Arquivos da Categoria: Família

Artigos que mantém a família protegida e informada.

Se CNJ legisla contra o povo, então deve haver eleição para os ministros.

O site de notícias Christian Post informou que foi aprovada em 14 de maio, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma resolução que obriga os cartórios de todo o Brasil a realizarem o casamento civil e converterem a união estável homoafetiva em casamento. Com isso, os pedido de casamentos homoafetivos não poderão ser rejeitados pelos cartórios no Brasil. Até então, as decisões de validação dos pedidos de conversão de união estável em casamento para os casais homossexuais ficavam a critério de cada cartório de conceder ou não. Com a decisão, segundo o texto da resolução, caso haja alguma recusa por parte do cartório em concretizar o casamento civil, o casal poderá comunicar o juiz corregedor do Tribunal de Justiça local, que tomará as providências cabíveis.

A decisão do CNJ, que deverá ainda ser publicada no “Diário de Justiça Eletrônico” para ter validade, foi aprovada pela maioria por 14 votos a 1. A decisão somente poderá agora ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual poderá ser realizada com um mandado de segurança, ação essa que tem o objetivo de questionar ato do poder público.

A votação apressada parece evitar a pressão que a visita do papa Francisco fará ao Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude em julho próximo. O papa já se declarou contra a união homossexual. Além disso, em junho, está programado um evento de movimentos evangélicos em favor da preservação da família.

Em postagem de julho de 2011, eu declarei: Reitor da UnB defende o uso do direito das ruas em lugar do direito das leis. Este suporte faz os Tribunais legislar no lugar de julgar. Sendo assim, está na hora do povo pensar em eleger os juízes do STF e STJ. Basta de indicações políticas. O assunto é tão importante que fez o pr. Rick Warren perguntar aos candidatos à Presidência dos EUA quem seria a indicação para a Suprema Corte.

Já havia alertado vários líderes da igreja evangélica sobre este projeto de legislar através dos tribunos. Este era o plano B, uma vez que o Senado não foi renovado como o Governo planejava.

Segundo Joaquim Barbosa, o presidente do CNJ e autor da proposta, a resolução tem como objetivo efetivar à decisão que foi tomada em maio de 2011 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que, na época, liberou a união estável homoafetiva. Na avaliação de Joaquim Barbosa,seria um contrassenso esperar a validação do casamento civil de homossexuais pelos parlamentares para se dar efetividade à decisão do STF, já que também está em discussão no Congresso Nacional. ”Vamos exigir aprovação de nova lei pelo Congresso Nacional para dar eficácia à decisão que se tomou no Supremo? É um contrassenso”, analisa Barbosa, segundo G1.

Segundo o levantamento preliminar da Associação de Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-BR), apresentado pelo G1, somente no ano passado 1.277 casais homoafetivos registraram suas uniões nos principais cartórios de 13 capitais brasileiras.

Em abril passado, o Senado Federal aprovou as indicações da ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi e do desembargador Guilherme Calmon Nogueira da Gama. Guilherme Calmon tomou posse no TRF–2 em 17 de dezembro de 2008, e hoje é coordenador dos juizados especiais federais da 2ª Região. Ele foi indicado para a vaga do desembargador federal Tourinho Neto, que deixou o CNJ em função de sua aposentadoria por idade. Calmon também é professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. A presidente Dilma Rousseff assinou o decreto de nomeação de Maria Cristina Peduzzi e de Guilherme Calmon como integrantes do CNJ, que possui 15 membros.

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A teoria do medalhão por Machado de Assis

O conto, Teoria do Medalhão, de Machado de Assis, traz uma análise do comportamento de alguns membros da sociedade. Descreve-os de maneira extremamente clara, precisa, com um humor recatado, ironizando-os usando como pano de fundo uma conversa “inocente” como a de um pai com um filho.
Este conto, um dos mais deliciosos libelos do escritor contra a mediocridade intelectual e social, é satírico por excelência, lembrando a ironia filosófica dos relatos curtos de Voltaire. Praticamente sem ação, seu núcleo temático gira em torno de uma exposição de idéias cínicas, através do diálogo entre pai e filho.
Teoria do Medalhão desenvolve com muita ironia as mesmas questões levantadas pelo contoO Espelho. O narrador cede seu espaço à reprodução das falas das duas únicas personagens: pai e filho. O tom terrivelmente irônico da fala do pai revela, obviamente, a denúncia feita pelo autor por trás do conto em relação a uma sociedade burguesa medíocre e arrogante, que prega o sucesso a qualquer preço, mesmo à custa do empobrecimento da vida interior e das relações humanas.

Teoria do medalhão é um dos contos que mostra Machado de Assis como um crítico afiado da sociedade brasileira no que ela tem de mais profundo: a mediocridade condecorada, a troca de favores como motor básico das relações sociais, a hipocrisia, tudo aquilo que perduraria para além da troca de regime. O conto é uma lição a todo homem que almeja ter prestígio, ser reconhecido pela sociedade e que elimina qualquer expressão da subjetividade em nome da absorção ao senso comum, à opinião da maioria.

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ProDeaf, um aplicativo criado por estudantes para 10 milhões de brasileiros.

