Arquivos da Categoria: Relendo a História

Um novo olhar sobre a narrativa dos eventos históricos utilizando o filtro dos Princípios bíblicos.

Nhá Chica será primeira beata negra do Brasil

Em 1818, com apenas 10 anos de idade, a mãe de Nhá Chica faleceu deixando aos cuidados da igreja católica em Baependi (MG) duas crianças, Francisca Paula de Jesus e seu irmão, então com 12 anos. Órfãos de mãe, sozinhos no mundo, Francisca Paula e Teotônio, cresceram sob os cuidados e a proteção de Nossa Senhora, que pouco a pouco foi conquistando o coração de Nhá Chica. Esta, a chamava carinhosamente de “Minha Sinhá” que quer dizer: “Minha Senhora”, e nada fazia sem primeiro consultá-la. Esta será a primeira vez que a Igreja Católica irá beatificar uma mulher negra nascida no Brasil.

O Vaticano reconheceu a cura, sem cirurgia, de uma doença no coração da professora aposentada Ana Lúcia Meirelles Leite de Caxambu, Minas Gerais, como um milagre de Nhá Chica. ”A falta de ar e o cansaço que eu sentia e me impediam de fazer tudo diminuíram sensivelmente”, disse a professora em uma entrevista para a Revista Isto É. ”Rezava: ‘Minha Nhá Chica, me deixa viver mais um pouco … E ela deixou”, concluiu.

A beatificação é o último processo antes da santificação. Para se tornar uma Santa, mais um milagre precisa ser atribuído à brasileira. Nhá Chica nunca fez parte dos quadros da igreja, mas chegou a ser considerada Santa pela população da cidade de Baependi.

Baependi se localiza entre as grandes cidades do Sudeste do Brasil e pode se tornar mais um pólo de romarias e turismo religioso na região.

Ela era chamada de “mãe dos pobres” por conta de suas ações caridosas. Nhá Chica nasceu na cidade mineira de São João Del Rei e viveu entre os anos de 1808 e 1895. Em 1854, a Igreja de Nhá Chica foi confiada à Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor. Desde então teve início bem ao lado da Igreja, uma obra de assistência social para crianças necessitadas que vem sendo mantida por benfeitores devotos de Nhá Chica. Hoje a “Associação Beneficente Nhá Chica” (ABNC) acolhe mais de 160 crianças entre meninas e meninos.

Cerca de 40 brasileiros são candidatos a santo. Apenas Frei Galvão conseguiu alcançar este posto até o momento. Um outro caso marcante no país é o de Santa Paulina, que embora tenha nascido na Itália e morou no Brasil a partir dos 10 anos. O Brasil é o país com o maior número de católicos do mundo, com cerca de 145 milhões de pessoas que afirmam seguir a religião.

FONTE:  The Christian Post

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Minha primeira devocional para a IBCA.

A essência da linguagem é a linguagem da essência. Aqui trago minha primeira devocional, escrita quando era o diretor da Escola Bíblica Dominical. Naquele tempo, a EBD cuidava das atividades missionárias. A partir do ano 2000, o Departamento de Evangelismo e Missões foi estruturado para ampliar a ação missionária da igreja.

Devocional

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PCdoB, da min. Maria do Rosario: apoio para Coréia do Norte? Esqueceram o juízo?

O PT, o PCdoB e o PSB, junto com outros 16 movimentos sociais e meios de comunicação de esquerda, enviaram à embaixada da Coreia do Norte em Brasília uma “declaração de solidariedade” ao país. Cabe lembrar que o PCdoB é o partido da ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário. Ela tem se mostrado ativista quanto aos movimentos gays e liberais. Mas ela tem sido pouco eficiente para atender as demais minorias, bem como de implementar ações para proteger crianças, adolescentes e jovens em situações de risco.

A carta, divulgada no site do PCdoB, responsabiliza os Estados Unidos e seu “fantoche” Coreia do Sul pela “escalada de tensão na Península Coreana apesar dos pedidos reiterados por diálogo” vindos da vizinha do norte. O texto reitera ainda “nosso total, irrestrito e absoluto apoio e solidariedade à luta do povo coreano para defender a soberania e a dignidade nacional do país”.

Por conta de supostos bombardeios enviados pelos Estados Unidos, os assinantes da carta afirmaram seu “apoio total, irrestrito e absoluto” contra o que chamam de “imperialismo belicista”.

