência da Madona Negra é como Ísis, a grande mãe egípcia, em sua representação materna, segurando ou amamentando seu filho Hórus. O culto de Ísis se difundiu do Egito para os países do Mediterrâneo, tendo se mantido durante toda a duração do Império Romano. Nos últimos séculos desse Império, outras estatuetas de deusas escuras, como Cibele e Diana de Éfeso, também foram reverenciadas juntamente com Ísis. Apesar da cristianização, esse culto continuou até a Idade Média e, pela proximidade com a África e o Oriente, muitas Madonas Negras ainda existem nos países limítrofes.

Na França, já foram localizadas mais de 300 Vierges Noires, das quais sobreviveram intactas cerca de 150, as demais tendo sido pintadas de branco pelos monges, destruídas por fanáticos, roubadas ou adquiridas por colecionadores. As mais famosas Madonas Negras são as da Catedral de Chartres (França), de Mont Serrat (Espanha) e Czestochova (Polônia). Das estatuetas pós-renascentistas, podemos mencionar Nossa Senhora de Guadalupe (México) e Nossa Senhora Aparecida (Brasil). Alguns arqueólogos e historiadores defendem que a cor negra se deve ao fumo das velas ou aos locais encontrados como rios, grutas e matas.

O catolicismo romano reverteu à adoração da Madona Negra na maioria dos países em todo o mundo. Na autobiografia de Billy Graham, ele comenta sobre sua visita a um dos santuários mais visitados da Europa que era o da Nossa Senhora Negra em Czestochowa, na Polônia. O primeiro para não italiano foi João Paulo II, de origem polonesa. Kathleen O’Hayes, do National Christian Research, diz em sua fita sobre a vindoura Aparição Mariana global que o papa João Paulo II considera-se o “escravo” da Madona Negra. Kathleen diz também que a Igreja Católica colocou a Polônia sob a proteção dessa Nossa Senhora Negra nos anos 1950. Esse desenvolvimento é de enorme significado no nosso estudo de como as principais religiões do mundo poderão ser atraídas a uma Religião Mundial em um futuro próximo.

Um dos mais curiosos exemplos deste sincretismo religioso pode ser encontrado no Haiti, onde uma das mais importantes divindades da religião vodu, Erzulie Dantor (direita), é representada pela imagem da padroeira polonesa, a “Madona Negra de Czestochowa” (esquerda).  O relato histórico trata-se das tropas polonesas enviadas ao Haiti por Napoleão Bonaparte. Ocorre que muitos se aliaram aos nativos revoltosos quando conseguiram sua independência.  Em 09 de março de 1983, o Papa João Paulo II visitou o Haiti e vários  moradores da região de Cazales que é conhecida como o maior reduto da imigração polonesa no Haiti.


O prof,. Paulo Cristiano, professor de religiões e vice-presidente do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas), pesquisou alguns livros esotéricos e fontes históricas como segue abaixo:

Em seu livro The Two Babylons, Alexander Hislop observa a prevalência da adoração de um deus negro ou uma deusa negra, em todo o mundo conhecido.

“… o grande deus Buda geralmente é representado na China como um negro…” (pág. 57).

“No Egito, o belo Hórus, o filho do negro Osíris, que era o objeto favorito de adoração.” (pág. 69).

“É incrível verificar em muitos países distantes e separados uns dos outros, e entre milhões de pessoas atualmente… a adoração a um deus negro.” (Ibidem).

“… A Virgem na Catedral de Argel é uma negra…” (Introdução de Donald Gray Barnhouse).

Agora que estabelecemos que a adoração de deidades negras há muito tempo é parte integral do paganismo, e que essa prática estendeu-se à Virgem Maria, vamos examinar como a adoração da deusa negra no catolicismo romano está criando uma ponte comum em todo o mundo pagão. Vejamos agora os escritos da Nova Era para esta parte do estudo.

Outra autora de Nova Era, China Galland, uma budista americana, escreveu um livro muito revelador intitulado Longing for Darkness. Ela estabelece entusiasticamente a semelhança entre a Virgem Maria e outras deusas pagãs.

“Durga, a rainha guerreira… era a única que podia restaurar a harmonia e deixar o mundo em paz… os deuses cantavam louvores a ela, chamavam-na Rainha do Universo…”

Lembre-se que a revista Time, citada anteriormente, informa que um dos nomes pelos quais a Virgem Maria é conhecida é Rainha do Universo. Galland continua:

“Fui encontrar a divindade budista Tara, mas em vez disso, encontrei a deusa Durgan e Kali… Kali, aquela que dá a vida e a morte, o princípio e o fim do tempo. Ela era uma deidade de proporções similares a de Deus, o Pai, no cristianismo. O fato de Kali ser negra e mulher trouxe minha formação católica para fora… Alguns dizem que ela é negra porque nessa cor todas as distinções estão dissolvidas, outros dizem que é negra porque é a noite eterna.” (pág. 27). Essas são duas deusas do hinduísmo.

