Miriam Leitão, no seu blog, comentou sobre a eleição:

Marina sai dessa derrota como uma grande força política, sai conquistando o que se propôs:

  • primeiro, quebrar o plebiscito que o presidente Lula tinha decidido que ocorreria nesta eleição;
  • segundo, incluir outros temas na agenda;
  • terceiro, mostrar que a questão ambiental não é samba de uma nota só, mas um tema que integra todos os outros.

Os institutos de pesquisa têm muito a aperfeiçoar dos seus métodos porque passaram os últimos meses garantindo que a candidata Dilma Rousseff ganharia no primeiro turno. E só nos últimos dias é que começaram a dizer que a situação estava indefinida, mas nenhum apontou o que houve de fato em termos de votos válidos. Há pouco mais de uma semana ainda apontavam percentuais de 11% a 13% para Marina Silva. Para Senador em SP ninguém tinha previsto Aloysio Nunes Ferreira com a primeira vaga.

A edição da Carta Capital de 1/09/2010, publicou crítica ao DataFolha pois a “virada” de Dilma sobre o tucano só iria acontecer, na pesquisa publicada em 14 de agosto, com a petista a abrir 8 pontos de vantagem. Apenas uma semana depois, Dilma chegaria aos 47%, e Serra cairia para 30%. Desde então, as pesquisas voltaram a ficar parecidas, com em torno de 20% de diferença para a candidata governista. Engana-se quem achou que isso traria a paz entre Vox Populi e Sensus e Datafolha, em conflito desde que as diferenças nas sondagens apareceram.

Carta Capital conclui: “Não foi, porém, o Datafolha o único a subestimar o potencial de transferência de Lula. Um ano atrás, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, chegou a dar entrevista na qual garantia que o presidente não faria o sucessor e que suacandidata teria, no máximo, 20% dos votos. Errou feio e voltou atrás. Em fevereiro, afirmava não se surpreender se Dilma ganhasse, No inicio do mês,davacomo certa a vitória da petista no primeiro turno.”