Quase 10 milhões de brasileiros são deficientes auditivos, segundo números do Censo 2010. Desse total, aproximadamente 5 milhões utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar e, desse grupo, 2 milhões não têm fluência na língua portuguesa. Por isso, um aplicativo promete facilitar o diálogo desses cidadãos com outros que vivem a mesma situação ou até mesmo com quem não tem qualquer problema de audição.

O ProDeaf, lançado hoje pela empresa pernambucana de mesmo nome, faz a tradução para Libras de textos e áudios em português, em tempo real. O app já está liberado para download no Google Play e também poderá ser instalado a partir do endereço http://prodeaf.net/.

“O aplicativo é gratuito e tem 1.200 sinais em Libras, mas pode receber novas informações do próprio usuário. O aplicativo tem um editor que cadastra novos sinais. Diariamente, uma equipe faz avaliação do conteúdo incluído e libera a atualização para todos”, explica João Paulo Oliveira, CEO da ProDeaf.

Hoje, ele chega à rede na versão para Android, mas o executivo já adianta que as versões para iPhone e Windows Phone estão em fase de conclusão e devem ser liberadas nas próximas semanas.

A ideia do aplicativo nasceu em 2010, nas salas de aula do curso de mestrado em Computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a partir da história do estudante Marcelo Amorim, que é deficiente auditivo. “Nós acompanhamos as dificuldades que ele enfrentava até mesmo na cantina, para pedir um sanduíche”, diz João Paulo Oliveira. Colega de faculdade de Amorim, o executivo e mais três estudantes – Flávio Almeida, Amirton Chagas e Lucas Mello – conseguiram dar forma ao projeto/conceito, que foi vencedor da Imagine Cup 2011, evento realizado anualmente pela Microsoft para incentivar a inovação tecnológica.

Ainda faltam dois meses para o início da próxima turma do Graduate Studies Program (GSP) 2013 da Singularity University (SU), na Califórnia, mas João Paulo Oliveira já está cheio de planos para quando desembarcar nos Estados Unidos. Vencedor do concurso Call to Innovation da faculdade de tecnologia da Fiap, ele foi premiado com uma bolsa de estudos na Universidade que fica dentro da NASA e é patrocinada por gigantes como o Google e a Nokia.

A partir disso, eles decidiram apresentar a ideia para a Bradesco Seguros, que investiu no projeto. A verba foi utilizada na contratação de mestres em linguística e design, e a empresa montou um comitê com 40 deficientes auditivos, que analisaram detalhadamente o ProDeaf, sugerindo mudanças, até que o aplicativo chegasse ao formato ideal.

Em dezembro de 2012, o ProDeaf foi selecionado para a Wayra, aceleradora global do Grupo Telefonica que trabalha para identificar e reter talentos no País nas áreas de inovação e tecnologia.

Recentemente, a Igreja Batista do Campo dos Afonsos ajudou a implantar uma igreja bilíngue na qual a primeira linguagem de comunicação é a Libras. A Congregação e os missionários contam com o apoio da Junta de Missões Nacionais. O casal Marco Aurelio e Glaucia Margareth lideram o ministério que está localizado em Nova Iguaçu.

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Uma semana após beijo gay, revista TIME destaca evangélicos latinos nas igrejas dos EUA.

Uma semana após antecipar a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre o casamento gay, a revista TIME coloca em sua reportagem de capa matéria sobre o crescimento dos evangélicos hispânicos na América.

De acordo com uma pesquisa recente da Pew Forum on Religion and Public Life, cerca de 62 por cento dos 52 milhões de latinos nos Estados Unidos são católicos. Stengel, entretanto, prevê que os evangélicos sejam metade dessa população em 2050.

Após visitar algumas igrejas hispânicas na região de Washington D.C., Elizabeth Dias disse que encontrou sinais de uma reforma latina. “Ambas as igrejas [que eu visitei] estavam dobrando de tamanho a cada poucos anos.”

E assim como essas igrejas, Dias aponta, outras tantas crescem por todo o país. Uma megaigreja em Chicago de 17.000 atendentes é a maior Assembleia de Deus do país e é dirigida por um pastor latino, Wilfredo De Jesús.

Tal crescimento de latinos evangélicos está influenciando também temas como a reforma imigratória, além de outras questões políticas. A população latina em geral se tornou chave nas últimas eleições presidenciais devido ao seu poder de voto em diversos estados.

A ascensão dos evangélicos latinos cada vez mais se torna um desafio, tanto para a Igreja Católica Romana quanto para a Convenção Batista do Sul (SBC), a maior denominação evangélica dos EUA. Richard Land, ex-presidente da Comissão de Ética da SBC e da Comissão da Liberdade Religiosa, desafiou os pastores batistas há quatro anos a investir na evangelização dos latinos. Ele estima que 40% dos Batistas do Sul são imigrantes em situação irregular no país. Rick Warren, pastor da Igreja Saddleback, na Califórnia, admite ”O maior crescimento de todos ocorre nas igrejas pentecostais”, disse. ”É uma história que não pode ser mais ignorada”.

