Prezados,

Não lhes parece que o Estado brasileiro ultrapassou a barreira razoável para aumento de impostos? O Estado precisa ser tão grande que para subsistir, precisa de novos impostos? Realmente temos visto um esforço para cobrar os devedores. Mas ainda é pouco. A idéia do Estado pouco produtivo ainda persiste na visão do brasileiro. Mas o problema não são o número de servidores mas, sim, seus administradores. Muitas vezes, indicados políticos, sem capacidade de administrar suas próprias casas.

A igreja do Senhor precisa liderar uma Reforma Tributária neste país. Pressionar seus parlamentares para diminuir a carga de impostos sobre o povo. Por favor, não estamos sob o jugo de Roma. Ou estamos?

Um exemplo recente é a criação da taxa de iluminação pública criada pela prefeitura do Rio de Janeiro. Passou fácil pela Câmara de Vereadores. Mas a estratégia é conhecida: as medidas amargas devem ser tomadas no início da Gestão para dar tempo ao esquecimento após 4 anos.

Você sabia que, nos últimos dez anos, a tarifa média total de energia elétrica, no Brasil, aumentou 205,29%. O valor total médio do MWh passou de R$ 82,16 para R$ 250,83.

Nos últimos 10 anos, o que se observou após a implantação do novo modelo tarifário, foi uma elevação das tarifas para todas as classes de consumidores, em patamares bastante superiores aos índices de preços.
Na região Sudeste, o aumento na tarifa média total alcançou 214,52% e na região Centro-Oeste, 165,73%. O menor aumento médio total deu-se na região Sul, com 157,28%. Cabe destacar que em nenhuma região o aumento na tarifa ficou abaixo da maior inflação do período, medida pelo IGP-M (157,21%).

De 1997 a 2006, o IGP-M, indexador dos custos gerenciáveis das concessionárias distribuidoras, apresentou uma variação média anual da ordem de 9,91%. Quando comparado aos indicadores de preços para o consumidor, constata-se significativa discrepância entre estes:

Atualmente, a concessionária com a menor tarifa residencial (Eletropaulo) cobra 56,74% do valor da maior tarifa (Enersul). Isso significa dizer que o consumidor residencial do Mato Grosso do Sul, para um mesmo padrão de consumo, gasta com energia elétrica 76,23% a mais que um consumidor na capital paulista. Esse exemplo deixa claro que a definição tarifária está completamente dissociada da realidade econômica e social das regiões. Não parece razoável admitir que o consumidor residencial na Bahia pague 50% a mais em sua tarifa em comparação com o consumidor paulistano.

O elevado valor da tarifa de energia elétrica passou a comprometer parcela cada vez mais importante dos gastos das famílias.

Como resultado desta constatação, conclui-se que o indexador utilizado nos Reajustes Tarifários Anuais exerceu forte influência para a elevação do valor das tarifas, não podendo deixar de ser ressaltado, que sua utilização trouxe conseqüências negativas em especial para os consumidores residenciais. Normalmente, a correção de salários, aposentadorias, benefícios e pensões, e de outros rendimentos que possuem algum tipo de indexação tendem a acompanhar a variação observada dos índices de preços ao consumidor.

#paracleto
#Cidade e igreja
G/P
Jair

FONTE: DIEESE As tarifas de energia elétrica no Brasil, Dezembro 2007.