Arquivos da Categoria: Revelações da Palavra

Artigos que trazem Luz sobre as Escrituras.

Festa de Pentecostes ou Shavuot – parte II

Este ano, a Festa de Pentecostes foi celebrada no dia 15 de maio, um dia antes do aniversário de criação do Estado de Israel. Um acontecimento sem precedentes.
Nas sinagogas, na véspera do primeiro dia, são lidos trechos da Tora e de outros livros do Tanach. Na manhã seguinte, a leitura do poema Akdamot transmite a idéia da revelação do har Sinai. Na manhã do segundo dia, é lida a Meguilat Ruth, sendo a história de Ruth, de Moav, uma das mais bonitas de toda a literatura do Tanach. Descreve a amizade, o amor e a dedicação de duas mulheres – Ruth e Naomi. Exalta a lealdade – lealdade à própria família, que planta, nos seres humanos, a semente da confiança, da fé e da lealdade que uns têm nos outros, crescendo, assim, a sólida lealdade do homem para com D’us. Enquanto viverem, os homens vibrarão com as palavras de Ruth, a viúva do filho de Naomi:
Não me instes para que a deixe, e volte e não a siga; Porque aonde quer que vá, irei eu; Onde quer que pouses, pousarei eu; O seu povo será o meu povo, E o seu D’us, o meu D’us.
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A seguir, o kohen devia “oferecer o Omer diante de Deus” (Levitico 23:11). Era feito em frente ao lado nordeste do Altar, e o sacerdote de frente para o Oeste.
Na Festa de Pentecostes, uma das 3 Santas Convocações, o povo ia ao Templo e oferecia os pães fermentados e cozidos – eram as primícias da colheita do trigo; um ato de ação de graças pela colheita da agricultura; uma promessa da profecia que se cumpria
A cidade santa, então com uma população de cerca de 600.000 habitantes, explodia para 2 ou 3 milhões, devido ao número de peregrinos. Era o momento escolhido por Deus, para fazer nascer a sua igreja, o seu povo.
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O ato final da oferta de Omer envolvia o sacerdote jogar porções da farinha com óleos para queimar em um altar. A seguir, um cordeiro era imolado e queimado no altar. A partir de então, os grãos da nova colheira poderiam ser comidos pelo povo.
Quarenta dias depois de sua ressurreição, Jesus deu instruções finais aos discípulos e ascendeu ao céu (At 1.1-11). Os discípulos voltaram a Jerusalém e se recolheram durante alguns dias para jejum e oração, aguardando o Espírito Santo, o qual Jesus disse que viria. Cerca de 120 pessoas seguidores de Jesus aguardavam.
Cinqüenta dias após a Páscoa, no dia de Pentecoste, um som como um vento impetuoso encheu a casa onde o grupo se reunia. Línguas de fogo pousaram sobre cada um deles e começaram a falar em línguas diferente da sua conforme o Espírito Santo os capacitava. Os visitantes estrangeiros ficaram surpresos ao ouvir os discípulo falando em suas próprias línguas. Alguns zombaram, dizendo que deviam estar embriagados (At 2.13).
Mas Pedro fez calar a multidão e explicou que estavam dando testemunho do derramamento do Espírito Santo predito pelos profetas do Antigo Testamento (AT) (At 2.16-21; Jl 2.28-32). Alguns dos observadores estrangeiros perguntaram o que deviam fazer para receber o Espírito Santo. Pedro disse: ” Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo ” (At 2.38). Cerca de 3 mil pessoas aceitaram a Cristo como seu Salvador naquele dia (Atos 2.41).
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Após oferta do Omer no lado nordeste do Altar, o kohen colocava a oferta dos primeiros grãos no lado sudeste do Altar. Este era o procedimento para todas as ofertas de cereais.
O efeito desse acontecimento foi tríplice:

a) Iluminou as mentes dos discípulos, dando-lhes um novo conceito do reino de Deus.

b) Compreenderam que esse reino não era um império político mas um reino espiritual, na pessoa de Jesus ressuscitado, que governava de modo invisível a todos aqueles que o aceitavam pela fé.

c) Aquela mani­festação revigorou a todos, repartindo com eles o fervor do Espírito, e o poder de expressão que fazia de cada testemunho um motivo de convicção naqueles que os ouviam.

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Após a conclusão da oferta do Omer no Átrio do Templo, peregrinos ao deixar o Templo poderiam encontrar os produtos da colheita nos mercados de Jerusalem.
O Sefirat Há Omêr, na língua hebraica, significa a contagem dos cinqüenta dias para a oferta do molho. No judaísmo, a palavra Omêr, significa na linguagem espiritual, um período necessário para se assumir a liberdade conquistada.
Na Páscoa somos libertos da escravidão do Pecado, mas após a contagem de Sefirah Há Omer, devemos tomar consciência de que agora o Senhor deseja nossa libertação para Servi-Lo.
Para os judeus, a Festa de Pentecostes celebra o aniversário da Torá, dada por Moises no Monte Sinai. Para nós cristãos a Festa de Pentecostes celebra o nascimento da igreja Primitiva.

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Festa de Pentecostes ou Shavuot – parte I

“Sete semanas contará para você; desde que a foice cortar o ômer, começará a contar sete semanas. E fará a festa das semanas ao Eterno, seu D’us; o que puder dar de sua mão, dará, como o houver abençoado o Eterno, seu D’us. E alegrar-se- á diante do Eterno, seu D’us, você e seu filho, e sua filha, e seu servo, e sua serva, e o Levita que está nas suas cidades, e o peregrino, e o órfão, e a viúva, que está no meio de si, no lugar que escolher o Eterno, seu D’us, para ali fazer habitar o Seu Nome. E recordar-se-á que servo foi no Egito; e guardará e fará estes estatutos:” (Deuteronômio 16, 9 -12)
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No 16° dia do mês Nisan, a cevada a ser usada na oferta na oferta do Omer era colhida em um grande evento público. Moradores da vilas do entorno de Jerusalém poderiam participar da celebração.
O Omer é contado a cada dia após o anoitecer, da segunda noite de Pêssach até a noite anterior a Shavuot. Hoje são 47 dias, que perfazem 6 semanas e 5 dias do ômer.
Este ano, a Festa de Pentecostes será celebrada no dia 15 de maio, um dia antes do aniversário de criação do Estado de Israel. Um acontecimento sem precedentes.
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Após completar a colheita, os kohanim, (sacerdotes), poderiam trazer cestos cheios de cevada para o lado leste do àtrio do Templo. Ali, os grãos eram cortados, assados e peneirados em 13 peneiras. Um punhado de farinha era queimado no altar e o resto era comido pelos kohanim.
A festa deve ocorrer quando se completar a contagem de Omer, sete semanas, não havia nenhuma data fixa na Torá. Em relação ao hebraico, ela está sempre ligada ao mês de Sivan, e inclui um dia na terra de Israel e dois dias na disáspora(fora de Israel).
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Torah orienta que os primeiros grãos oferecidos devem consistir de sementes frescas de cevada assadas em uma peneira , e então postos  sobre a refeição do evento. “Sobre ela deitarás azeite, e lhe porás por cima incenso; é oferta de cereais” (Leviticus 2:15)
 É costume nas festas a visitação ao kibutz ou kibutzim, aos produtores de derivados de leite e as fazendas para ver a colheita do trigo. Visita aos Parque Nacionais – Como ainda é primavera em Israel e os campos ainda estão floridos, muitos israelenses optam para passear nos parques nacionais que estão sempre abertos durante as festas com exceção de Yom Kipur, o Dia do Perdão.

