As igrejas precisam distinguir estes dois componentes na proclamação do evangelho: o testemunho e a pregação. Os crentes precisam ser motivados a testemunhar onde se encontram. Essa é uma lacuna crítica: o espaço entre a casa e a igreja. Quando acontece, o avivamento se torna evidente neste espaço. Se os crentes não testemunham, não existe avivamento. O testemunho precisa ancorar na Palavra. A Palavra é causa e consequência. Isto é, os crentes necessitarão de mais conhecimento. A igreja deverá fornecer a kerygma através de seus apóstolos, mestres e profetas. A motivação para o testemunho (martyria) será provido pelos evangelistas e pastores.

Muitas igrejas fornecem a palavra kerygma apenas através de seus púlpitos. Isto torna a congregação demasiadamente dependente do pastor, o que muitos estudiosos chamam de crescimento do sacerdotalismo. Algumas igrejas estão retornando com escolas bíblicas não apenas para promover a edificação espiritual, mas à necessidade de prover conhecimento bíblico aos crentes.

Na Igreja Batista do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, realizamos um plano de reestruturação no final dos anos 90 que perdura até os dias de hoje. Minha esposa, diaconisa Sara Ribeiro, é a atual diretora da EBCA (escola bíblica da IBCA) que conta com uma equipe de colaboradores excelentes:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O gráfico abaixo indica a matrícula (azul) e a freqüência (vermelho) de2001 a2005, por semestre. Convém acrescentar que a IBCA cresceu no período de 860 a1140 membros:

Pesquisas indicam que 90% das igrejas possuem um programa de evangelismo, mas apenas 29% têm um programa de discipulado. Se uma igreja é bem discipulada, então ela será saudável em todas as suas dimensões.

Uma Escola Bíblica com enfoque na Grande Comissão conforme Mateus 28:18-20, produzirá os seguintes efeitos:

  • Ensino pela exortação e pela leitura para a edificação do corpo;
  • Discipulado por ser “aprendiz” e;
  • Treinamento pela “disciplina” junto com “educador” para a evangelização integrativa.

Karl Barh pergunta sobre o uso do verbo matheuteuin em lugar de keryssein (pregar), que aparece nos paralelos de Mc 16:15 e Lc 24:47. O particípio didaskontes (ensinando) no verso 20 impõe aos discípulos um papel até então exclusivo dos mestres (rabis).