O PcdoB já havia expressado sua simpatia pelo regime norte coreano quando da morte do morte do ditador Kim Jong Il, ao qual sucedeu seu filho, Kim Jong-Un, ao divulgar uma nota de luto.

“Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares”, avaliava o texto, assinado por Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB.

Confira o comunicado na íntegra:

“Senhor Embaixador da República Popular e Democrática da Coreia;

A campanha de uma guerra nuclear desenvolvida pelos Estados Unidos contra a República Democrática Popular da Coreia passou dos limites e chegou à perigosa fase de combate real.
Apesar de repetidos avisos da RDP da Coréia, os Estados Unidos tem enviado para a Coréia do Sul os bombardeios nucleares estratégicos B-52 e, em seguida, outros meios sofisticados como aeronaves Stealth B-2, dentre outras armas.

Os exercícios com esses bombardeios contra a RDP da Coréia são ações que servem para desafiar e provocar uma reação nunca antes vista e torna a situação intolerável.

As atuais situações criadas na península coreana e as maquinações de guerra nuclear dos EUA e sua fantoche aliada Coréia do Sul além de seus parceiros que ameaçam a paz no mundo e da região, nos levam a afirmar:

1. Nosso total, irrestrito e absoluto apoio e solidariedade à luta do povo coreano para defender a soberania e a dignidade nacional do país;

2. Lutaremos para que o mundo se mobilize para que os Estados Unidos e Coréia do Sul devem cessar imediatamente os exercícios de guerra nuclear contra a RDP da Coréia;

3. Incentivaremos a humanidade e os povos progressistas de todo o mundo e que se opõem a guerra, que se manifestem com o objetivo de manter a Paz contra a coerção e as arbitrariedades do terrorismo dos EUA.

Conscientes de estarmos contribuindo e promovendo um ato de fé revolucionária pela paz mundial, as entidades abaixo manifestam esse apoio e solidariedade.

Brasília, 02 de abril de 2013.
PCdoB, PT, PSB, Cebrapaz, CUT, MST, MDD, UJS, UNE, Unegro, Unipop, CDRI, CDR/DF, MPS, CMP, CPB, Telesur, TV Comunitária de Brasília, Jornal Revolução Socialista.”

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Hino a Pã, traduzido por Fernando Pessoa, um anticristo que reverbera até hoje.

Estou impressionado com a popularidade dos poemas de Fernando Pessoa no meio empresarial. Já escrevemos sobre ele em 2 postagens. Estou surpreso também com a ausência de mais palavras de profetas denunciando suas obras. Ele apreciava o trabalho do famoso ocultista Aleister Crowley, tendo inclusive traduzido o poema Hino a Pã que segue abaixo. Certa vez, lendo uma publicação inglesa de Crowley, encontrou erros no horóscopo e escreveu-lhe para o corrigir. Os seus conhecimentos de astrologia impressionaram Crowley e, como este gostava de viagens, foi a Portugal conhecer o poeta. Acompanhou-o a maga alemã Hanni Larissa Jaeger.

hino a PãO encontro entre Pessoa e Crowley ocorreu com algum sensacionalismo, dado o poeta Inglês ter simulado o seu suicídio na Boca do Inferno, o que atraiu várias polícias Europeias e a atenção dos média da época. A ‘simulação de suicídio’ se tratava de uma elevação espiritual para um plano mais elevado. Pessoa estaria dentro da encenação, tendo combinado com Crowley a notificação dos jornais e a redação de um “romance policiário” cujos direitos reverteriam a favor dos dois poetas. Apesar de ter escrito várias dezenas de páginas, essa obra de ficção nunca foi concretizada.

A palavra original em grego para “anticristo” pode ter dois significados. Pode significar “contra Cristo”, no sentido de uma pessoa ou um certo poder estar em oposição ao trabalho de Cristo. Ou a palavra poder significar “em vez de Cristo”, no sentido de uma pessoa ou um certo poder ‘tomar o lugar de Cristo’ , ou é uma ‘imitaçao de Cristo’. Deus diz que além da vinda de um Anticristo especial, haviam muitos outros anticristos em existência durante a era da Igreja primitiva. A Bíblia diz em 1 João 2:19 & 26 “Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco… Estas coisas vos escrevo a respeito daqueles que vos querem enganar.”