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O profeta Sofonias, a África e a Arca da Aliança

Tudor Parfitt, autor de A Arca perdida da Aliança, detalha algumas teorias de localização da Arca. Ele cita várias vezes a possibilidade de estar escondida na Etiópia, após uma pequena estadia na Ilha de Elefantina, no rio Nilo, logo abaixo da primeira catarata.

O sistema de realeza foi adotado no Reino de Kush. Entre o séc. VIII a.C. e IV a.C., esse reino núbio conheceu um período de grande estabilidade e
continuidade de dinastias, conquistando, dessa forma, grande prosperidade e respeito perante os demais reinos do vale do Nilo. Heródoto, o grande historiador grego, tentou, pouco antes do ano 400 a. C.,  ver Meroe, a forte e bela capital do majestoso reino dos cuxitas e dar notícias dela à  Europa. Contudo, teve de se contentar apenas com o que os sacerdotes de  Elefantina puderam lhe contar sobre as maravilhas desta cidade.

No ano 36 da nossa era – apenas cinco anos após o Pentecostes –, o cristianismo já havia penetrado no coração da África, na pessoa do eunuco de Candace, rainha de Meroé (Sudão). A notícia que lemos no Atos dos Apóstolos (8.26-39) é muito sóbria, mas apresenta elementos que nos permitem reconstruir com razoabilidade o cenário histórico da conversão do primeiro negro ao cristianismo.
Candace era o título da rainha de Meroé. No século VIII antes de Cristo, surgira, ao longo do rio Nilo a sul do Egito – portanto na África negra – um império cujos imperadores, entre 750 e 650, ocuparam o trono dos faraós. Empurrados ou retirando-se para o Egito, transferiram a sua capital de Napata – na grande enseada do Nilo – para 250 km mais a sul, onde surgiu a cidade que os historiadores gregos chamaram Meroé. Daí, os reis de Meroé dominaram, servindo-se de um sistema feudal, quase todo o território do atual Sudão, passando por períodos alternados de expansão e de recessão.
A rainha de Meroé tinha um ministro eunuco, conforme o uso da época, que superintendia os seus tesouros (em especial o ouro que se extraía nas montanhas do deserto oriental) e, por conta disso, fazia viagens ao Egito, onde fazia negócio com os numerosos comerciantes hebreus aí estabelecidos. Por eles, conheceu a religião monoteísta e a ela aderiu, de tal forma que foi a Jerusalém adorar o Deus de Israel. Como em todos os locais de peregrinação, também em Jerusalém havia bancas de venda de livros, onde o eunuco comprou um rolo de papiro ou pergaminho com os 66 capítulos de Isaías, em língua grega.
No regresso, o ministro negro pôs-se a ler em voz alta; o diácono Filipe, ao escutá-lo, ficou maravilhado e perguntou-lhe: «Compreendes, verdadeiramente, o que estás a ler?» Ao ouvir uma resposta negativa, Filipe ofereceu-se para o ajudar e explicou-lhe que o profeta falava de Jesus de Nazaré… A narração dos Atos dos Apóstolos termina com o eunuco recebendo o batismo.

Sofonias 1:1-10 - Palavra do SENHOR, que veio a Sofonias, filho de Cusi, filho de Gedalias, filho de Amarias, filho de Ezequias, nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá. Hei de consumir por completo tudo de sobre a terra, diz o SENHOR. Consumirei os homens e os animais, consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e os tropeços juntamente com os ímpios; e exterminarei os homens de sobre a terra, diz o SENHOR. E estenderei a minha mão contra Judá, e contra todos os habitantes de Jerusalém, e exterminarei deste lugar o restante de Baal, e o nome dos sacerdotes dos ídolos, juntamente com os sacerdotes; E os que sobre os telhados adoram o exército do céu; e os que se inclinam jurando ao SENHOR, e juram por Milcom; E os que deixam de andar em seguimento do SENHOR, e os que não buscam ao SENHOR, nem perguntam por ele. Cala-te diante do Senhor DEUS, porque o dia do SENHOR está perto; porque o SENHOR preparou o sacrifício, e santificou os seus convidados.Acontecerá que, no dia do sacrifício do SENHOR, castigarei os príncipes, e os filhos do rei, e todos os que se vestem de trajes estrangeiros. Castigarei naquele dia todo aquele que salta sobre o limiar, que enche de violência e engano a casa dos seus senhores. E naquele dia, diz o SENHOR, far-se-á ouvir uma voz de clamor desde a porta do peixe, e um uivo desde a segunda parte, e grande quebrantamento desde os outeiros.

Contexto histórico

  • Conforme o próprio Sofonias relata, seu ministério foi exercido nos dias de Josias, filho de Amon, rei de Judá.
  • De acordo com o que está relatado em 2º Reis 22:3, foi no ano décimo oitavo de seu reinado que Josias realizou a reforma religiosa em Judá; isso ocorreu no ano 621aC.
  • Nessa mesma época, o profeta Jeremias exercia o seu ministério. Como está relatado em Jeremias 1:2, seu chamado ocorreu no décimo terceiro ano do reinado de Josias em 627aC., isso pode significar que esses dois profetas possam ter influenciado o monarca a realizar a reforma.

