No ano 307 D.C., o Imperador Diocletiano, um adorador do sol, estava envolvido na dedicação de um templo a Mithra. Domingo (Deis Solis), o dia do sol, era considerado pelos Mithraistas um dia sagrado de descanso. O dia 25 de dezembro era comemorado como o nascimento do sol, dado como nascido pela “Rainha dos Céus” – “Mãe de deus” . Os Mithraistas celebravam um agape (festa) mithraico. Mithra era considerado um mediador entre deus e homem.

Pouco tempo depois, após conquistar o trono romano, Constantino acabou, no entanto, por entrar na História como primeiro imperador romano a professar o cristianismo, na seqüência da sua vitória sobre Magêncio na Batalha da Ponte Mílvio, em 28 de outubro de 312, perto de Roma, que ele mais tarde atribuiu ao Deus cristão. Segundo a tradição, na noite anterior à batalha sonhou com uma cruz, e nela estava escrito em latim: “in hoc signo vinces” ( com este sinal vencerás).

Só após 317 é que ele passou a adotar clara e principalmente lemas e símbolos cristãos, como o “chi-rô”, emblema que combinava as duas primeiras letras gregas do nome de Cristo (“X” e “P” superpostos). No entanto, já quando da sua entrada solene em Roma em 312, Constantino recusou-se a subir ao Capitólio para oferecer culto a Júpiter, atitude que repetiria nas suas duas outras visitas solenes à antiga capital para a comemoração dos jubileus do seu reinado, em 315 e 326.

O Imperador Constantino, enquanto declarava ser Cristão, mantinha o título de “Pontifus Maximus” o alto sacerdote do paganismo. Suas primeiras moedas eram escritas com: “SOL INVICTO COMITI” (COMPROMETIDO AO SOL INVENCÍVEL).

A sua adoção do cristianismo pode também ser resultado de influência familiar. Sua mãe, Helena, com grande probabilidade, havia nascido cristã e demonstrou grande piedade no fim da sua vida, quando realizou uma peregrinação à Terra Santa, localizou em Jerusalém uma cruz que foi tida como a Vera Cruz e ordenou a construção da Igreja do Santo Sepulcro, substituindo o templo a Afrodite que havia sido instalado no local — tido como o do sepultamento de Cristo — pelo imperador Adriano.

Mas apesar de seu batismo, há dúvidas se realmente ele se tornou cristão. A Enciclopédia Católica afirma: “Constantino favoreceu de modo igual ambas as religiões. Como sumo pontífice ele velou pela adoração pagã e protegeu seus direitos.” E a Enciclopédia Hídria observa: “Constantino nunca se tornou cristão“. No dia anterior ao da sua morte, Constantino fizera um sacrifício a Zeus, e até o último dia usou o título pagão de Sumo Pontífice. E, de fato, Constantino, até o dia da sua morte, não havendo sido batizado, não participou de qualquer ato litúrgico, como a missa ou a eucaristia. No entanto, era uma prática comum na época retardar o batismo, que era suposto oferecer a absolvição a todos os pecados anteriores — e Constantino, por força do seu ofício de imperador, pode ter percebido que suas oportunidades de pecar eram grandes e não desejou “desperdiçar” a eficácia absolutória do batismo antes de haver chegado ao fim da vida.

Uma das moedas cunhadas a mando de Constantino foi a SPES PVBLIC que proclamava explicitamente a nova fé de Constantino. Ele e Eusebius, seu historiador, se referiam ao dragão e à serpente com relação ao Arianismo. Constantino utilizou o simbolismo do dragão quando se referiu a Licinius, general inimigo. É possível que o ritualismo cristão admitiu a imagem do rei cristão destruindo o dragão desde então.

A deidade chamada são jorge é patrono de dezenas de países e regiões do mundo. Em Portugal, sua adoração estava vinculada à procissão de Corpus Christi. Era conduzida por Confrarias de açougueiros. No Brasil, passou a ser associado à Oxossi, do politeísmo africano. Com o passar dos anos, as homenagens foram descolando. Infelizmente, muitas categorias de trabalhadores como policiais e bombeiros são devotos da potestade que rende lucros aos ambulantes e igrejas dedicadas.