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The story of both churches repeats itself across America and is our cover story this week (available to subscribers here).  Latino evangelicals are one of the fastest growing segments of America’s churchgoing millions. According to the Pew Forum on Religion and Public Life, more than two-thirds of the 52-million-plus Latinos in the US are Catholic; by 2030, that percentage could be closer to half, and many are joining evangelical Protestant ranks. It is difficult to track the numbers of the groundswell of these new Protestants. They often meet in storefronts or living rooms, and language barriers complicate the census process.

But there are also rising evangelical Latino megachurches. I met Pastor Wilfredo De Jesús, who leads the 17,000-strong New Life Covenant Church in Chicago. In 2000, just 100 people attended, and all were Spanish-speakers. Now it is the largest Assemblies of God church in the nation. The church has four campuses and nine of its 11 services are in English. Like the churches in Maryland, New Life is charismatic, but it has crossed the great divide into the American mainstream.

The rise of the Latino Protestants—the evangélicos, as they are called—is a challenge for both the Roman Catholic Church and the Southern Baptist Convention, the largest evangelical denomination in the US. Richard Land, former president of the SBC’s Ethics and Religious Liberty Commission, challenged his pastors four years ago to ignore the Latino reformation at their peril. “Because if you left [Washington, DC], and drove all the way to LA, and you took the southern route, there wouldn’t be one town you’d pass that doesn’t have a Baptist church with an iglesia bautista attached to it.” Land estimates that 40 percent of Latino Southern Baptists are undocumented, and that is something his brethren cannot ignore. “They came here to work, we’re evangelistic, we shared the gospel with them, they became Baptist.”

Rick Warren, pastor of Saddleback church in California and of Purpose Driven Life fame, put the Latino church growth best. “The greatest growth of all is coming in the Pentecostal or charismatic churches,” he said. “It is the untold story.”

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O dilema das mães brasileiras

Não é exagero: as mães brasileiras estão entre as mais preocupadas do mundo – 65% delas reconhecem que, por causa de suas próprias ansiedades, não deixam os filhos brincar fora de casa. Elas só perdem em aflição para as mães turcas (83%), de acordo com uma pesquisa da Unilever, gerenciada pela inglesa StrategyOne, feita com 1 500 mães de meninos e meninas de 1 a 12 anos, de dez países – de Estados Unidos, Inglaterra e França a Turquia, Índia e Tailândia. Do temor de seqüestros e assaltos ao simples medo de o filho se machucar, as brincadeiras ao ar livre são um tormento para as mães brasileiras. Mas elas vivem um dilema: embora evitem que seus filhos brinquem fora de casa, reconhecem que o contato com outras crianças, as atividades na rua e a independência são fundamentais para o crescimento saudável deles. Segundo o levantamento, sete em cada dez se preocupam com o fato de que os pequenos passam muito pouco tempo brincando fora. “A criança está sendo privada da oportunidade de brincar, de se divertir, de aprender a partir da própria curiosidade”, escreveram os autores do estudo, o professor de psicologia Jerome Singer e a pesquisadora Dorothy Singer, ambos da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

Penso que os Governos poderiam implementar políticas para maior proteção da família, em especial da relação da mãe trabalhadora com seus filhos. O Congresso poderia votar uma lei que permitisse a empregada optar por uma jornada reduzida durante o período até que seus filhos atingissem 2 (dois) anos de idade. Isso poderia permitir uma maior relação entre mãe e filhos além de remover a pressão pela construção de creches municipais.

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A insegurança das mães brasileiras, bem acima da média global, que é de 48%, é compreensível. Brasil, África do Sul e Índia estão entre os dez países com as mais altas taxas de seqüestro. Nas principais capitais brasileiras, onde o índice de furtos, roubos e assassinatos é altíssimo, a conseqüência mais evidente é o pânico da exposição. Mas há um limite de razoabilidade para esse tipo de preocupação. Pais excessivamente protetores geram crianças ansiosas e inseguras. Não se trata, obviamente, de deixar os pequenos soltos na rua, sem nenhuma supervisão. O problema hoje é que muitos pais, sob o argumento de que o mundo é extremamente violento, nem mais permitem a seus filhos atravessar a rua sozinhos ou andar de ônibus. “A criança precisa enfrentar a vida, com todas as suas vicissitudes. Do contrário, corre o risco de ficar extremamente dependente”, diz a psicopedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O mesmo vale para o temor generalizado de que as crianças se machuquem quando brincam fora de casa. Convenhamos, afastá-las do risco ou optar pelo playground com piso emborrachado não as estimula a se defender dos perigos. “Eliminar do desenvolvimento infantil a brincadeira livre e descompromissada prejudica o desenvolvimento físico e intelectual dessas crianças”, afirma Maria Angela.

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Porque seus filhos brincam menos, uma em cada seis mães tem receio de que as crianças de hoje sejam privadas de sua infância. No Brasil, 86% das mães têm essa preocupação. “Embora eu tenha tido uma infância bastante diferente e livre, no interior de São Paulo, não deixo minhas filhas brincarem na rua”, conta a empresária Neusinha Farina, de 36 anos, mãe de três meninas de 10, 8 e 3 anos. “Prefiro os parques fechados, onde elas ficam mais seguras. É a realidade delas”, afirma. Há ainda outro tipo de preocupação materna que também ajudou a alçar as brasileiras às posições de liderança: o medo de o filho adoecer, contraindo vírus e bactérias pela convivência com outras crianças. E eis aqui um contra-senso. Cerca de 70% das brasileiras ouvidas consideram que sujar-se e entrar em contato com vermes é uma experiência valiosa para os pequenos. Ainda assim, elas evitam os espaços públicos. Brincar com terra, areia e água, ao contrário do que muitas mães imaginam, torna o sistema imunológico das crianças mais resistente. Além disso, como bem reconhecem as mães entrevistadas nesta pesquisa, brincar em parques e praças é a atividade que melhor proporciona a formação de vínculos com o filho.