Genealogia

  • Sofonias é o único profeta canônico que apresenta genealogia detalhada, menciona quatro gerações de seus antepassados.
  • O nome Sofonias significa “o Senhor o escondeu” - isso representa algo de valor: escondido pelo Senhor -, o que sugere uma origem de família crente e fiel a Deus.
  • Logo no início de seu livro, Sofonias menciona parte de sua genealogia aonde consta que ele é neto do rei Ezequias. Isso garantia-lhe mais respeito e acesso à elite dominante de Judá;
  • Porém, sua descendência real não o impedia de pregar a verdade contra as injustiças e os pecados da monarquia.
  • Sofonias foi filho de um homem chamado Cusi; esse nome - Cush, em hebraico - significa Etiópia, e Etiópia significa “a terra do povo de rostos queimados”, ou seja: pessoas negras; baseando-se nisso, imagina-se que Sofonias fosse um homem negro;

·         Estudiosos acreditam que o rei Ezequias tenha se casado com uma mulher africana e que desse relacionamento tenha nascido Cusi. Há teólogos que chamam Sofonias de “o profeta africano”.

Em 1973, o coronel Mengistu Haile Mariam realiza um golpe de estado na Etiópia, implantando uma ditadura comunista que em muito ameaçava a comunidade dos Beta Israel. Durante as semanas seguintes ao golpe de estado de Mariam, aproximadamente 2.500 judeus foram mortos e 7.000 perderam suas casas. No início dos anos de 1980, a Etiópia proibiu a prática do Judaísmo e o ensino de hebraico. Vários membros da comunidade Beta Israel foram encarcerados, falsamente acusados de “espiões sionistas”, enquanto líderes religiosos judeus passaram a ser monitorados pelo governo.

O governo começou a tratar os judeus de forma menos rígida durante a metade da década de 1980, quando a fome assolou o país, afetando seriamente sua economia. A Etiópia então foi forçada a pedir ajuda a nações ocidentais, incluindo EUA e Israel, que pediam a redução da pressão sobre os beta israelenses.

Em novembro de 1984, começa a Operação Moisés que, dois meses depois, resgata 8.000 judeus da Etiópia e os leva para Israel. Em 1985, os EUA planejam uma missão de resgate para dar prosseguimento à Operação Moisés: foi a Operação Joshua, que levou mais 800 beta israelenses para Israel.

No início de 1991, rebeldes tiram o coronel Mariam do poder. O governo Likud de Yitzhak Shamir autorizou que a companhia aérea israelense El Al voasse no Sabbath judeu. Na sexta-feira, 24 de maio, e seguidamente por 36 horas, um total de 34 aeronaves da El Al começaram um novo capítulo na luta pela liberdade da comunidade judaica da Etiópia, levando sua população para Israel – foi a chamada Operação Salomão.

Um total de 14.324 judeus etíopes foram resgatados e alocados em Israel, um êxodo moderno em grande escala. A Operação Salomão resgatou o dobro de judeus das Operações Moisés e Joshua em uma mera fração de tempo. Embora seja cedo para prever seu impacto na sociedade israelense, os 36.000 beta israelenses vivendo em Israel certamente terão um papel importante na construção de futuras gerações do país.

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A parábola dos fermentos

“Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado” (Mateus 13:33; veja também Lucas 20:21).

Três medidas (no grego, sata e hebraico, seah) de farinha, cerca de 38 litros, equivalem a 40 quilos de pão. Quantidade suficiente para alimentar cerca de 400 pessoas. Nenhuma mulher na Galileia iria fazer tanto pão. Lógico que as pessoas devem ter rido e Jesus também. Mas Jesus frequentemente deixava seus ouvintes atônitos.

O fermento era considerado uma força do mal que corrompia tudo. Não se podia oferecer a Deus, nada fermentado. O pão ázimo, não fermentado, era o símbolo do puro e sagrado. Imaginemos o susto dos judeus quando Jesus comparou o fermento ao Reino de Deus.

Gênesis 18:6 relata a hospitalidade de Abraão ao receber os 3 visitantes junto aos carvalhos de Manre: “E Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha, e faze bolos.” Teria Abraão percebido a visitação angelical?

As parábolas de Jesus sempre indicam um pequeno começo e um grande resultado. Impressionante suas possibilidades de aplicações para a vida do homem pós-moderno.

Nesta semana, preguei em uma dos Grupos evangélicos da Petrobras sobre este tema. Gostaria de usar um acrônimo com a palavra FERMENTO para tecer algumas lições que podemos utilizar a partir das características do fermento:

  • Fermento nunca se torna massa. A partir do novo nascimento em Cristo, nos tornamos fermento de Deus. Nós somos o contra-ponto ao fermento dos fariseus. Isto é, nosso modo de viver precisa ser ajustado para confrontar os sistemas religiosos opressivos.
  • Entrando o fermento, não tem mais com se retirar. Após a mistura, o fermento se integra na massa. Porém, uma análise microscópica, será identificado. Nossa função é levedar a massa com bons valores cristãos e apresentar os princípios do Reino de Deus.
  • Revela-se forte e não inerte. Ele é composto de seres vivos: fungos microscópicos – chamados leveduras – que se alimentam de açúcar, liberando gás carbônico e álcool.
  • Massa sofre influência do fermento. O glúten, outro elemento presente na farinha, torna a massa elástica, possibilitando que o gás exalado nessa reação fique aprisionado em pequenas células no seu interior, tornando o bolo ou pão esponjoso, macio e fofo.
  • Efeitos do fermento são notáveis. O Senhor Jesus nos desafiou a sermos Sal da Terra e Luz do Mundo. Quando o cristão assume sua posição, o resultado é transformação. De ambas as partes. O cristão se torna mais forte e o seu ambiente recebe a proteção de Deus.
  • Não se intimida com o tamanho da massa. O desafio parece ser muito grande, talvez seja só você de crente em sua casa, não tenha medo do desafio que sua família, sociedade, parentela está colocando diante de você porque você é fermento de Deus.
  • Trabalha em silêncio. O fermento parece ser insignificante. Parece que não vai surtir efeito na massa. O testemunho cristão vale mais que a pregação. Coerentemente nossas atitudes devem corresponder com a nossa pregação
  • Opera melhor sob calor e pressão. Quando a massa é aquecida no forno, as leveduras se multiplicam, ingerindo o açúcar e o amido contido na farinha de trigo. O processo se completa com a citada liberação de gás carbônico – que é o responsável pelo crescimento da massa – e de álcool, que confere sabor ao pão, bolo ou torta.. Vão vir lutas, provações, tribulações, pra te intimidar, te pressionar, mas tudo isso só vai servir para fazer você crescer, pra aumentar, pra influenciar, pra te levar ainda mais para a presença de Deus.

