Joseph Stiglitz e Linda Bilmes, em 2008, calcularam o custo total da guerra no Iraque em US$ 3 trilhões. Porém, a estimativa era menor, em virtude de diagnosticar, tratar e indenizar veteranos.

Quando os EUA foram à guerra contra o Iraque, o preço do barril do petróleo estava menos de US$ 25 o barril. Com a guerra, os preços subiram, atingindo US$ 140 o barril, em 2008. Foi a primeira vez na história dos EUA que o governo cortou impostos durante uma guerra. A dívida americana cresceu de US$ 6,4 trilhões em 2003 para US$ 10 trilhões em 2008. A crise global resultou, em parte, da guerra.

A força de uma tradição de dois milênios de existência no Oriente Médio não foi o bastante para manter vivas centenas de comunidades cristãs na região que é o berço das três religiões monoteístas. Se no início do século XX as estimativas apontavam os cristãos como 20% da população da área, predominantemente islâmica, essa porcentagem caiu hoje para menos de 10%, segundo a ONG “World Christian Database”.

Principalmente pelos números: nada menos que metade da população cristã de cerca de 800 mil pessoas escapou do país após a queda do regime e a eclosão da guerra civil – totalizando, segundo estimativas, cerca de 20% dos refugiados iraquianos no exterior. Além disso, as tensões sectárias produzidas pela politização do Islã – então sob controle estrito da ditadura de Saddam, ele mesmo representante de uma minoria, a sunita – tornaram cada vez mais frequentes ataques e desconfianças entre comunidades que até então conviviam pacificamente.

No Egito, o recrudescimento do conservadorismo também tem ameaçado a minoria cristã copta – apesar das negativas do governo Hosni Mubarak, que, inclusive, ofereceu proteção às igrejas. Em janeiro passado, seis coptas foram assassinados no Cairo, aumentando temores de que grupos islâmicos estejam canalizando a eles seu descontentamento com a economia.

Os atritos interreligiosos chegam com força, ainda, à Ásia: no Paquistão, a minoria cristã se queixa de perseguição, além do fato de que detém apenas quatro cadeiras no Parlamento – definidas na independência do país, em 1947, quando havia 47 assentos. Esse número hoje, no entanto, é de 365 cadeiras.