De acordo com a Palavra de Deus, anticristos eram falsos Cristãos que se haviam separado do grupo dos verdadeiros crentes. Eram mentirosos que afirmavam que Jesus não era o Messias. A Bíblia diz em 1 João 2:22 “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho.” 2 João 1:7 “Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Tal é o enganador é o anticristo.”

Nascido em 13 de Junho de 1888 nascia em Lisboa, gnóstico possuía ligações com a Tradição, com destaque para a Maçonaria e a Rosa-Cruz, havendo inclusive defendido publicamente as organizações iniciáticas, no Diário de Lisboa de 4 de fevereiro de 1935, contra ataques por parte da ditadura do Estado Novo. O seu poema hermético mais conhecido e apreciado entre os estudantes de esoterismo intitula-se “No Túmulo de Christian Rosenkreutz”. Deixou escrito o Livro Rosa Cruz.

O poeta produziu várias obras de destaque na literatura portuguesa. Seus poemas são extraídos e citados em vários eventos no âmbito profissional.

Conquistou a maestria na língua inglesa na África do Sul, para onde foi aos sete anos, após o matrimônio de sua mãe. De suas quatro obras lançadas enquanto estava vivo, três foram compostas neste idioma. Outra característica marcante de Pessoa são seus heterônimos, identidades construídas pelo poeta e estudadas até hoje pelos pesquisadores, os quais ainda não alcançaram uma compreensão unânime destas várias personalidades ou facetas do escritor.

Seus heterônimos não são meras criações; cada um deles detém uma psique própria e um comportamento definido, os quais se reafirmam autenticamente por meio de sua expressão artística intrínseca e distinta da maneira de agir do autor Fernando Pessoa, o qual é considerado, em sua produção literária, o ortônimo, ou seja, a personalidade primitiva.

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A penicilina e a revolução sexual dos anos 60

Segundo o economista Andrew Francis da Emory University nos EUA, um estudo polêmico na revista Archives of Sexual  Behavior, aponta que a penicilina, e não a pílula anticoncepcional, foi o estopim da revolução sexual dos anos 60.
De acordo com a análise apresentada na revista, a mudança de comportamento sexual que marcou os anos 60 começou, na verdade, durante os tradicionais anos 50. ” O advento da revolução sexual é conhecido por ter como bases as atitudes liberais dos anos 1960 e o desenvolvimento de contraceptivos como a pílula anticoncepcional. A evidência, no entanto, indica fortemente que o uso generalizado da penicilina, levando a um rápido declínio da sífilis durante a década de 1950, é o que lançou a era moderna sexual,” observa o economista.
Como a penicilina diminuiu o custo do sexo de risco, a população começou a ter mais liberdade nas relações. O pesquisador compara este fenômeno à lei econômica da demanda e procura: quando o custo de um bem diminui, as pessoas compram mais. ” As pessoas não enxergam o comportamento sexual em termos econômicos, mas é importante fazer isso porque, assim como outros comportamentos, o sexual também responde a incentivos,” afirma o pesquisador.
A sífilis atingiu o seu pico nos Estados Unidos em 1939, quando matou 20 mil pessoas. Foi a AIDS do final dos anos 30 e início dos anos 40. O medo de contrair sífilis e morrer teve grande influência nos costumes da época. A penicilina foi descoberta em 1928 pelo médico Alexander Fleming, mas foi disponibilizada para uso clínico somente em 1941.
Com o advento da Segunda Guerra Mundial e a ameaça das doenças sexualmente transmissíveis às tropas que estavam no exterior, a penicilina passou a ser encarada como um tratamento eficaz contra a sífilis. Os militares queriam livrar as tropas das DSTs e todos os tipos de infecções, para que eles pudessem continuar lutando, disse Francis. “Isso realmente acelerou o desenvolvimento da penicilina como um antibiótico.Num cartaz da época lemos: ” Cuidado onde pisa, soldado. Proteja-se contra sífilis e gonorréia” (Ver Figura).
Logo depois da guerra, os Estados Unidos passaram a encarar a sífilis de uma doença crônica, debilitante e potencialmente fatal para um problema de saúde que poderia ser curado com uma única dose de medicamento.
De 1947 a 1957, a taxa de mortalidade caiu em 75% e a incidência de sífilis em 95%. ” Foi essencialmente um colapso,” disse o pesquisador. Confirmando sua teoria de que o sexo de risco aumentou quando o custo de sífilis caiu.
O estudo analisou dados de agências de saúde estaduais e federais 1930 até a década de 1970. A pesquisa tomou como base três medidas de comportamento sexual: o nascimento de filhos ilegítimos, o nascimento de filhos de mães adolescentes, e a incidência de gonorréia, DST altamente contagiosa.
Assim que a sífilis atingiu seus índices mais baixos, em meados da década de 1950, foi possível notar um aumento dramático em todas as três medidas de comportamento sexual de risco estudadas.
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A Maçonaria está dividida e menos influente. Efeito de um Brasil mais evangélico.