Muitas gostariam que seus filhos brincassem mais, outras não deixam as crianças brincar ao livre por insegurança. Todas concordam que os pequenos são mais felizes quando brincam.  Os psicólogos Jerome e Dorothy Singer, professores faculdade de psicologia da Universidade Yale (Estados Unidos), coordenaram o estudo, chamado “Dar aos nossos Filhos o Direito de Serem Crianças”:

- 79% das mães de todo o mundo concordam que as pessoas em seus países esqueceram a importância de aprender por meio do brincar
- 63% têm receio da que as crianças sejam privadas de sua infância
- 73% das brasileiras acha que o filho passa pouco tempo brincando fora de casa
- 66% das crianças brasileiras brincam ao ar livre – a média mundial é de 60%
- 94% acham que brincar é importante para a saúde. O benefício de aprendizado mais reconhecido é o desenvolvimento de habilidades sociais (40%)
- 65% fazem relação entre falta de tempo para brincar e falta de capacidade para formar relacionamentos
- Ver televisão é o que 71% das crianças no mundo e 82% das brasileiras mais fazem
- 75% queriam quer tivesse mais tempo para interagir com outras crianças
- 77% se preocupa com o fato de que os filhos estão crescendo rápido demais atualmente

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O que falar sobre tatuagens e piercings? What to tell about tatoos and piercings?

As nações pagãs utilizavam a escarnificação, o dilacerar a carne, como meios ritualísticos relacionados aos mortos “Não façam cortes no corpo por causa dos mortos, nem tatuagens em si mesmos. Eu sou o SENHOR” (Lv 19:28). “Vocês são os filhos do SENHOR, o seu Deus. Não façam cortes no corpo nem rapem a frente da cabeça por causa dos mortos” (Dt 14:1) “Então passaram a gritar ainda mais alto e a ferir-se com espadas e lanças, de acordo com o costume deles, até sangrarem” (IRs 18:28). “Tanto grandes como pequenos morrerão nesta terra; não serão sepultados nem se pranteará por eles; não se farão incisões nem se rapará a cabeça por causa deles” (Jr 16:6).

mexicana Maria CristernaO caso mais bizarro é o da mexicana Maria José Cristerna de 35 anos mais conhecida como “mulher vampiro”. Em certo momento ela decidiu que seu corpo devia ser coberto com tatuagens, mas não se restringiu aos estúdios de amigos e decidiu abrir o seu próprio, onde trabalha como tatuadora profissional, já que não pode trabalhar na sua profissão de formação, advogada, devido a sua aparência.

Em um site, um defensor do uso de tatuagens e piercings, escreveu: Mas para mim, os piercings mais fascinantes foram os de Jesus, quando os cravos enferrujados foram pregados em suas mãos e pés na cruz do Calvário. Esses “piercings” foram mostrados a Tomé (as marcas dos furos dos pregos) e permanecem para sempre! (Jo 20:25-27).

O texto mais específico e polêmico é Levítico 19:28.  As palavras do texto do verso 28 são: não façam sareteth (incisão, corte, talho) na vossa carne pelos mortos, nem fareis kethobeth (incisão, corte, marca feita a ferro em brasa) sobre vós.

O pai da palavra “tattoo” que conhecemos atualmente foi o capitão James Cook (também descobridor do surf), que escreveu em seu diário a palavra “tattow”, também conhecida como “tatau”(era o som feito durante a execução da tatuagem,em que se utilizavam ossos finos como agulhas e uma espécie de martelinho para introduzir a tinta na pele).Com a circulação dos marinheiros ingleses a tatuagem e a palavra Tattoo entraram em contato com diversas outras civilizações pelo mundo novamente.Porém o Governo da Inglaterra adotou a tatuagem como uma forma de identificação de criminosos em 1879, a partir daí a tatuagem ganhou uma conotação fora-da-lei no Ocidente.

Historicamente, o declínio na tatuagem tribal na Europa, América, África e Ásia, está relacionada ao crescimento do Cristianismo. As estratégias missionárias desenvolvidas por  católicos e protestantes acabavam confrontando o uso de marcas corporais com expressões religiosas pagãs. Entenda-se adoração de vários deuses e espíritos.

Outro argumento é que o uso controlado dessas marcas permitem o acesso às tribos urbanas que as utilizam como ferramenta de distinção e agregação. Além disso, um argumento de defesa para uso em igrejas geracionais voltadas para estes grupos possibilita a assimilação dos novos convertidos sem mudanças radicais como a remoção dolorosa de tatuagens e piercings.