A deusa budista Tara foi o objeto do estudo de Galland, na viagem ao Extremo Oriente. Entretanto, ela ficou surpresa quando descobriu que existem textos hindus que descrevem Kali como Tara.” (pág. 30). Essa descoberta vincula o hinduísmo com o budismo.

Mais tarde, ao voltar para os EUA, Galland descobriu outro livro de Nova Era intitulado Mother Worship (Adoração à Mãe), de Tara Doyle. Esse livro menciona o fenômeno da Madona Negra na Suíça. Ela escreve: “Eu não me lembrava que existiam divindades femininas negras no cristianismo; pensava que eram exclusivas de religiões como o hinduísmo e o budismo. Não podia lembrar de virtualmente nada sobre uma Madona morena ou negra, apesar de meus anos de formação católica na infância… Um artigo na revista Newsweek chamou minha atenção. A Virgem Maria estava aparecendo na casca das árvores na Polônia. Fiquei intrigada… Parecia que o fenômeno era similar ao que eu tinha informado sobre Tara… Fiquei me perguntando o que estava acontecendo com o espírito do mundo, pois existiam ocorrências de deidades femininas que literalmente apareciam nas rochas e nas árvores tanto no Oriente quanto no Ocidente. Essa simultaneidade era simbolicamente importante…” (págs. 49-50).

Posteriormente, Galland perguntou a um mestre budista sobre a conexão entre essas aparições. “Mostrei-lhe o artigo da revista sobre a aparição da Madona na casca das árvores na Polônia… ele respondeu que era muito similar ao que estamos falando aqui. Existem muitas ocorrências disso no budismo tibetano. Chamamos o fenômeno de rangjung, que significa auto-aparição… Essas coisas aparecem por causa do poder e das bênçãos de seres iluminados. Esses seres operam por meio do poder da substância mental e o poder da concentração…” (págs. 65-66). Galland descreve seu último encontro com o Dalai Lama. Quando ela lhe perguntou sobre a aparição da Mãe Bendita nas cascas das árvores na Polônia, ele concordou que esse era o mesmo fenômeno conhecido pelos budistas como rangjung. (pág. 95).

Não devemos nos surpreender que Satanás esteja fazendo deidades femininas aparecerem em todo o mundo neste momento da história. Se estamos realmente no fim dos tempos, então é hora de Satanás unificar sua igreja, conforme está profetizado no Apocalipse.

Galland continuou seu estudo sobre a adoração da deusa negra, participando de um seminário sobre a Madona Negra ministrado por outro autor de Nova Era, Gilles Quispel, um professor de História da Religião na Universidade de Utrecht. Ela informa:

“Para Quispel, a Nossa Senhora Negra tem um papel psíquico crucial, que ele descreveu em termos jungianos como símbolos da terra, da matéria, o feminino no homem e o ego [o eu próprio] na mulher… A não ser que os homens e as mulheres tomem consciência de sua imagem primitiva da Nossa Senhora Negra, e a integrem dentro de si mesmos, a humanidade não poderá resolver os problemas do materialismo, do racismo e da emancipação feminina…” (pág. 51).

Essa afirmação é inacreditável, totalmente pagã e de Nova Era. O que Quispel está dizendo é que a Nossa Senhora Negra é um elemento tão básico e fundamental nos recônditos da mente de todos os homens, que é a única resposta às suas necessidades mais críticas. Somente quando todas as pessoas reconhecerem e adorarem a Nossa Senhora Negra é que poderá haver verdadeira paz e unidade neste mundo. A Nossa Senhora Negra é o único denominador comum entre as religiões.

Mas ainda há mais. Sabemos que a força motriz que está levando o mundo para a Nova Ordem Mundial foi estabelecida oficialmente em 1 de maio de 1776, quando um ex-sacerdote jesuíta, Adam Weishaupt, fundou os Mestres dos Illuminati. Veja como Galland continua, “… Santo Inácio de Loyola deu sua espada à Nossa Senhora Negra de Montserrat, na Espanha, tornou-se um sacerdote e fundou a Ordem dos Jesuítas…” (pág. 52) Essa informação inacreditável vincula a adoração da Nossa Senhora Negra à ordem dos Mestres dos Illuminati, fundada por um ex-jesuíta. Tanto a adoração à Nossa Senhora Negra quanto a Ordem dos Jesuítas são totalmente católicas romanas.