Reportagem da FOLHA revelou que, no próximo dia 9, cerca de 40 mil homens que frequentam rituais secretos semanais, usam códigos para reconhecimento mútuo e se tratam socialmente como “irmãos” irão às urnas para escolher seu líder máximo. Como já havia postado, em 3/04/2011, revelei que a maçonaria estaria dividida por razões políticas. Embora menos influente por causa da saída de muitos evangélicos, a maçonaria resiste com influência matricial em Estatais e Orgãos públicos. Repercute mesmo nas Empresas prestadoras de serviço e construtoras contratadas. Muitos cristãos montaram seu patrimônio sobre essa influência, mas passaram a sentir a Mão de Deus sobre suas vidas e descendência.

Há algumas décadas atrás, a maçonaria servia como instrumento de medição e controle sobre as igrejas protestantes no Brasil que dependiam de sua influência. Diante das críticas das congregações, muitos líderes saíram da Organização. Nas eleições de 2010, a ascensão de Marina Silva e a politização crescente das igrejas evangélicas assustaram a Mídia. Afinal, a igreja evangélica brasileira já estava suficientemente livre para tomar decisões e mobilizar pessoas através de princípios democráticos.

Em quase 3.000 lojas maçônicas pelo país (a maioria caindo aos pedaços), os maçons que ostentam o título de “mestre” do Grande Oriente do Brasil (GOB) –o maior ramo da maçonaria brasileira– irão escolher seu próximo soberano grão-mestre geral.

Na eleição do GOB, o Grande Oriente do Brasil, o candidato mais conhecido é o senador (da República mesmo) Mozarildo Cavalcanti, do PTB de Roraima. Como maçom, ele é deputado da Assembleia Federal Legislativa da entidade. “Sou o único brasileiro deputado e senador ao mesmo tempo”, gosta de repetir. Nas contas de Mozarildo, há hoje 58 deputados federais maçons no Congresso Nacional e outros seis senadores. “Uma das minhas propostas é organizar a bancada da maçonaria”, afirma. “Imagine só: seria maior que a de muitos partidos de hoje.”

Enquanto a bancada não se organiza, os maçons da Câmara e do Senado só são notados quando sobem à tribuna para prestar homenagens à organização quando é 20 de agosto, o Dia do Maçom. No Senado, os seis que sempre comparecem, além de Mozarildo, são Alvaro Dias (PSDB-PR), Cícero Lucena (PSDB-PB), Gim Argelo (PTB-DF), Jayme Campos (DEM-MT), Sérgio Souza (PMDB-PR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

Fundado em 1822, o Grande Oriente do Brasil é uma das três maiores “potências” maçônicas do país. Em 1927, por divergências eleitorais, um grupo saiu e fundou uma ordem concorrente, conhecida como Grandes Lojas. Em 1973, após nova ruptura, surgiu a “obediência” Grandes Orientes Independentes. Estima-se que, juntas, as três tenham 220 mil maçons.
O próximo comandante do Grande Oriente deverá assumir o controle da entidade num momento histórico paradoxal em seus 190 anos.

Contando mestres (os únicos votantes), companheiros e aprendizes –os três estágios internos–, são 78 mil maçons associados à ordem. A entidade nunca teve tanta gente. Mas, numa avaliação bastante comum entre os próprios adeptos, nunca foi tão pouco influente.

