No livro ECLESIOGÊNESE, Leonardo Boff procura defender a atuação das CEBs (Comunidades eclesiais de base) que segundo ele, “… representaram uma nova experiência de Igreja”. Ele lembra que seu surgimento deveu-se aos catequistas populares de Barra do Piraí (RJ), em 1956, com Dom Agnelo Rossi.
Ele explica que as CEBs funcionam dentro de um esquema triangular. Elas criaram um novo estilo de presbítero e de bispo, no meio do povo.
Ele sustenta: “Não é a sucessão apostólica que faz a Igreja ser católica, mas a catolicidade da Igreja é que garante a sucessão apostólica”. Ele revela a doutrina católica quando diz que “A transmissão da graça sacramental e da sucessão apostólica não se faria, portanto, por uma canalização que vai dos apóstolos até os bispos de hoje…”.
As CEBs são um movimento para descentralizar a igreja católica. Para torná-la acessível e disponível para o povo de Deus. As CEBs são uma contraposição do ensino do bispo Inácio que sem a figura do bispo nada poderia ser feito na igreja. As CEBs buscam aproximar as igrejas de suas comunidades, dando espaço e voz ao ministério dos leigos. As CEBs não buscaram corrigir o erro da sucessão apostólica para os bispos das cidades que passaram a se chamar arcebispos.
Mais estrutura, mais poder. Menos estrutura, menos poder. Nenhuma estrutura, nenhum poder. Refiro-me ao modelo de Inácio. E lembre-se: poder não é dinheiro. Poder é terra e gente.
#paracleto
#Missão integral
G/P
Jair

