A música de Gilberto Gil, definitivamente, não se encontra com a realidade. Os noticiários mostram o cenário de devastação do Haiti. Estima-se que 70% das construções da capital Porto Príncipe foram demolidas ou danificadas. Cerca de 1/3 da população (3 milhões de habitantes) precisará receber necessidades básicas por tempo indeterminado. O terremoto deixou 150 mil mortos, 200 mil feridos e 1 milhão de desabrigados.
A esperança é ver o esforço da ONU e ONGs humanitárias de modo jamais visto. Sugere-se um novo plano Marshall, assim como feito para reconstruir o Japão. Uma Conferência internacional realiza-se em Montreal, no Canadá.
Apesar das críticas do envolvimento do Brasil na missão de Paz naquele país, ressalta-se o lado positivo do uso de forças armadas na segurança de um país à beira do caos. É difícil negar a importância da participação dos EUA e dos demais países desenvolvidos na reconstrução daquele país.
Embora a história de escravidão dos países americanos nos torne semelhantes, alguns povos e terras foram mais espoliados que outros. Tenho concluído que a história dos povos tem a ver com a história da igreja cristã. Quanto mais transformadora e integradora foi o movimento do cristianismo, mais produção e prosperidade podem ter ocorrido naquela região. Por vezes, a igreja denominada cristã, tratou a cultura local de modo irresponsável e irrelevante. A história de catequese dos povos ameríndios foi uma página vergonhosa a ser redimida.
A história pode explicar o passado de um povo, a geografia pode indicar se este povo tem futuro. Penso que o caso do Haiti tem mais a ver com futuro do que seu passado. Todas as pendências do passado devem ser tratadas a começar com as dívidas dos governos corruptos, quase monárquicos. É hora de intervenção da ONU na remodelação do país. Pode ser a montagem de usinas eólicas. Uma ampla reforma agrária, com inclusão de etanol e biodiesel. Uma reestruturação da cadeia de serviços e suprimentos, motivando o empreendedorismo.
Realmente, o Haiti está lá, com algumas comparações com o que temos aqui. Penso que nossa miscigenação racial e pacífica permitiu um desenvolvimento lento, mas contínuo. A primeira nação americana que alcançou a liberdade não pode servir como exemplo, como a música propôs. A igreja cristã foi subvertida pelas crenças e mitos pagãos. Ela ruiu junto aos regimes ditatoriais e precisa ser reconstruída sobre outras bases. E princípios bíblicos não faltam para promover a transformação de vidas humanas, de suas estruturas e valores.

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G/P
Jair

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