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Salmo 84, tendas, casas e templos

[Para o músico-mor sobre Gitite. Salmo para os filhos de Coré] A palavra gitite deriva de Gate, que significa “lagar”. Os salmos 8, 81 e 84 trazem essa inscrição. A NVI traz “Para o mestre de música. De acordo com a melodia Os lagares”. Strong (SCI 665) dá a entender que se trata de uma harpa gitita, instrumento musical usado para acompanhar o salmo. A palavra deriva da raiz hebraica que significa “lagar”. Os frutos trazidos para a Festa dos Tabernáculos eram pisados para fazer vinho. Os trabalhadores do lagar dançavam, andavam e cantavam de alegria, falando uns aos outros da bondade do Senhor. Jesus foi ao Getsêmani, “lagar”, por nós, para que recebêssemos o vinho do Espírito e pudéssemos cantar e nos alegrar diante do Senhor em nosso culto.

1. Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!
2. A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.
3. Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu.

Jorge Camargo, músico de Vencedores por Cristo, escreve sobre sua música baseada neste salmo: A linguagem piedosa do texto — “o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo”; “mais vale um dia nos teus átrios do que mil nas tendas da perversidade”; “porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória, nenhum bem sonega aos que andam retamente” — cativou meu coração. Durante muito tempo eu quis ser como o salmista, como se isso fosse possível. Eu ainda não havia lido “…o qual, passando pelo vale árido…”. Hoje esta é a parte do Salmo que mais aprecio. Ela faz com que eu me sinta mais conectado com o personagem e com o texto como um todo. No ano seguinte (1985), passei a conviver regularmente com Guilherme Kerr, que escreveu a adaptação da terceira estrofe (Pois o Senhor é sol e escudo). O resto… é história.  Talvez esta seja minha canção mais conhecida Brasil afora, e uma de minhas preferidas.

4. Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente. (Selá.)

5. Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados.

6. Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.

Baca é um tipo de planta de bálsamo que sobrevive em condições de seca. Provavelmente o vale de Baca seja o mesmo vale dos Refains mencionado em ( 2 Sm 5: 22 – 24). Espiritualmente falando, este vale de Baca é o ” deserto” onde aprendemos que só Jesus é o nosso sustento, nosso pão e nossa água. No vale de Baca só existe baca ( vegetação rasteira que não precisa de água para sobreviver ), nós necessitamos de água para sobrevivermos, o vale de Baca não é nosso lugar, temos que passar por lá em algum tempo de nossa vida e lá experimentarmos o Senhor Jesus como nossa fonte de água viva.

7. Vão indo de força em força; cada um deles em Sião aparece perante Deus.
8. SENHOR Deus dos Exércitos, escuta a minha oração; inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó! (Selá.)

Robert E.Wallace, da Judson University, identifica que Salmos de Lamentações dominam o Livro III do Saltério. Entre os Salmos 74 a 89, 10 Salmos possuem características semelhantes de lamentos. Ele concorda na situação pré-exílio do Salmo 84. Quanto ao Salmo 85, reflete ser uma lamentação sobre o salmo anterior, situando-se no período pós-exílio.

O povo de Deus habitava com Seu povo no deserto. A Festa dos Tabernáculos nos lembra que somos peregrinos. Deus abençoa as famílias que abrigam crentes em Jesus Cristo. Suas casas serão abençoadas mas devem ser lugar de amor e adoração. Quando chegamos no templo, nosso propósito deve ser oferecer nossas vidas como sacrifício vivo. Uma igreja se torna um templo quando 2 ou mais discípulos estão reunidos em concordância em nome de Jesus.

9. Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.
10. Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios.

Nosso corpo hoje simboliza o Tabernáculo: Espírito, alma e corpo.

I Coríntios 6:19 ” Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? “ O Corpo representa o Átrio,  é a parte que faz contacto com o exterior , a alma é oculta representa o Lugar Santo, somente Deus pode perscrutá-la, o espírito é a parte mais intima é o Lugar Santíssimo ou Santo dos Santos onde a Gloria de Deus se manifesta e faz contacto. O Espírito Santo de Deus  habita no Espírito do homem, salvo e puro.

11. Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo; o SENHOR dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão.
12. SENHOR dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança. 

Os filhos de Coré eram um grupo de sacerdotes que eram encarregados do ministério de canto. II Crônicas 20:19 descreve eles em ação: “E levantaram-se os levitas, dos filhos dos coatitas, e dos filhos dos coratitas, para louvarem ao SENHOR Deus de Israel, com voz muito alta.” Os filhos de Coré escreveram 12 salmos: 42 a 49, 84-85, 87-88. Porém a vida e ministério deles é mais uma prova de superação. O livro de Crônicas identifica os coratitas  como “guardadores das portas” do Tabernáculo.

Números 16 narra uma rebelião promovida por um levita, Coré. Bisneto de Levi, ele sem dúvida tinha muita influência e autoridade, pois conseguiu reunir atrás de si duzentos e cinqüenta homens de renome, líderes do povo. O SENHOR havia definido a posição e o ministério de cada um, inclusive o de Corá, um coatita (Êxodo 6:16,18; Números 3:17,28,29,31; 4:36; 26:57,62). Os rebeldes principais, Coré, Datã e Abirão foram mortos com as suas famílias e seus bens mediante a abertura sobrenatural de fendas na terra embaixo de suas casas, que se fecharam em seguida, sepultando-os vivos. Mas os filhos de Corá foram poupados (capítulo 26:11). Esta foi a prova que Moisés deu ao povo que o SENHOR o enviara a realizar tudo o que havia feito, que não havia procedido dele mesmo (v.28).

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Filemon e Onésimo, uma carta para gerar perdão e novos líderes

Esta postagem encerra uma série de 3 estudos sobre a carta apostólica de Paulo a Filemon. Falamos sobre a importância da carta sobre a mitologia grega opressora, que foi duramente criticada pelos filósofos dos séculos posteriores como Sócrates, Platão e Aristóteles. Falamos sobre o convite de Paulo para um relacionamento fraternal entre Filemon e Onésimo. Ressaltamos as mudanças sociais que surgiram durante o Primeiro Avivamento na Inglaterra que encerraram um ciclo de escravidão em muitos países. Aqui, ressaltamos que ambos se tornariam presbíteros (pastores) de igrejas importantes.
•Filemon
–Líder da igreja em Colossos (Fil 2)
–Um proprietário de um escravo (Fil 11, 15-16; Col 4:1)

•Paulo
–Apóstolo aos gentios.
–Pai espiritual de Onésimo.

