No dia 21 de dezembro de 2010, meu pai faleceu. Aos 84 anos e farto de dias. Morreu de câncer no pulmão devido a muitos anos de uso de cigarros. Lembro que, quando me converti em março de 1981, passei a insistir que ele parasse. Aprendi cedo que os vícios dificultam a caminhada pela fé cristã. Pouco depois, ele parou. Parou de fumar. Porque ele nuna parava. Ajudava seus filhos de diversas formas. Ainda bem que ele parou.

Porque ele parou, eu o tive por mais alguns anos. E foi muito bom porque pensei que ele rejeitaria Àquele a quem entreguei minha vida para sempre, Jesus o Cristo. Falei tanto, orei muito, pensei como podia ele ver minha mãe se encontrar com Jesus nos anos 90. Ele viu meu irmão também decidir-se. Minha linda mulher me motivou para lhe falar de Jesus durante o período da quimioterapia.

Doce conselho é aquele que nos inspira a falar o que nosso coração deseja e não sabemos mais como fazer. Num sábado, eu e minha mulher fomos à sua casa e falei de Jesus. Então o convidei a aceitar a Jesus. Diante de nossas mulheres, ele aceitou. Eu o ensinei  a orar, entregando sua vida a Jesus. Ele o fez. Lembrei então: “Creia no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua casa”.

Ele foi o primeiro e único filho de Albertina de Oliveira Ribeiro e Antonio Fortunato Ribeiro. Meu avô faleceu quando meu pai era criança. Minha avó casou de novo e teve mais 5 filhos, 3 homens e 2 mulheres. Sua irmã, Diva, conheceu Amadeu, irmão de minha mãe, Maria Patricio Ribeiro. Meu pai brincava, dizendo que ele mandou trazê-la do Ceará, de Quixeramobim, terra natal de Antonio Conselheiro.

Meu pai serviu na Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, como taifeiro até sua aposentadoria. A seguir, trabalhou como operador de caldeiras na CID – Cia. Industrial de Discos por mais alguns anos. Lembrei que ele nos levou para conhecer o processo de fabricação de discos de vinil. Algumas vezes, ele trazia discos para nossa coleção.

 

Lembrei que ele nos levava para jogar futebol nos campos de Vila Valqueire. Após o almoço, ele conduzia dezenas de crianças que sob seus cuidados e orientação, nos divertíamos muito. Eu ficava orgulhoso porque as crianças o amavam.

Meus pais conseguiram nos inspirar para os estudos. Fiz o ginásio no Colégio Pedro II, no Engenho Novo. Depois, concluí meus estudos na ETAM, no Arsenal de Marinha. Consegui emprego na SBCQ, o controle de qualidade terceirizado dos Estaleiros Ishibrás. Em 1986, ingressei na Petrobras, onde estou.