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A mesa girante e “falante” de Victor Hugo

Em 1852, o escritor francês Victor Hugo (1802-1885), um dos maiores poetas da França, exilou-se na ilha de Jersey, entre a França e a Inglaterra, por motivos políticos. Ali, teve contato com a mesa girante, espécie de reunião cujo objetivo era receber espíritos de pessoas mortas para psicografar suas falsas mensagens. A França sempre amou a Astrologia e o contato com espíritos. A atuação da igreja cristã deixou marcas negativas no tocante a relação com o Estado e com o povo. Revoluções, guerras e fome sobrecarregaram o espírito do povo tornando-o descrente e próximo de experiências espirituais que não criasse vínculo com religiões. Daí, o crescimento do espiritismo.

Escreveu 22 livros de poesias, até hoje recitadas pelos franceses e ensinadas nas escolas; 8 romances, dentre os quais os memoráveis “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre-Dame”, ambos com incontáveis adaptações para o cinema e o teatro; 14 peças de teatro, sendo que várias delas não param de ser encenadas; mais 15 volumes de prosa em não-ficção, ensaios, diários, artigos políticos, entre outros.

Realizou, entre 1853 e 1855, inúmeras sessões de mesa falante (ou girante), a fim de se comunicar com espíritos –com sua filha Léopoldine, que havia morrido aos 19 anos, em 1843, afogada no Sena, mas também com William Shakespeare (1564-1616) e Dante (1265-1321).

Writing Table designed by Victor HugoEssa experiência é tema de uma exposição em cartaz (até 20 de janeiro) no museu Maison de Victor Hugo, em Paris: “Entrée des Médiums – Spiritisme et Art d’Hugo à Breton”.

O título, “Entrada dos Médiuns”, vem de um texto do escritor André Breton (1896-1966), líder do surrealismo, movimento literário e artístico que se interessou pelos fenômenos mediúnicos e chamou a atenção para a obra de médiuns-pintores.

PARANORMAIS

A primeira parte da mostra trata das relações de Hugo e sua família com o espiritualismo, expondo desenhos do poeta, fotos feitas por seu filho (e principal médium) Charles Hugo, além de manuscritos com as transcrições de mensagens colhidas na mesa falante de Jersey.

A segunda e a terceira partes trazem trabalhos de artistas-médiuns e de médiuns-artistas, todos eles pouco conhecidos e em geral classificados como “art brut”, tais como Fernand Desmoulin (1853-1914), Victorien Sardou (1831-1908) e Hélène Smith (1861-1929), por exemplo.

O principal interesse da sessão sobre a metapsíquica (corrente de estudos criada pelo cientista Charles Richet com a finalidade de pesquisar fenômenos paranormais) é a série de fotos da médium Marthe Béraud expelindo ectoplasmas (materializações de espíritos).

Em uma página poética de Les Contemplations, escrita em 1854, intitulada “O que é a morte”, ele dedica este verso aos incrédulos:

“Não diga morrer: diga nascer; acredite” (Hugo, Contemplations, p. 412).

É mais uma vez em Les contemplations que ele canta a submissão do homem diante da vontade de Deus, em face das dores que afetam a humanidade; Hugo afirma, então, no poema À Villequier:

Eu digo que o túmulo que sobre os mortos se fecha
Abre o firmamento;
E o que acreditamos aqui em baixo ser o fim
É o começo. (Hugo, Contemplations, p. 255).

Infinitamente angustiado pela ausência de sua filha morta, Hugo escreve os versos “Amanhã, ao alvorecer”, nos quais dialoga, ternamente e em voz baixa, com sua filha morta, que sente ainda muito próxima a ele:

Amanhã, ao alvorecer, à hora em que clareia o campo
Eu partirei. Vê, eu sei que me esperas,
Eu irei pela floresta, pela montanha,
Eu não posso ficar longe de ti muito tempo. (Hugo, Contemplations, p. 253).

Em meados do ano de 1855, Allan Kardec presenciou o fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida. Kardec, no capítulo II da 2.ª parte de “O livro dos médiuns”, declara o seguinte: “Como quer que seja, as mesas girantes representarão sempre o
ponto de partida da Doutrina Espírita e, por essa razão, algumas explicações lhes devemos, tanto mais que, mostrando os fenômenos na sua maior simplicidade, o estudo das causas que os produzem ficará facilitado e, uma vez firmada, a teoria nos fornecerá a chave para a decifração dos efeitos mais complexos”.