•Onésimo
–Um escravo fugitivo, convertido sob o discipulado de Paulo em Roma.
–Inácio, bispo da igreja da Antioquia, mencionou que Onésimo tornou-se bispo da igreja em Éfeso
–Se Onésimo fugiu aos 16-18 anos, em 60 AD, ele teria cerca de 70 anos quando bispo em Éfeso (110 AD)
Filemon 19-25

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Paulo e Onésimo, uma carta que superava a escravidão

A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. Um escravo era propriedade de seu mestre, e não tinha direitos. De acordo com a lei romana, os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte. Às revoltas dos escravos no séc. I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão, ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo. Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3.28), e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6.5-9).

  • Filemon 8-18Paulo nesta carta apresenta-se como prisioneiro (δέσμιος) de Jesus Cristo. Tanto a palavra “prisioneiro” (δέσμιος) quanto “algemas” (δεσμοῖς), ambas da mesma raiz, terão um papel importante na argumentação do apóstolo no transcorrer de seu pedido (cf. versículos 1, 9, 10, 11, 23).
  • Paulo define Filemom como amado e colaborador. O dicionário BDAG (p. 7) sugere que ἀγαπητῷ (amado) tem um significado muito especial: “pertencente a alguém que está em um relacionamento muito especial com outro: único, único amado”. Colaborador, συνεργῷ, como a palavra em português, é uma composição de preposição “συν” (com) com a palavra “ἔργον” (trabalho), em suma, aquele que trabalha (labora) junto.
  • A definição que Paulo dá para Arquipo também merece consideração especial: συστρατιώτῃ. Novamente temos uma palavra composta pela preposição “συν” (com), mais a palavra “στρατιώτης” (soldado). Portanto, literalmente Paulo está falando que Arquipo é um co-soldado, ou conforme se diz em português, um companheiro de armas. Esta definição aponta para o fato de que Arquipo era um ajudante ministerial do apóstolo. Confirmando isto, Arquipo aparece também em Cl 4.17, onde se lê: “Também dizei a Arquipo: atenta para o ministério que recebeste no Senhor, para o cumprires”. (ARA, καὶ εἴπατε Ἀρχίππῳ, Βλέπε τὴν διακονίαν ἣν παρέλαβες ἐν κυρίῳ, ἵνα αὐτὴν πληροῖς.)
  • A construção καὶ τῇ κατʼ οἶκόν σου ἐκκλησίᾳ é muito interessante. O καὶ apresenta o que segue na função e co-destinatários da carta. Logo depois vem o τῇ, artigo dativo feminino singular, que define a palavra igreja “ἐκκλησίᾳ”. Entre o artigo e o substantivo, no entanto, encontramos a expressão κατʼ οἶκόν σου, em tua casa. Como Paulo escreve esta carta principalmente para Filemom (primeiro destinatário e pessoa a quem é dirigido o pedido no corpo da carta), sabemos que esta casa é a dele. O que é bastante interessante nesta construção é a relação íntima (do ponto de vista literário) que Paulo criou entre a igreja e a casa de Filemom. É como se fosse uma coisa só: “a em-casa-tua-igreja”.

Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 dC. Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado. Paulo, com delicadeza, mas com urgência, intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5,21).

William Wilberforce, foi um estadista cristão que, durante 18 árduos anos, liderou a cruzada contra o abominável comércio de escravos da Inglaterra. Quando Wilberforce, um dos membros mais jovens do Parlamento, veio a Cristo, ele pensou em abandonar seu cargo político e se tornar pastor. Ele conheceu o pastor John Newton, que foi um traficante de escravos. Newton quase pereceu numa tempestade onde seu navio afundou. Desde então, ele abandonou a navegação, estudou na América e se tronou pastor. Ele escreveu o hino Amazing Grace que foi tocado quando Nelson Mandela foi libertado da prisão na África do Sul após o fim do Apartheid.

Motivado por Newton, Wilberforce colocou sua proposta dezenas de vezes em votação com sucessivas derrotas. Finalmente, em 1807, William testemunhou o Parlamento aprovar a lei da abolição por 267 votos. O triunfo deu-lhe imenso prestígio, fato que o permitiu buscar outras idéias para melhorar a qualidade e a moralidade da vida na Grã-Bretanha. Ele lutou pela reforma do sistema prisional. Ele fundou ou participou de 60 instituições de caridade. Ele convenceu o Rei George III a decretar uma proclamação incentivando a moralidade e restabeleceu a Sociedade da Proclamação para assegurar a promoção da moralidade. Ele cuidava da criação de Deus, fundando a Sociedade para a Prevenção de Crueldade contra os Animais. E ele promoveu iniciativas missionárias, como fundar a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira.

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Paulo e Filemon, a superação da hospitalidade cristã sobre a mitologia

Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom, um cristão rico e dono de escravos. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v.10), que morava em Colossos, e que a igreja colosense se reunia em sua casa (v.2). Onésimo, um de seus escravos tinha fugido para Roma, aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. 11,18). Em Roma, Onésimo entrou em contato com o preso Paulo, que o levou a Cristo (10).
Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4.7-9; Fm 12). O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v.22). Amor, confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. 1, 14,21)

Filemon 1-7

Atos 14:6 eles, sabendo-o, fugiram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e a região circunvizinha;
Atos 14:7 e ali pregavam o evangelho.
Atos 14:8 Em Listra estava sentado um homem aleijado dos pés, coxo de nascença e que nunca tinha andado.
Atos 14:9 Este ouvia falar Paulo, que, fitando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado,
Atos 14:10 disse em alta voz: Levanta-te direito sobre os teus pés. E ele saltou, e andava.
Atos 14:11 As multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens e desceram até nós.
Atos 14:12 A Barnabé chamavam Júpiter e a Paulo, Mercúrio, porque era ele o que dirigia a palavra.
Atos 14:13 O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trouxe para as portas touros e grinaldas e, juntamente com as multidões, queria oferecer-lhes sacrifícios.
Atos 14:14 Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando
Atos 14:15 e dizendo: Senhores, por que fazeis estas coisas? Nós também somos homens, de natureza semelhante à vossa, e vos anunciamos o evangelho para que destas práticas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar, e tudo quanto há neles;
Atos 14:16 o qual nos tempos passados permitiu que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos.
Atos 14:17 Contudo não deixou de dar testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo-vos de mantimento, e de alegria os vossos corações.

