As formas de organização das igrejas interferem na realização da pesquisa. Quanto mais centralizado o poder, menor a permissão para a realização de pesquisa. Mesmo em igrejas pequenas e congregacionais, líderes temem os resultados da avaliação.

Henry Mintzberg, em Criando organizações eficazes, reconhece que “[…] ao longo dos séculos, a Igreja Católica foi estruturando sua organização, sua hierarquia de autoridade, seu estado-maior (assessoria) e sua coordenação funcional. Hoje a Igreja tem uma organização hierárquica tão simples e eficiente que a sua enorme organização mundial pode operar satisfatoriamente sob o comando de uma só cabeça executiva.”

Para ele, a estrutura da organização eclesiástica serviu de modelo para muitas organizações que, ávidas de experiências bem sucedidas, passaram a incorporar uma infinidade de princípios e normas administrativas utilizadas na Igreja Católica.

Organização e hipóteses

A definição de organização dada pelo dicionário é “um número de pessoas ou grupos… unidos para algum propósito ou trabalho”, exprime seu caráter essencial. Os participantes, em maior ou menor grau, submeteram-se aos objetivos da organização em busca de algum objetivo comum que, por sua vez, normalmente requer a conquista da submissão de pessoas ou grupos externos à organização

 

Mintzberg formula algumas hipóteses que podem ser testadas no campo eclesiástico:

Hipótese 1: Quanto mais antiga a organização, mais formalizado é seu comportamento. À medida que as organizações envelhecem, os demais fatores permanecendo constantes, elas repetem seu trabalho que se torna cada vez mais previsível e, assim fácil e logicamente formalizado.

Hipótese 2: Quanto maior a organização, mais elaborada é sua estrutura – isto é, quanto mais especializadas suas tarefas, mais diferentes suas unidades e mais desenvolvido seu componente administrativo. Em outras palavras, o maior tamanho possibilita maior homogeneidade do trabalho nas unidades, embora maior diversidade de trabalho entre as unidades.

Hipótese 3: Quanto mais dinâmico o ambiente, mais orgânica a estrutura. Deve usar um mecanismo de coordenação mais flexível e menos formal – supervisão direta ou ajustamento mútuo. Em outras palavras, deve ter uma estrutura orgânica.

Hipótese 4: Quanto mais complexo o ambiente, mais descentralizada a estrutura.

Hipótese 5: A hostilidade extrema em seu ambiente leva qualquer organização a centralizar temporariamente sua estrutura.

Hipótese 6: Quanto maior o controle externo da organização, mais centralizada e formalizada sua cultura.