Num Post anterior revelei os números, que ultrapassou 10 trilhões de dólares, da ajuda dos governos ao sistema financeiro mundial. Dizem os economistas que o pior da crise já passou. Mas é provável que os governos não terão dinheiro para combater a AIDS na África. Nem transferir os povos da Ásia que sofrem com inundações. Nem trazer dignidade às moradias do povos latino americanos. É muita hipocrisia e incompetência.

Bilhões de dólares foram volatilizados, sublimados! Diante de nossos olhos, da igreja do Senhor Jesus. Por isso Ele declarou: Dai a Csar o que é de Csar. Dai a Deus o que é de Deus. Csar está requerendo o que é dele. Mas o povo de Deus pode fazer a sua parte, atuando onde o evangelho tem possibilidades de ser agente de transformação. E o tempo é do Brasil.

As igrejas evangélicas no Brasil recolhem por mês entre seus fiéis mais de R$ 1 bilhão – precisamente R$ 1.032.081.300,00. A Igreja Católica, que tem mais adeptos espalhados pelo País, arrecada menos: são R$ 680.545.620,00 em doações. Os números estão na pesquisa sobre religião realizada pelo Instituto Análise com mil pessoas em 70 cidades brasileiras.

Os evangélicos não-pentecostais, chamados de históricos (pensava que eram os neo-pentecostais), são os mais generosos. Doam em média R$ 36,03, o que dá um faturamento mensal de R$ 432.576.180,00 às igrejas, segundo o artigo do Instituto Jetro. Porém, o que mais me chamou atenção: E para onde vai tanto dinheiro? Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Análise, aposta que os políticos são um dos destinatários. “Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas. É só reparar no aumento dos candidatos evangélicos e no fato de os não-evangélicos cortejarem as igrejas nas campanhas.”

O estudo da FGV, intitulado Economia das Religiões: Aspectos Locais e Ascenção Social, mostra que os brasileiros pagaram no ano passado R$ 5,1 bilhões de dízimos e doações às igrejas no país. Os que mais contribuem são os evangélicos, embora tenham a menor renda média. Eles correspondem a 17% da população brasileira e pagam o equivalente de 66% das contribuições às igrejas.

O economista Marcelo Néri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que o Estado subsidia as igrejas por meio da isenção fiscal. “A renúncia fiscal de alguma forma é um subsídio, porque a igreja faz o que o Estado não faz”, diz o economista, autor de um estudo que analisa as doações às igrejas.

E aqui que chamo a atenção de pastores e líderes para a correta gerência dos recursos de suas igrejas. Os dados mostram mais prosperidade e mais responsabilidade. Precisamos evitar propostas de isenções descabidas vindas de políticos e seus ‘tesoureiros’ que rondam as igrejas em tempos eleitorais. As propostas montados pelos políticos evangélicos deve manter a separação do estado e da igreja. Mas podem facilitar o investimento em projetos sociais que ficam na gaveta dos políticos à espera de apoio político. Os Governos já se convenceram da nossa importância entre as comunidades mais carentes. As igrejas precisam de apoio porque querem agir para mudar realidades atuais.

A mais perigosa proposta planejada é de isentar de imposto de renda os dízimos. Essa é a pior das armadilhas. Daí, para o Governo recolher o dízimo ‘na fonte’ é um passo. Precisamos de um Fórum que discuta as propostas com a presença de especialistas (pessoas com o dom de administrar) e forneça direções financeiras para as igrejas.

#paracleto
#Dinheiro e coração

G/P
Jair

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