Estou convencido que a carta apostólica de Paulo à Filemon, líder da igreja em Colossos, busca motivá-lo a praticar a verdadeira hospitalidade, superando a mitologia grega que oprimia os povos daquela região. 

Na Mitologia grega, Filemon foi um velho camponês, marido de Baucis, que recebeu junto com esta a visita do deus Júpiter em sua própria casa. Por tê-lo recebido bem, foram ambos poupados de um terrível dilúvio. O casal compõe uma espécie de casal primordial da mitologia grega. Devido à impiedade dos homens, o deus Júpiter fez com que uma enchente alagasse o mundo, escapando apenas este casal, o qual repovoou o mundo, vivendo até longa idade. Ao morrerem, viraram árvores gêmeas.

Faz parte dos mitos florais. Personagens que se transformaram em plantas ou árvores. O mito conta que Júpiter e Mercúrio foram recebidos pela humilde casal após não acharem lugar no vilarejo. Durante o serviço de alimento e bebida, o casal ficou assombrado ao ver que o vinho, à medida que era servido, renovava-se no jarro.

Tomados de terror, Baucis e Filêmon reconheceram seus hóspedes celestiais, caíram de joelhos e imploraram perdão pela pobreza do acolhimento. Possuíam um velho ganso, que conservavam como guardião de sua humilde choupana, e acharam que ele poderia ser sacrificado em honra dos hóspedes. Mas o ganso, muito ágil, correndo e batendo as asas, escapou à perseguição dos velhos e, afinal, refugiou-se entre os próprios deuses. Estes não permitiram que ele fosse morto, e disseram: — Somos deuses. Esta aldeia inospitaleira sofrerá a pena de sua impiedade. Somente vós escapareis ao castigo. Deixai esta casa e vinde conosco para o alto daquele monte.

Os dois apressaram-se em obedecer e, apoiados em seus bastões, puseram-se a galgar a íngreme subida. Estavam à distância de um tiro de seta do alto, quando, voltando os olhos para trás, avistaram toda a região transformada num lago, estando de pé apenas sua casa. Enquanto maravilhavam-se com esse espetáculo e lamentavam o destino de seus vizinhos, sua velha casa transformou-se num templo. Colunas tomaram o lugar dos rudes postes, o colmo tornou-se amarelo e transformou-se num teto dourado, o chão cobriu-se de mármore, as portas enriqueceram-se com baixos-relevos e ornamentos de ouro.

filemon e baucisEntão Júpiter falou, com benevolência: — Excelente velho, e tu, mulher, digna de tal marido, dizei-me quais são os vossos desejos. Que favor quereis de nós? Filêmon consultou Baucis, durante alguns momentos, depois manifestou aos deuses seus desejos comuns: — Queremos ser os sacerdotes e guardiães deste vosso templo. E, como passamos toda a nossa vida com amor e concórdia, desejamos que a mesma hora exata nos tire a ambos a vida, e que eu não viva para ver o túmulo de Baucis, nem ela para ver o meu. Seu desejo foi satisfeito. Os dois foram os guardiães do templo enquanto viveram. Quando se tinham tornado muito velhos e estavam um dia de pé diante da escada do edifício sagrado, contando a história do lugar, Baucis viu Filêmon começar a cobrir-se de folhas, e Filêmon viu Baucis transformar-se da mesma maneira. Tufos de folhas já haviam crescido em suas cabeças e os dois continuavam a trocar palavras de despedida, enquanto podiam falar.

Para os germânicos representava o infortúnio e a ressurreição, pertencendo à deusa Freya, a Vénus nórdica, chefe das Valquírias e Senhora da magia e da adivinhação. No “Mito dos Nibelungos”, um conjunto de lendas nórdicas e germânicas, Siegfried, o herói, depois de matar o dragão que guarda o anel, banha-se no seu sangue para se torna invencível, mas uma folha de tília ao cair, cola-se-lhe entre as omoplatas impedindo o contacto do sangue com a sua pele, tornando-o vulnerável à lança de Hagen. O seu corpo é enterrado debaixo de uma destas árvores. Antes da 1ª Guerra Mundial era costume no Somme, os noivos caminharem debaixo de duas dessas árvores que tivessem crescido juntas, para terem um casamento feliz, e até à 2ª Guerra, a cidade de Berlim orgulhava-se da sua Unter den Linden (Sob as Tílias), uma alameda ornada de filas destas árvores seculares e imponentes.

É debaixo das suas copas que as fadas aparecem nas noites de Verão sendo também o esconderijo dos duendes. Na antiga Grécia e entre os povos eslavos era a residência da deusa do amor, e na Irlanda diz-se que aquele que adormecer debaixo de uma árvore destas será transportado para a terra das fadas.

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Salmo 57, perseguição, justiça e honra.

Este Salmo, que também é um Michtam de Davi, é o primeiro de uma sequência de três Salmos (Salmo 57Salmo 58 e Salmo 59), que retratam a perseguição de Saul à Davi.

Mictão vem do hebraico Michtam. Embora a tradução livre desta palavra hebraica seja “ouro puro”, Michtam é um termo composto de duas palavras: Mach, que significa “humilde”, e Tam, que significa “perfeito”.

Por conta desta tradução livre, algumas pessoas nomeiam estes Salmos com a alcunha de “Salmo dourado”.

Todos os Salmos desta trilogia iniciam com a expressão Al Tash’chet, que significa “Não destruas!”. É uma súplica de Davi ao Eterno, na qual ele roga ao Pai para que Ele não permita que uma tragédia ocorra, seja para ele ou para Shaul, seu inimigo.

Davi escreveu o salmo “ao fugir da presença de Saul na caverna”. Essa referência nos leva aos acontecimentos narrados em 1Samuel 24, que contam que Saul, recebendo a notícia de que Davi se escondia em En-Gedi, partiu em seu encalço. Durante 10 anos de maneira implacável Davi foi perseguido por um rei implacável, mal, perverso e por ciúme, inveja na vida deste rei, ele (Saul), escolhe 3.000 homens da elite do exército de Israel, para ir de encontro a Davi. Saul queria destruí-lo de qualquer maneira.

No caminho, Saul utilizou uma caverna como um tipo de banheiro sem saber que Davi e seus homens estavam escondidos justamente ali. Era a oportunidade perfeita de Davi matar Saul e de dar fim àquela perseguição injusta. Em lugar disso, Davi poupou o rei e deu provas da sua justiça e da sua fidelidade para com Deus e para com o rei, ainda que este buscasse tirar sua vida.

