A primeira referência na Bíblia sobre a música encontra-se em Gen 4:21-22: “O nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. A Zila também nasceu um filho, Tubal-Caim, fabricante de todo instrumento cortante de cobre e de ferro; e a irmã de Tubal-Caim foi Naama.”

O primeiro irmão era agricultor, o terceiro era metalúrgico. Agricultura e indústria são essenciais à vida humana. O irmão do meio era músico. Isso implica que o homem não foi chamado para produzir bens e alimentos, mas também, produzir e apreciar arte.

O Salmo 66:1 recomenda: “Louvai a Deus com brados de júbilo, todas as terras.” A referência ao volume da música é marcante. Se você toca um piano que produz 50 dB e adicionamos outro de mesma intensidade, o efeito combinado será um som de 53 dB. Se acrescentar outro, teremos um total de 55 dB, explica Carl Seashore em Psychology of Music.

O Dr. Samuele Bacchiocchi lembra que Davi organizou o ministério da múisca em 3 estágios:

1. Ele ordenou os cabeças das famílias de levitas para organizar uma orquestra e um coral para acompnahr o transporte da Arca para Jerusalém (I Cro 15:16-24);

2. Ele organizou a presença do coral e orquestra, diariamente, em 2 diferentes locais (I Cro 16:4-6, 37-42). Um coral, sob a liderança de Asaph ficava diante da Arca em Jerusalém (I Cro 16:37), e outra sobre a liderança de Herman e Jedutum diante do altar em Gibeon (I Cro 16:39-42).

3. Ao final de seu reinado, Davi estabeleceu um pool de 4 mil levitas (I Cro 15:16, 23:5). Eles foram selecionados entre os 38 mil levitas disponíveis. Davi programou 24 turnos, com 12 músicos em cada hora, totalizando 288 músicos ( I Cro 25:1-7).

O coral consistia de um mínimo de 12 cantores adultos de 30 a 50 anos de idade (I Cro 23:3-5). Fontes rabínicas revelam que a preparação dos cantores durava cerca de 5 anos.

As trombetas eram tocadas pelos sacerdotes e variavam de 2, em dias normais, a 7 ou mais em ocasiões especiais (I Cro 15:24, Ne 12:33-35, II Cro 5:12). Os címbalos consistiam de 2 pratos metálicos. Anunciavam o início de uma música ou uma pausa identificada pela palavra selá. Apenas uma par de címbalos era usada e pelo líder da orquestra. As liras e harpas eram chamados de instrumentos de musicais (II Cro 5:13).

Alguns estudiosos identificaram que outros instrumentos não foram incorporados às orquestras no período pós-exílio devido a associação com a adoração e cultura pagã, tais como pandeiros, flautas, tambores, etc. Nenhum instrumento de percursão foi permitido na orquestra do templo reconstruído (Es 3:10, Ne 12:27, 36).

A música na Sinagoga passou a ser exclusivamente vocal, sem qualquer instrumento. No tempo de Jesus, de acordo com o Talmud haviam 394 sinagogas em Jerusalém. Devido a hostilidade dos fariseus, apenas o shofar era usado nos serviços das sinagogas.