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O colapso e a Esperança do Haiti

Em “Colapso”,  Jared Diamond, 71, ganhador do prêmio Pulitzer pelo livro “Armas, Germes e Aço”, professor de Geografia da Universidade da Califórnia (UCLA) descreve o Haiti como um exemplo de sociedade atual à beira do abismo. Questionado na reportagem sobre o período que levaria a tal colapso, Diamond estima 30 ou 50 anos. Porém, a pregação do evangelho prossegue no Haiti, em meio ao caos. Mas ela deve ser acompanhada com ações de desenvolvimento e cidadania. A Igreja Renascer em Cristo está programando para 15 de janeiro de 2013, realizar a primeira Marcha para Jesus e levará toneladas de donativos.

Haiti e Rep. DominicanaTodos os olhos estão virados para a desgraça que afeta o povo do Haiti no seguimento do tremor de terra que atingiu o território. É difícil imaginar como sobrevive uma população que viu destruir o já pouco que tinha de infra-estruturas e sector agrícola e produtivo. Quem se deu ao trabalho de ver onde fica o Haiti no mapa, aprende que é apenas um terço de uma ilha, sendo os outros 2 terços, a Este, um outro estado, a República Dominicana. Foi nesta ilha que Cristóvão Colombo aterrou quando “descobriu” a América (ou a Índia) e baptizou-a de Hispaniola.

Em parte as diferenças entre os dois países devem-se a diferenças geográficas: a zona leste da ilha recebe mais chuva e as águas das montanhas da ilha fluem sobretudo para leste, enquanto que o Haiti é mais montanhoso e seco. Mas apesar destas diferenças, foi na zona Oeste da ilha que se desenvolveu uma agricultura intensiva, que tendo resultado numa explosão de produção, levou ao esgotamento dos solos. Ao uso intensivo do solo, esteve também associado uma maior densidade populacional, colocando maior pressão sobre os recursos e a economia. Hoje, 28% da República Dominicana ainda é florestada, comparado com apenas 1% do Haiti.

No século XVIII, a colónia Espanhola tinha uma população colonial e escrava reduzida, com uma economia pequena, assente na criação de gado, enquanto a colónia Francesa, com apenas um terço da ilha, tinha cerca de 700 mil escravos em 1785 (face aos 30 mil na colónia espanhola) que correspondia a 90% da população (comparado com 15% na colônia espanhola). A proporção de escravos reflecte a sua economia intensiva de cultivo de cana de açúcar. Saint-Dominque tornou-se na mais rica colónia Europeia no novo mundo e responsável pela produção de um quarto da riqueza da França.

Em 2004, o governo Lula justificou que a participação na missão de paz da ONU era uma forma de garantir um assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança, o que não ocorreu. Na prática, um gasto de R$ 1,3 bilhão líquido em recursos do Brasil.

Atualmente, o Brasil mantém 1.910 homens das Forças Armadas na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). A maioria do contingente brasileiro é do Exército. Ainda há militares da Aeronáutica (30 homens da Força Aérea Brasileira) e da Marinha (200 fuzileiros navais). A meta para 2013 é reduzir o efetivo para 1,2 mil militares, mesmo número do início da operação, em 2004 – o acréscimo ocorreu após o terremoto de 2010.

Proprietária de resorts no México, em Aruba e em outras localidades do Caribe, a rede espanhola Occidental inaugurou um hotel 5 estrelas em Porto Príncipe, no Haiti. Segundo o diretor geral da empresa, Jaime Buxó, trata-se do primeiro hotel de categoria luxo da cidade aberto após o terremoto de 2010, que trouxe vasta destruição à cidade. De acordo com ele, Porto Príncipe tem apenas cerca de 500 leitos de hospedagem. O hotel é resistente a terremotos e à prova de furacões. Buxó afirma que o empreendimento atenderá à demanda por hospedagem de organismos e empresas internacionais, além do desejo do governo do Haiti de fomentar o turismo. O Royal Oasis by Occidental fica em Pétion-Ville, um bairro nobre próximo ao Aeroporto Internacional de Porto Príncipe. Várias embaixadas internacionais ficam localizadas nessa região.

Enquanto isso, milhares de habitantes de Porto Príncipe, capital do Haiti, saíram à rua para apelar à demissão do presidente Michel Martelli e a retirada dos capacetes azúis das Nações Unidas do país. A manifestação de protesto, organizada pelos adeptos do partido do ex-presidente Jean Bèrtran Aristid, acabou em tumultos na rua, queimas de pneus e confrontos com a polícia.