Parece razoável o argumento que as tatuagens e piercings são prejudiciais à saúde. Muitas vezes, vemos imagens e expressões constrangedoras. Em outros casos, parecem indicar uma necessidade de chamar a atenção. Ocorre que muitos adolescentes utilizam devido ao conjunto de amigos. Recomenda-se que estes adolescentes sejam orientados pelos pais. Se estes precisarem de ajuda pastoral, a orientação precisa respeitar os gostos do jovem. Certa vez, precisamos recolocar um jovem, que ministrava aulas para adolescentes, porque passou a usar brincos. O princípio utilizado foi do livre-arbítrio para sua supervisão, mas também, da influência que poderia exercer sobre um grupo. A ação foi rápida mas não indolor. A remoção de tatuagens e piercings não pode ser indolor mas é necessária pois é uma atitude contra-cultura. A igreja cristã pode avaliar quais aspectos culturais podem ser admitidos ou recusados para que o evangelho seja pregado e produza discípulos de Cristo.

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The popularity of Tattoo and body piercing has increased tremendously. A 2006 survey taken by theJournal of the American Academy of Dermatology an estimated 36% of Americans aged 18-29 now have tattoos.  A Harris Interactive poll conducted in January 2008 concluded that 14% of all adults in the United States have a tattoo, with the highest incidence (25%) found among gays, lesbians and bisexuals. This article I would like to address both of these subjects, starting with body piercing.

For a Christian we have the Old Testament principle- Deut. 14:1: “You are the children of the LORD your God; you shall not cut yourselves … It was the priests of Baal that cut themselves for their God to react against Elijah. These were common practices in cultures that did not know God and served other gods. The practice of gashes on the face and arms and legs took place in time of bereavement, was universal among the pagans. It was used as respect for the dead; they would also mark themselves to some idol or god for service.

Many wore jewelry in the eastern culture and dressed themselves up as if they were going out on a night on the town- they clothed them-self with crimson, adorned them-self with ornaments of gold, enlarged their eyes with paint (Jer. 4:30).

“The earrings usually worn by Egyptian women were large, round, single hoops of gold, from 1 1/2 to 2 1/3 inches in diameter, and frequently of a still greater size or made of six rings soldered together. Sometimes a snake, whose body was of gold set with precious stones, was worn by persons of rank as a fashionable caprice, but it is probable” (from New Unger’s Bible Dictionary).

The Hebrew people were prohibited from any laceration or marking of the body. Cuttings in the skin was associated with pagan cults that tattooed their followers while they mourned the dead. Lev 19:28 “You shall not make any cuttings in your flesh for the dead, nor tattoo any marks on you: I am the LORD.” Hebrew-kethobeth- an impression, an inscription, a mark; in the flesh.”.

The word tattoo comes from the Tahitian “tatu” which means “to mark something.” Body painting was to express social status and religious values, it was often used to indicate one’s social role at a given time.

“Tattooing was practiced by the Egyptians as early as 2000 BC. Color tattooing became highly developed among the Maoris of New Zealand and was once popular as a form of adornment in China, India, and Japan. Sailors introduced the practice into Europe during the Age of Exploration (16th century and 17th century Tattooing, (Encarta Encyclopedia)

Captain Cook made the discovery to the then unknown Islands of the South Seas. On April 11, 1769, Tahiti was sighted and he and his crew went ashore a few days later. Joseph Banks first recorded the name and customs of the people that had the marks, and it put his observations in journals.

The Maoris of New Zealand tattooed elaborate designs on their faces to disguise expressions of fear. Early Japanese wore tattoos to designate their rank in society. Tattoos were used in the 19th century to brand criminals and in the 20th century to label inmates of Nazi concentration camps” (Compton’s Interactive Encyclopedia Deluxe).

Rom 6:13: “And do not present your members as instruments of unrighteousness to sin, but present yourselves to God as being alive from the dead, and your members as instruments of righteousness to God.” One has to decide if tattoos come under this topic.

1 Cor 3:16-17: “Do you not know that you are the temple of God and that the Spirit of God dwells in you? If anyone defiles the temple of God, God will destroy him. For the temple of God is holy, which temple you are.”

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A pirotecnia descontrolada de shows em ambientes fechados.

A direção da boate Kiss divulgou uma nota ontem afirmando que a casa estava dentro da normalidade e creditou o incêndio que matou 231 pessoas a uma “fatalidade”. A maior parte das vítimas morreu por asfixia e mais de cem pessoas também ficaram feridas.

A boate Kiss era uma das principais casas noturnas da cidade e era famosa por receber estudantes universitários. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Adelar Vargas, o fogo começou na espuma de isolamento acústico quando um dos integrantes da banda que se apresentava acendeu um sinalizador, que atingiu o teto.

O guitarrista da banda Gurizada Fandangueira, Rodrigo Lemos Martins, disse que o fogo começou depois que o sinaleiro (chamado por ele de “sputinik”) ter sido aceso. Um segurança da casa e o vocalista da banda tentaram apagar o incêndio, afirma o guitarrista, porém o extintor não funcionou.

O incêndio que deixou 194 mortos em 2004 na boate República Cromañón, em Buenos Aires, similar ao que ocorreu neste domingo em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, provocou uma série de mudanças na segurança nas casas noturnas da capital argentina. Na prática, a tragédia na casa noturna portenha gerou uma série de medidas batizadas de “Efeito Cromañon”. Logo após o episódio, que ocorreu no dia 30 de dezembro de 2004, várias casas noturnas foram interditadas no país.