Esse é um episódio pelo qual Davi deve ter sido considerado um homem singularmente justo. Seus soldados devem ter se sentado com os filhos, nos dias futuros, e contado com que retidão Davi agiu para com o rei perverso. Na verdade, é uma situação tão especial que normalmente seria contada pelo seu próprio autor depois da conhecida introdução “modéstia à parte”. Entretanto, Davi não faz isso. Ao contrário, compõe um cântico no qual ele exulta de louvores a Deus rendendo a ele toda a responsabilidade pela libertação do servo que, sem ele, é incapaz de lidar com os perigos da vida.

O cântico tem duas estrofes (vv.1-4 e vv.6-10), cada uma delas seguida pelo refrão (vv.5 e 11) “seja elevado acima dos céus, ó Deus, e sobre toda a terra esteja a tua glória” (rûmâ ‘al-hashamayim ’elohîm ‘al kal-ha’arets kevôdeka). Essa é a mensagem do cântico. Este é o intento do salmo: render glórias a Deus. O que introduz e emoldura essa mensagem está em uma exposição crescente de louvor de Deus a partir da situação inicial de desespero do salmista até a gloriosa libertação vinda do Senhor. O modo como Deus transformou a sorte de Davi é a razão pela qual Deus é alvo dos mais profundos louvores do salmista.

Com tal intenção, Davi compõe a primeira estrofe de modo a, mesmo afirmando o auxílio divino, frisar o ataque feroz dos inimigos e o medo que isso lhe produziu. Ele demonstra isso ao iniciar com um clamor por misericórdia (v.1): “Tenha misericórdia de mim, ó Deus” (hannenî ’elohîm). A razão dessa busca é a confiança que Davi tem no Senhor: “Tenha misericórdia de mim, pois em ti eu busco refúgio” (hannenî kî beka hasayâ). É um interessante uso de palavras, já que Davi estava refugiado em uma caverna. Mesmo assim, ele mostra que sua confiança não se baseava na qualidade do esconderijo, mas na compaixão de Deus.

Diante da oração (v.2), Davi vislumbra o agir de Deus em seu favor protegendo-o (v.3): “Dos céus ele envia libertação a mim e afronta os meus opressores. Deus envia a sua misericórdia e a sua fidelidade” (yishlah mishamayim weyôshî‘enî heref sho’afî selâ yishlah ’elohîm hasdô wa’amittô). Apesar de tal confiança, a primeira estrofe termina com a ferocidade dos ataques dos perseguidores (v.4): “Estou cercado por leões, deitado ante aos que devoram os filhos dos homens, cujos dentes são lanças e flechas e cuja língua é uma espada afiada” (nafshî betôk leba’im ’eshkevâ lohatîm benê-’adam shinnêtem hanît wehatsîm herev haddâ). A figura é temível e é seguida pelo louvor a Deus no refrão do salmo. Essa primeira parte da música nos lembra que Deus deve ser louvado, ainda que os problemas cerquem os seus servos.

A segunda parte do salmo é diferente da primeira. O salmista, brevemente, volta a falar do ataque dos opressores e da sua frágil condição (v.6): “Eles prepararam redes para os meus pés. Minha alma sucumbiu” (reshet hekînû lif‘amay kafaf nafshî). Esse é um resumo da primeira estrofe. Entretanto, um novo elemento entre em cena. Há uma retribuição do mal. Os maus intentos dos inimigos voltam para eles mesmos. Eles são alvo da própria armadilha que armaram para Davi: “Eles abriram uma cova diante de mim, mas caíram dentro dela” (karû lefanay shîhâ naflû betôkah). Certamente, é uma referência ao modo como Saul, de caçador passou a presa ao alcance de Davi naquela caverna. Ele não foi ferido fisicamente, mas saber que estava nas mãos do jovem Davi foi como ser abatido por uma lança veloz. Diante do seu exército, sua maldade foi exposta em contraposição à bondade e retidão do salmista (1Sm 24.16,17). Foi uma derrota completa para Saul. Para Davi, foi grande libertação, tanto da perseguição militar como da degradação do seu nome pelos mentirosos que convenciam Saul de que seria traído por ele (1Sm 24.9). O resultado é que, ainda que continue fugindo, Davi se sente firmado e estabelecido (v.7): “Meu coração está firme, ó Deus, meu coração está firme” (nakôn livvî ’elohîm nakôn livvî).

Psalm-57A partir de então, há uma explosão de louvor por parte de Davi. Apesar de não ser novidade o fato de Davi dar tanta importância ao louvor, na situação em que ele se encontrava e levando em conta os salmos que escreveu nessa situação, esse louvor enfático se torna notável. O louvor começa de maneira muito poética (v.8): “Acorda, alma minha! Acordem, harpa e lira! Eu acordarei a alvorada!” (‘ûrâ kevôdî ‘ûrâ hannevel wekinnôr ’a‘îrâ shahar). A personificação dos instrumentos musicais é apenas um modo de dizer que ele irá tocá-los como modo de expressar seu louvor ao Senhor. A oração “acordarei a alvorada” significa que ele cantaria e tocaria os instrumentos durante toda a noite, até ao amanhecer.

- I Sm 23.26 – Davi estava com 600 homens e Saul com 3.000. Saul os cercou e agora? Talvez você esteja passando por uma situação tão difícil que está cercado… Na hora que Saul vai colocar as mãos em Davi, o mensageiro diz: “Corre porquê os filisteus entraram na terra”.- I Sm 23:27,2 Quando Saul sai, Davi pega uma pedra e coloca o nome dela de Selá Ramalecote, que significa Pedra de Escape. Existe escape pra você!!! Sua situação pode ser diferente da de Davi, mas Selá Ramalecote vem pra você também!

A próxima expressão do louvor crescente de Davi é o compromisso de fazê-lo ante os outros povos em forma de testemunho da glória do Deus de Israel (v.9): “Proclamarei a ti entre os povos, ó Senhor. Cantarei louvores a ti entre as nações” (’ôdeka ba‘ammîm ’adonay ’azammerka bal’ummîm). As atuações de Deus são assunto não apenas para Davi e seus seguidores, mas para todas as pessoas do mundo. A glória de Deus deve ser anunciada por toda parte. Apesar de Deus ser glorioso e louvável simplesmente por quem ele é, Davi tem em mente anunciar também o que Deus faz e o modo como faz (v.10): “Pois chega até os céus a tua misericórdia e até as nuvens a tua fidelidade” (kî-gadol ‘ad-shamayim hasdeka we‘ad-shehaqîm ’amitteka). Essa estrofe também é coroada pelo refrão que louva o nome do Senhor (v.11).

