Muitos economistas, cientistas políticos, historiadores pesquisam e escreveram suas teses buscando explicar a mudança do eixo econômico mundial da China e Índia na direção da Holanda, Inglaterra e Estados Unidos desde o século XVIII.
Geoffrey Blainey, Niall Ferguson e David Landes escreveram relevantes livros sobre a migração de capitais e lucros da Ásia para a Europa, especialmente na troca ouro/prata e no avanço tecnológico da Era industrial.
E um erro frequente dizer que a China não possuía estados vassalos que lhes pagavam tributos. Poder militar e religioso também exerciam os reinos da Ásia. A África era explorada por reinos da Europa e da Ásia, especialmente por tribos e Clãs islamizados. A escravidão era exercida por todos os reinos.

Quais foram os componentes do processo de mudança das sociedades ocidentais?
- A criação da Bolsa de valores em Amsterdã;
- A invenção da máquina a vapor;
- O surgimento das Sociedades científicas;
- O alto índice de letramento dos europeus;
- A absorção de imigrantes com grandes potenciais de influência;
- Os valores morais cristãos nos negócios, leis e cultura.
Os grandes Avivamentos podem ter criado um elo poderoso de ligação entre as nações protestantes do Hemisfério Norte e as colônias que receberam melhores infraestruturas como escolas, hospitais, linhas de transporte ferroviário e indústrias.
CS Lewis utilizou dois argumentos para provar que a Lei Natural ou moral pertencem à mesma classe que a dos números. Antes, contudo, vale referir alguns exemplos de regras transmitidas que são meras convenções sociais e, por isso, podem ser construídas de modo diferente, caso aos homens pareça ser mais conveniente. Podemos utilizar como exemplo as regras de trânsito e as vestimentas. O poder das decisões parece estar relacionado à essa lei que indivíduos ou sociedades expressam de diferentes formas.
No meu livro Missão da igreja: dimensões e efeitos (2011) eu menciono o poder exercido pelos pastores de grandes igrejas. Não fiz nenhum juízo de valor mas utilizei a expressão “coronelismo evangélico” para motivar a participação coletiva, ética e razoável nas decisões regulares das instituições religiosas.
A minha hipótese é que o congregacionalismo foi a base para construção das Instituições democráticas que elevaram a qualidade de vida entre os povos do Ocidente. O trecho do filme “O Patriota” mostra a liberdade para realizar assembleias nas igrejas cristãs das 13 Colônias dos EUA contra o alto peso dos tributos cobrados pela Monarquia inglesa. O resultado da luta foi a independência dos EUA.
Entendo que líderes eclesiásticos buscam proteger o legado de seu trabalho. De forma crescente, igrejas estão se tornando menos participativas em suas decisões estratégicas e na prestação de suas contas. Gostaria de saber se as igrejas criadas em nações sem democracias, produziram um ambiente congregacional participativo?
A minha tese é que a maior contribuição das igrejas cristãs no ambiente social não foi a ajuda humanitária ou elevação social das famílias, mas sim, a criação de um ambiente colaborativo e com prestação de contas confiável.
Provavelmente, o declínio do Congregacionalismo diminuirá a influência dos cristãos adultos não imigrantes, mudará o poder de governança para gerações mais liberais e diminuirá o valor da economia empreendedora que cristãos podem aplicar em suas comunidades.
https://www.9marks.org/article/congregationalism-for-a-church-plant-in-a-confucian-culture/?s=09
https://www.ridley.edu.au/resource/the-five-models-of-church-governance-and-how-they-cope-under-pressure/