Levantamentos indicaram, na ocasião que das quase duzentas casas noturnas da cidade, somente 61 atendiam às novas exigências de segurança. Investigações policiais e judiciais revelaram que a discoteca República Cromañón tinha o certificado de bombeiros vencido, cerca do triplo de público permitido e problemas com a saída de emergência. A perícia apontou que o uso de pirotecnia provocou o incêndio, que gerou uma fumaça mortal.

Se não aprendermos com as tragédias de países vizinhos, como a Argentina, o que iremos aprender? A tragédia de 2004 deveria ter gerado um trabalho para normatização federal no Brasil mas parece que a fiscalização e regulamentação fica a cargo dos estados que alteram suas leis frequentemente para facilitar o uso em shows e eventos.

O grupo de rock teria o hábito de usar pirotecnia em seus shows, o que não teriam feito naquela noite, sugerindo que a iniciativa poderia ter partido do público. A tragédia provocou prisões de empresários, dos músicos e renúncias de políticos na cidade.

Todo o exagero que o showbusiness já inventou, o Kiss sabe usar como nenhuma outra banda. E era isso que os fãs cariocas queriam e presenciaram na HSBC Arena, em novembro de 2012. O conhecido figurino, acompanhado dos rostos pintados, palco com elevadores e muita pirotecnia deslumbraram a vibrante plateia ao longo da hora e meia de show dos veteranos.

Descendo de uma plataforma do alto da arena, o grupo abriu com os clássicos “Detroit rock city”, “Shout it out loud” e “Caling Dr. Love”. Em seguida, o vocalista e guitarrista Paul Stanley mandou o primeiro “Obrigado” da noite. “Eu não falo português, mas nós estamos aqui de coração. Vamos tocar umas músicas novas para vocês”, disse, antes de começar o riff de “Hell or hallelujah”, do disco “Monster”, lançado em outubro deste ano. Mesmo recente, a música foi cantada com força pelo público, assim como “Wall of sound”, do mesmo álbum.

Explosões, fogos de artifícios e rock and roll: o show do Kiss no Rio de Janeiro

A cada explosão, a cada verso cantado, refrão por refrão, era clara a euforia de quem estava vendo os ídolos de perto. Os fãs pareciam mesmo apaixonados. “Eles fazem o melhor show do mundo. Eu fui em todos dessa turnê aqui no Brasil (em Porto Alegre e São Paulo)”, contou Dênis Mussato, de 42 anos, exibindo sua tatuagem com os personagens da banda. Apesar dos músicos já estarem na faixa dos 60 anos, havia uma quantidade surpreendente de jovens, como notou a estudante de 20 anos Caroline Martins, que maquiou o rosto com a mesma pintura do baixista Gene Simmons: “A gente gosta porque a música deles não tem tempo, é o rock de verdade”, disse.

Enquanto os presentes pulavam e gritavam lá embaixo, os artistas continuavam o espetáculo do excesso. Depois de tocar “Hotter than hell”, Simmons surgiu com uma tocha em forma de espada nas mãos e cuspiu fogo no centro do palco, para delírio da plateia. Em seguida, o baixista e Paul Stanley deixam o palco para solos do guitarrista Tommy Thayer e do baterista Eric Singer. Enquanto o primeiro “atirou” com a guitarra em direção ao teto, o dono das baquetas puxou um bazuca e explodiu canhões de luz cenográficos.

A comercialização de fogos de artifícios possui regras rígidas, em virtude do perigo que representam à vida e a propriedade, o R-105 do Exército Brasileiro (ver Decreto Federal nº. 2.998, de 23 de março de 1999, alterado pelo Decreto Federal 3.665 de 20 de novembro de 2000), classifica os fogos de artifício como de categoria 3, nº. de ordem 2160, Grupo Pi, não estando sujeito à fiscalização federal as atividades de comércio e utilização conforme consta no Art. 10,  do mesmo regulamento. Portanto o registro, controle e fiscalização ficaram a cargo da Policia Civil Estadual (Autoridade Policial).

Para eventos onde ocorrerão à queima de fogos de artifícios classe C e D, é necessária a obtenção de licença das autoridades competentes, em especial da Policia Civil, que é órgão competente para a emissão de licença para a queima destes tipos de fogos de artifício. A Prefeitura Municipal e o Corpo de Bombeiros auxiliam a Policia Civil na repreensão ao comércio ilegal

de fogos de artifícios e expedem alvarás no âmbito de suas competências.

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Sexólogos holandeses propõem legalização da pornografia infantil

Dois sexólogos holandeses propuseram que o governo legalize a produção de filmes pornográficos infantis para controlar o que chamam de “tensões sexuais de pederastas”.

Erik van Beek e Rik van Lunsen, pesquisadores do Hospital Universitário de Amsterdam propuseram a medida durante uma entrevista ao jornal Trouw. Segundo os dois, “se produzirmos pornografia infantil sob rígido controle do governo, com uma espécie de selo que ateste que nenhuma criança sofreu qualquer abuso, podemos oferecer aos pederastas uma forma de regular suas tensões sexuais”.

