A revista britânica “The Economist” criou uma nova versão do índice Big Mac, levando em consideração não apenas os preços do sanduíche, mas também o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de cada país. E a conclusão é de que o real é a moeda mais cara do mundo, estando sobrevalorizada em 149% em relação ao dólar. Atrás dele vem o peso colombiano, 108% acima da moeda americana, de acordo com o índice.

Por outro lado, a nova metodologia mostra que o yuan, moeda da China, não está tão subvalorizado quanto o mercado acredita. “O yuan parece estar próximo de seu valor justo em relação ao dólar”, diz a Economist, apontando inclusive uma sobrevalorização de 3%.

Pelo método antigo, que compara apenas o preço dos sanduíches, a moeda brasileira está 52% acima de seu valor justo. No Brasil, o Big Mac custa o equivalente a US$ 6,16 a preço de mercado, enquanto nos EUA, o preço é US$ 4,07.

Já a divisa chinesa está 44% abaixo de seu valor justo em relação à moeda americana na metodologia antiga: o preço médio do Big Mac lá é US$ 2,27.

Índice Big Mac

O índice Big Mac da Economist, que completa seu aniversário de 25 anos em 2011, é baseado na teoria da paridade do poder de compra. Esta noção aponta a relação entre duas moedas com base na quantidade de cada moeda que é necessária para adquirir um determinado conjunto de produtos – no caso o sanduíche Big Mac do McDonald’s – em cada país.