A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou projeto de lei autorizando o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O projeto de lei avança para a votação no Senado na próxima semana após ter sido facilmente aprovado pela Câmara dos Deputados, onde recebeu 125 votos a favor, 109 contra e 6 abstenções.

“Apesar da pressão, estamos convencidos de que haverá progressos também no Senado”, disse a presidente da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (FALGBT), María Rachid, conforme citado pelo jornal diário La Nación. “Muitos dos deputados que apresentaram projetos alternativos foram os que votaram contra a união civil dias atrás.”

No dia 28 de dezembro de 2009, Alex Freyre e José María de Bello se casaram legalmente na cidade de Ushuaia, cerca de 3 mil km ao sul de Buenos Aires, após autorizados pelo governo local. Mas um juiz recentemente anulou o primeiro casamento gay do país, citando o artigo 172 do Código Civil, que declara que o matrimônio ocorre somente entre um homem e uma mulher, segundo o jornal Clarín.

Quatro outros casais homossexuais se casaram na Argentina durante os primeiros quatro meses desse ano. No entanto, todos os casamentos foram subsequentemente anulados pelos juízes que receberam reclamações de advogados representando cidadãos que se opõem à união homossexual.

“Devemos defender o modelo de família e a conservação das espécies conforme expressado pela Constituição do país”, disse a ex-primeira dama Hilda González de Duhalde, senadora do país que pretende defender sua posição no próximo mês diante de outros 71 membros do Senado, conforme citado pela agência de notícias DyN.

A Igreja Católica rejeitou a legalização do casamento homossexual, dizendo aos senadores e deputados que o valor matrimonial heterossexual “não é negociável, nem equiparável a outras realidades”, segundo o La Nación.

A Cidade do México se tornou a primeira cidade da América Latina a legalizar o casamento homossexual, quando a Assembleia Legislativa aprovou a lei em dezembro de 2009.

Se o Senado argentino aprovar o projeto e este for ratificado pela presidente Cristina Kirchner, o país vai se tornar o primeiro da América Latina a oferecer direitos iguais a todos os casais. O ex-presidente Kirchner se pronunciou sobre o assunto: “Se a Igreja pressiona é porque tem poucos elementos para convencer”.

A Casa Rosada decidiu convidar 4 senadores, todos contrários ao matrimônio homossexual, para uma viagem oficial de Cristina Kirchner à China na próxima semana. De um total de 72 senadores, 30 teriam decidido apoiar e 35 votariam contra. 7 senadores restam decidir.

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G/P
Jair