Os comentários foram fortemente criticados pela opinião pública e provocaram até mesmo a indignação do ministro da Justiça do país. Na Holanda, a criação, difusão ou mesmo posse de material com qualquer alusão à pornografia infantil pode acarretar em uma pena de até cinco anos de prisão.

“Não penso que essa seja uma boa ideia”, disse a ex-presidente do parlamento holandês, Gerdi Verbeet, em meio a um debate sobre o tema na televisão pública. A seu ver, “isso implica em uma responsabilidade enorme para o governo”.

Consultada pela AFP, a filial holandesa da ONG Defence for Children também se disse absolutamente contrária à proposta e alegou que “é preferível ensinar os pederastas a se controlarem de outra forma”.

Erik van Beek alega que cerca de 1% dos 16,5 milhões de holandeses possuem tendências pederastas. No entanto, ele argumenta que “apenas uma ínfima parcela abusaria de menores”.

Em 2011, o site do governo holandês para denúncias de pornografia infantil informou as autoridades do país sobre 4,6 mil ocorrências de material suspeito. Em 2010, o número era quatro vezes menor.

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Dutch sex therapists Rik van Lunsen and Erik van Beek believe “virtual” child pornography should be legal in the Netherlands, claiming that drawings, paintings and computer-generated images could help appease the sexual urges of pedophiles.

“I think that repressing your fantasies can lead to frustration and, ultimately, for some types of pedophile, to a greater likelihood of doing something wrong,” van Beek told the French news agency AFP. “If you make virtual child pornography under strict government control with a label explaining that no child was abused, you can give pedophiles a way of regulating their sexual urges.”

The Netherlands banned all sexual representation of children in 2002, deeming virtual child pornography too realistic due to technological advances. Those caught creating, owning or sharing any kind of child pornography in the country can receive a four-year prison term.

Van Lunsen said there is a distinction between healthy pedophiles and delinquent pedophiles. “We’re not responsible for our thoughts or our fantasies, we’re only responsible for one thing — our actions,” he said.

The therapists run Amsterdam University Hospital’s sexology department.

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Você está com nomofobia? Faça este teste.

Há pessoas que não conseguem ficar sem o celular nem por um instante. Essas pessoas entram num estado de profunda ansiedade e angústia quando se veem sem o aparelho, quando ficam sem créditos ou com a bateria no fim. A necessidade de estar conectado ultrapassa todos os limites. Uma pesquisa feita no The Royal Post, na Inglaterra, mostrou que 58% dos britânicos e 48% das britânicas sofrem de nomofobia. O nome vem do inglês no + mobile + fobia, ou seja, “fobia de permanecer sem conexão móvel”, que inclui internet e celular. Essas pessoas não saem de casa sem o celular, mantêm o telefone ligado 24 horas por dia e sentem ansiedade quando o esquecem em casa. Antes de dormir, programam o telefone com o número do médico, do psicólogo e dos hospitais registrados em ordem por uma numeração específica, para o caso de ser necessário. Elas apenas precisariam apertar a tecla correspondente ao atendimento e logo encontrariam a providência desejada. Elas ainda se sentem rejeitadas quando ninguém lhes telefona ou quando percebem que os amigos recebem mais ligações do que elas. Quando ficam sem bateria ou fora da área de cobertura, se sentem ansiosas, angustiadas e inseguras.

Para saber mais
Nomofobia no Brasil
A empresa francesa de pesquisa Ipsos publicou um estudo sobre o impacto do celular na vida cotidiana e mostrou como esse aparelho mudou a vida dos usuários. A empresa realizou as mil entrevistas com pessoas de ambos os sexos, de todas as classes sociais e com mais de 16 anos de idade, em 70 cidades e 9 regiões metropolitanas. Os resultados revelaram que 18% dos brasileiros admitiram ter dependência dos seus aparelhos. “Com esta nova liberdade, novas regras de coexistência têm influenciado e ditado pela comunicação e interação entre os indivíduos. Esta mobilidade leva a uma sensação de liberdade e a uma percepção de que podemos ter o mundo em nossas mãos. Essa sensação pode gerar um comportamento ambíguo de poder e medo”, diz a pesquisadora Anna Lúcia Spear King.

Para a psicóloga Sylvia van Enck, do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso, da USP, a nomofobia é um transtorno do controle dos impulsos com um forte componente de ansiedade generalizada. Alguém que apresenta algum transtorno no controle dos impulsos tem dificuldade para resistir à tentação de executar um ato que possa vir a ser prejudicial para si ou para os outros e obtém alívio e diminuição da tensão emocional e física quando a ação é executada. “O transtorno de ansiedade faz parte da caracterização dos transtornos no controle dos impulsos e, neste caso, a pessoa é acometida por uma apreensão negativa em relação aos eventos futuros, provocando sensações de inquietação psíquica e sintomas físicos desagradáveis”, diz a psicóloga.