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Rio 2016, carnival feast is not equal samba.

The official music of Rio Olympic Games of 2016 don’t represent the principles of brazilian society. With many singers and famous people the video shows samba as life style of citizens of Rio de Janeiro city.

For instance, in Salvador city, 62,7% of citizens stay inside house during Carnival days. Why? Because carnival supports violence and drug gangs. Similar figures we found in Rio de Janeiro city with 74% citizens seeking rest because tourists increase. Dozens of ship cruisers arrive on these cities helping local economy. According FGV Study, expenses of tourists reach US$ 314.00 per day. But, the deficits are more than profits. Brazil needs to improve tourism schedule with more quality and marketing. São Paulo city annual income from tourism is more than Rio de Janeiro and Salvador. Why? Business.

First, samba is not made in Rio de Janeiro. Samba is a Brazilian dance and musical genre that grew in Rio de Janeiro from african and indigenous traditions. It is recognized around the world as a symbol of Brazil and joined Brazilian carnival. Considered one of the most popular Brazilian cultural expressions, samba has become an icon of Brazilian national identity.

But its origins are controversial discussions because musicians found similarities with forró, musical genre from Northeast and North regions of Brazil. So, samba got influences from African and ancient indigenous people.

Second, Samba is not equal Carnival. Carnival had european origin since roman feasts. The Christian church change Pessach Feast schedule to avoid Judaism and set up 40 days of preparation before to Carnival days. Many people ask why carnival has mobile days?

Third, Samba grew in slums of Rio de Janeiro with rhythm different from Africa original batuques. Why? Because indigenous influence. It´s true that afro-religion called ‘macumba’ centers were popular religion of many catholic brazilians in beginning of sec. XX. There were many singers and musicians was persecuted by police in 1920’s. But, the Propaganda change and the samba was supported by Dictator Getúlio Vargas government in 1940′s. Many samba singers changed letters after government support decreasing original support laziness and bad boys standards.

Fourth, pentecostal churches grew fastly inside poorest areas of brazilian cities in later decades. It changed habits, expressions and ethics among the people. The biblical principles fight against original standards of samba. The christian music has changed european missionary style to indigenous roots defeating leaders opposition.

Early result of 2010 Census performed by IBGE, shows that Brazil has more 8 millions of black people believers in pentecostal churches among Brazil while afro-religions have less than 300,000 adherents.

Many Companies has been strongly invited to give financial support to Samba Schools with millions of reais every year. The number of audience has decreased and total participants too. In large cities, carnival is a politician tool because many poorest communities need more intervention and support.

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A Babel das línguas indo-européias

A família linguística indo-europeia reúne alguns dos idiomas mais falados em todo o planeta. Até o século 16, eles se restringiam à Europa e ao leste asiático, mas se espalharam pela América, África e Oceania. Hoje em dia, é falada por quase três bilhões de pessoas em todo o mundoA segunda maior família de línguas é a sino-tibetana, que inclui o chinês, o tibetano e o birmanês, e é falada por 1,3 bilhão de pessoas.

“Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras. Emigrando do Oriente, os homens encontraram uma planície na terra de Sinar e nela se fixaram. Disseram uns para os outros: ‘Vamos fazer tijolos, e cozamo-los ao fogo.’ Utilizaram o tijolo em vez da pedra, e o betume serviu-lhes de argamassa. Depois disseram: ‘Vamos construir uma cidade e uma torre, cujo cimo atinja os céus. Assim, havemos de tornar-os famosos para evitar que nos dispersemos por toda a superfície da terra.’ O SENHOR, porém, desceu, a fim de ver a cidade e a torre que os homens estavam a edificar. E o SENHOR disse: ‘Eles constituem apenas um povo e falam uma única língua. Se principiaram desta maneira, coisa nenhuma os impedirá, de futuro, de realizarem todos os seus projetos. Vamos, pois, descer e confundir de tal modo a linguagem deles que não consigam compreender-se uns aos outros’. E o SENHOR dispersou-os dali por toda a superfície da Terra, e suspenderam a construção da cidade. Por isso, lhe foi dado o nome de Babel, visto ter sido lá que Deus confundiu a linguagem de todos os habitantes da Terra, e foi também dali que os dispersou por toda a Terra.” Gênesis 11, 1 – 9.

