O aumento da população idosa no Brasil é um fato comprovado. Em 1960, iniciou-se um processo de desaceleração do ritmo anual de crescimento populacional. Porém, somente entre os anos de 1980 e 1991, este declínio alcançou seu ponto máximo, isto é, uma taxa anual de 1,94%. A população acima de 65 anos, em 1991, superou os 7 milhões, o que significou um ganho médio anual de 210.492 idosos na referida década (cf. Berquó, 1999, p. 13-15). Pesquisas prevêem com segurança a continuidade do processo de estreitamento da base da pirâmide etária no país.

Nos próximos 20 anos, a população idosa do Brasil poderá ultrapassar os 30 milhões de pessoas e deverá representar quase 13% da população. Em 2000, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a população de 60 anos ou mais de idade era de 14.536.029 de pessoas (10,7%), contra 10.722.705 em 1991.

Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), através da publicação “O Atlas do Bolso dos
Brasileiros”, o rendimento de aposentados que recebem mais de um salário mínimo por pessoa representou 25,35% do total da renda do Rio em 2008, maior parcela entre todos os estados do país. Outros são Rio Grande do Sul (18,74% da renda), Piauí (17,57%) e Distrito Federal (16,43%).

A combinação do aumento da expectativa de vida dos brasileiros somado com a transferência de aposentados e inativos para a cidade do Rio de Janeiro traz novos desafios para as igrejas que vinham desenvolvendo atividades voltadas fortemente para público jovem. O gráfico abaixo mostra que muitos idosos preferem manter-se ativas em organizações religiosas:

Uma outra tendência observada é a existência de igrejas com grande percentual de idosos. Nelas observam-se uma liturgia mais tradicional e serviços voltados para a família. Há forte atuação de idosos e de suas gerações. Uma igreja equilibrada entre suas dimensões atenderá as expectativas das diversas gerações reforçando as atividades e cuidados para a 3ª idade.

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G/P
Jair