O feito de Davi naquela caverna em Judá é motivo até hoje de tomarmos o salmista como exemplo e de ensinarmos os mesmos valores com base na sua experiência. Lemos o texto e elogiamos o caráter de Davi. Entretanto, Davi não rendeu a si mesmo nenhum mérito. Com um louvor difícil de comparar, ele rende toda a glória a Deus. Se ouvisse a interpretação moderna do texto de Paulo em Romanos 13.7 para justificar longas homenagens a homens, massageando seus egos, Davi discordaria dessa prática. O próprio Paulo discordaria, pois quis dizer, com a frase “a quem honra, honra”, que os crentes devem honrar as autoridades, demonstrando-lhes respeito e obediência. O máximo que Davi faria – pelo que deveria ser imitado por nós, cristãos – é, utilizando-se do modo errôneo de interpretar o texto de Paulo, corrigir-lhe o sentido ao aplicá-lo à pessoa certa. Ele diria: “A quem honra, honra. A Deus toda a honra!”.

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Israel aceita ‘tribo perdida’ há mais de 2 mil anos. ‘Lost Tribe’s’ Return to Israel Fulfilling Prophecy?

A tribo perdida de Manassés volta a Israel

Israel decidiu conceder vistos a cerca de 50 membros da tribo Bnei Menashe, que diz ser uma das dez tribos israelenses que teriam se perdido há mais de dois mil anos. Há dez anos, o país já havia permitido a entrada de 1.700 dos 7.200 integrantes do grupo que atualmente reside na Índia, mas a política de vistos foi posteriormente interrompida.

O grupo ganhou mais importância em 2005 após um rabino tê-la reconhecido oficialmente como uma das dez tribos israelitas perdidas muitos séculos atrás.  Acredita-se que o grupo pertença a uma das dez comunidades que foram exiladas quando os assírios invadiram o norte do reino de Israel no século VIII a.C. Segundo a história bíblica, o império assírio exilou à tribo de Manassés de sua terra faz quase 3.000 anos. Alguns mantêm que estes exilados, que se estabeleceram no nordeste da Índia, mantiveram suas raízes judias durante mais de 2.000 anos.

No caso da tribo de Bnei Menashe, produziu-se um importante debate em meados da década passada sobre se realmente tratava-se de descendentes da tribo de Manassés ou se, pelo contrário, o mito tinha-se estabelecido na população a partir da chegada de missionários cristãos a esta terra no século XIX.

Ainda que as provas de DNA não deram uma confirmação sobre o assunto, há signos culturais (uma canção que recorda ao canto de María, alguns rituales, a tendência ao monoteísmo) que alguns estudiosos têm vinculado com as prováveis raízes judias de, ao menos, parte da população, que seguramente depois misturar-se-iam com os habitantes do lugar, guardando alguns dos costumes judeus.

De acordo com os relatos transmitidos por sua tradição oral, a tribo diz que nos últimos dois milênios passou pela Pérsia (atual Irã), Afeganistão, Tibete, China e Índia, onde acabou se fixando nos estados de Manipur e Mizoram, no nordeste do país.

Raízes
Houve momentos emocionantes no Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, quando os cerca de 50 membros dos Bnei Menashe se reencontraram com parentes que tinham ido para Israel no primeiro ciclo de imigração.

Centenas mais devem chegar ao país nas próximas semanas, disse Michael Freund, chefe do grupo Shavei Israel, que ajudou a organizar a viagem. ’Os membros dessa tribo jamais esqueceram suas raízes e estamos animados em poder ajudá-los a voltar’, acrescentou.

Mas há quem critique a decisão. Para os que se opõem, as ligações da tribo com o judaísmo não têm base histórica. Eles acusam os Bnei Menashe de querer fugir da pobreza na Índia.

Reconhecimento
Em março de 2005, após anos de investigações, o rabino-chefe Shlomo Amar reconheceu as demandas dos Bnei Menashe oficializando-os como uma das tribos perdidas de Israel.

O anúncio levou a uma onda de imigração para a ‘terra prometida’, onde os membros da tribo foram convertidos ao judaísmo ortodoxo pouco depois da chegada. O fluxo se interrompeu em 2007, quando o governo decidiu suspender a política de conceder vistos a esse grupo. Agora, com a revisão desta suspensão, acredita-se que todos os integrantes da tribo que ainda estão na Índia imigrem para Israel.

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A “lost tribe” has come home to Israel and the return could be part of biblical prophecy. CBN News was at Ben Gurion Airport when more than 50 members of the Bnei Menashe tribe made history.

The group was just the first of a long-awaited migration. Nearly 2,000 tribe members live in Israel, but five years ago the government stopped their return. “I feel like I’m home,” one tribe member said.

Another told CBN New they were, “excited, overwhelmed. And unexplainably, you know, feeling in my heart. I feel like crying. I’m emotional, total loss for words.”

A recent decision now permits all the Bnei Menashe, about 7,000, to return. “The ten tribes may have been lost to us for many centuries, but they were never lost in terms of their identity,” Michael Freund, with Shavai Israel, told CBN News.

Freund worked for years to help bring about this moment. He said he believes the Bnei Menashe return fulfills of biblical prophecy. “The prophet Isaiah says ‘al tera qui ka ani,’ which means ‘fear not for I am with you, God says,” Freund explained. “‘Me israch avi zerecha,’” which translates ‘from the east I will bring your descendants.’”

“These are the descendants of Israel and they are coming back from the east,” he said. “It is as if the headline of today was written by Isaiah the prophet 25 or 2,600 years ago. It’s a phenomenal thing.”

The Assyrian Empire exiled the tribe of Manassah almost 3,000 years ago.  Although they settled in northeast India, tribe members kept their Jewish roots for more than 2,000 years. Several Christian organizations helped bring them home.

menashe

“In fact, the Hebrew prophets said when God gathered His Jewish people back from all the ends of the earth in the last days that there would be Gentiles helping and bringing them back,” David Parsons, with the International Christian Embassy Jerusalem, told CBN News.

“He said, ‘I’ll beckon to the Gentiles.’ And so we have this invitation from God Himself to be involved in this Aliya,” he said.

Another 300 tribe members are scheduled to arrive in January, with thousands more yet to come.

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