O Brasil precisa cobrar liberdade religiosa aos países com os quais faz negócios. O Brasil é um país cristão e precisa demonstrar nosso exemplo de convivência. Precisa ser mais contundente quanto à defesa dos direitos humanos. Precisa agir sobre estes princípios, mesmo que perca alguns negócios.

NIGÉRIA (27º) – O ataque de muçulmanos da etnia fulani contra cristãos da etnia berom neste domingo, perto de Jos, no norte da Nigéria, deixou ao menos 500 mortos, segundo balanço informado pelo porta-voz do governo do Estado de Plateau, Gregory Yenlong.

O ataque é o mais recente episódio do confronto étnico-religioso na região, que opõe cristãos e animistas a pastores muçulmanos fulanis na disputa pela exploração de terras de cultivo.

Armados com revólveres, metralhadoras e machados, pastores muçulmanos da etnia fulani invadiram casas das cidades de Dogo Na Hauwa, Ratsat e Jeji neste domingo e mataram todos que encontraram pela frente.

Em apenas três horas, ao menos 500 pessoas, entre elas muitas mulheres e crianças, foram mortas e queimadas, segundo testemunhas, que descrevem cenas de horror e violência. “Mais de 500 pessoas foram mortas neste ato abominável perpetrado por muçulmanos fulanis”, disse Dan Majang, responsável pela comunicação do Estado de Plateau, citado pela agência de notícias France Presse. Majang disse ainda que 95 pessoas foram detidas depois do ataque.

A hipótese das autoridades é de que o massacre, ocorrido a menos de 2 quilômetros da casa do governador de Plateau, Jonah Jang, tenha sido resposta aos confrontos religiosos de janeiro passado –que deixaram 326 mortos. O incidente foi considerado pelos membros da etnia fulani uma ação organizada dos cristãos para assassinar muçulmanos. O governo de Plateau anunciou um funeral coletivo para as vítimas. O presidente interino da Nigéria, Goodluck Jonathan, se reuniu com as agências de segurança do Estado e afirmou que os soldados estão em alerta vermelho.

O massacre aconteceu mesmo com a imposição de um toque de recolher, que vigora na região das 18h às 6h desde janeiro passado. Os conflitos envolvendo cristãos e muçulmanos na Nigéria deixaram mais de 12 mil mortos desde 1999, quando foi implantada a sharia (lei islâmica) em 12 Estados do norte do país.

O chefe de polícia do estado de Plateau afirmou nesta quarta-feira que o massacre étnico-religioso do fim de semana passado em Jos, região central da Nigéria, deixou 109 mortos. Ele qualificou de falsos os balanços divulgados por funcionários do governo que registravam 500 vítimas fatais. Ikechukwu Aduba, chefe de polícia de Plateau, afirmou ainda que 49 pessoas da etnia muçulmana fulani serão indiciadas pela matança, que teve como vítimas criadores de gado cristãos. “O balanço de vítimas é de 109. É um número real e indiscutível”, afirmou Aduba em uma entrevista coletiva.

Assista ao VíDEO da organização Christian Solidarity Worldwide sobre os ataques em Jos, Nigéria:

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G/P
Jair