Até agora, os cientistas haviam desenvolvido duas teorias para explicar a origem da família indo-europeia. Uma delas propunha que ela era descendente de um idioma falado por um povo seminômade que habitava estepes ao norte do Mar Cáspio, na Rússia, há 6.000 anos. A outra hipótese previa que a língua havia surgido na região da Anatólia, no extremo oeste asiático, onde hoje se encontra a Turquia. Segundo essa teoria, ela teria se espalhado pelo mundo entre 9.500 ou 8.000 anos atrás, com a expansão da agricultura.

A palavra “mãe” demonstra que foi na atual Turquia que se originaram centenas de línguas tão diversas, como o hindi, o espanhol, o russo, o holandês, o albanês e o inglês, segundo estudo publicado na edição desta quinta-feira da revista Science.
Graças a um complexo modelo informático projetado originalmente para mapear epidemias, cientistas detalharam a evolução da família das línguas indoeuropeias. Semelhanças entre centenas de línguas faladas da Islândia à Índia deram lugar a acalorados debates sobre o local onde se originaram e o que sua propagação e evolução podem dizer sobre os primeiros humanos.

A lingüística torna-se uma ciência no século XIX, ao adotar o método de estudo denominado “histórico-comparativo”. Esse método surgiu ainda no final do século XVIII, na Índia, então colônia da Inglaterra. Um alto funcionário britânico da Companhia das Índias Orientais, Sir William Jones, grande conhecedor de línguas, percebeu diversas semelhanças entre o sânscrito, o grego, o latim e as línguas germânicas (como o inglês). Como não havia evidência histórica de contato entre Europa e Índia, e como os textos em sânscrito eram muito mais antigos que os gregos ou latinos, Jones imaginou que todas essas línguas seriam aparentadas e teriam um ancestral comum.

Essa hipótese levou ao estudo sistemático da história dessas línguas, através da comparação das suas formas, e as semelhanças e diferenças entre as palavras de cada uma permitiriam reconstruir o idioma primitivo do qual teriam se originado. Essa língua hipotética, o “indo-europeu”, teria sido falada em algum lugar entre a Europa Oriental e o Oriente Médio entre 8 mil e 4 mil anos a.C. — muito antes da invenção da escrita. Não há qualquer registro dessa língua, mas seu vocabulário e sua gramática são bem conhecidos hoje, graças ao processo de reconstrução. Comparando, por exemplo, o sânscrito vrkas, o grego lykos, o latim lupus, o gótico wulfs, o lituano vilkas e outros, chegou-se à palavra hipotética indo-européia wlkwos, que significa “lobo”.

A teoria dominante é que as línguas faladas atualmente por 3 bilhões de pessoas provêm de nômades da Idade do Bronze, que utilizaram cavalos e carroças para se espalhar ao leste e a oeste das estepes do norte do Mar Cáspio, perto da atual Ucrânia, de 5.000 a 6.000 anos atrás. Outros afirmam que foi a agricultura – e não o cavalo e a roda – que ajudou a difundir as línguas e apontam suas origens para a atual Turquia há 8.000 ou 9.500 anos.

Os pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, resolveram testar qual desses cenários era mais provável. Para isso, resolveram adaptar um método estatístico utilizado por biólogos evolutivos para estudar a evolução de algumas espécies. Esses cientistas costumam usar semelhanças e diferenças no DNA para traçar as origens dessas espécies e montar uma árvore genealógica com seus ancestrais.

Os pesquisadores usaram a mesma abordagem para montar a árvore genealógica dos idiomas indo-europeus. Em vez de procurar por semelhanças no DNA, buscaram por palavras cognatas em 103 idiomas da família, desde os mais modernos aos já extintos. Depois de montar a árvore genealógica e de traçar como cada língua se espalhou pela Europa e Ásia, eles estimaram onde cada uma delas havia surgido, chegando até o idioma original.

Como resultado, confirmaram que a família indo-europeia surgiu na Turquia entre 8.000 e 9.500 anos atrás. Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento da agricultura levou essa “língua-mãe” ao resto da Europa e oeste da Ásia. Com a evolução do idioma e a relação com outras culturas, acabaram surgindo diversas subfamílias no decorrer do tempo. As cinco principais, que são faladas ainda hoje – o céltico, germânico, itálico, balto-eslavo e indo-iraniano – começaram a se diferenciar entre 4.000 e 6.000 anos atrás.

 

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