Não é fácil se “desplugar” do celular, uma vez que, na sociedade tecnológica, o aparelho é sinônimo de status e inclusão social. “Podemos entender que o uso do aparelho celular, mesmo que não excessivo, especialmente em relação à população jovem, esteja relacionado aos aspectos de inclusão social e conectividade entre os amigos. Por outro lado, com o avanço dos recursos tecnológicos, adquirir um aparelho cada vez mais sofisticado confere status econômico e social, o que pode estar relacionado à busca de reafirmação da identidade psicológica dos adolescentes nesta fase da vida”, analisa Sylvia. O mercado oferece uma infinidade de aparelhos, e é difícil resistir à tentação de adquirir o mais novo modelo. Cada vez mais a população jovem, incluindo crianças, está cedendo às pressões do mercado com a ajuda dos pais. Mas a psicóloga alerta: “Há um risco no desenvolvimento da insegurança pessoal que pode ser também o reflexo da insegurança dos pais, que precisam estar sempre tendo notícias do paradeiro dos filhos. Outro aspecto a ser considerado é a diminuição na resistência à frustração diante da espera de um contato ou do silêncio do outro, gerando ansiedade, angústia… que se não controlados, podem desencadear comportamentos agressivos, reflexos da intolerância gerada pela nomofobia”, diz Sylvia.


Muitas pessoas nomofóbicas, porém, não aceitam que são portadoras desse tipo de fobia e atribuem a sua angústia a várias causas. Colocam a culpa no trabalho ou na necessidade de se comunicar com a família ou com amigos, no caso de alguma emergência. “É comum os dependentes alegarem que não podem ficar sem celular devido ao medo de precisarem do aparelho no caso de uma emergência, quando estão fora de casa, por exemplo”, comenta a psicóloga Juliana Bizeto, do Programa de Orientação e Atendimento ao Dependente (Proad) da Unifesp.

Transtorno de ansiedade
Autora de uma tese de doutorado sobre o tema, a psicóloga Anna Llúcia Spear King, do Instituto de Psiquiatria da UFRrJ, comparou pacientes com um transtorno de ansiedade, conhecido como síndrome do pânico, com pessoas completamente saudáveis, para saber o que elas sentiam quando ficavam sem o aparelho celular. Entre os pacientes com pânico, a maioria demonstrou ter também a dependência do celular. Mesmo entre os considerados saudáveis, 34% confessaram sentir ansiedade e 54% disseram ter medo de passar mal na rua se ficassem longe do aparelho. Anna Llúcia lembra que nomofóbicos são pessoas que apresentam um perfil ansioso, dependente, inseguro e com uma predisposição característica dos transtornos de ansiedade que podem ser, por exemplo: transtorno de pânico, fobia social,fobia específica, transtorno de estresse pós-traumático; e costumam ficar dependentes da internet por medo de estabelecerem relacionamentos sociais ou afetivos pessoalmente. “Com o telefone celular em mãos, essas pessoas têm a sensação de estarem acompanhadas e se sentem mais independentes. Quando não existia o telefone celular, estes indivíduos não tinham a mesma liberdade de locomoção e autonomia que têm na posse do aparelho”, explica.

Perfil dos dependentes
nomofobiaOs alvos mais frequentes desse tipo de distúrbio são os adolescentes e os adultos com mais de 40 anos. “O fator de risco para desenvolvimento da dependência é a ocorrência de um evento traumático, como uma separação, a mudança de emprego ou a morte de um familiar”, pontua Juliana. O abuso funciona como a única válvula de escape da pessoa, que passa a ter uma vida empobrecida e um campo de atuação muito restrito. A psicóloga lembra que os critérios de diagnóstico se apoiam na presença de três traços: exclusividade, tolerância e abstinência. Exclusividade, porque a tecnologia é a única fonte de prazer; tolerância, porque a pessoa passa a gastar um tempo cada vez maior com essa tecnologia; e abstinência, porque a pessoa apresenta sintomas desagradáveis quando está sem o aparelho, como irritabilidade, agitação e taquicardia.

“O dependente pode até reconhecer que sua relação com a tecnologia não é saudável. Mas racionalizar é mais fácil do que ter a plena consciência de que está adoecido, numa condição de sofrimento que exige cuidado”, diz o psicólogo Júlio D’Amato, da Universidade Federal Fluminense e professor da Unilasalle. Segundo ele, o uso abusivo da conexão móvel pode ser só a ponta do iceberg. Muitas vezes camuflam outros distúrbios. Os mais frequentes: transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), fobia social, transtorno de ansiedade, depressão e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). “As sensações desagradáveis experimentadas pelo nomofóbico quando está sem o seu celular, comuns num ataque de pânico, muitas vezes não estão sozinhas, mas acompanhadas de um processo depressivo encoberto. Esses processos não são puros, há uma articulação entre os transtornos”, explica.

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O perigo e proximidade da pornografia

21 de novembro de 2012 (Breakpoint.org) — A pornografia está em toda parte por aí, e não vai desaparecer logo. Por isso, para ajudar seus filhos a se guardarem contra ela, você precisa prepará-los. De acordo com Josh McDowell, autor de livros que incluem “Evidência que Exige um Veredicto” e “Mais que um Carpinteiro”, que voltou sua atenção ultimamente para a devastação da pornografia na nossa cultura e na Igreja, considerando-a entre as maiores ameaças ao Cristianismo que já vimos.

Explicando o motivo por que ele decidiu tratar da questão da pornografia, Josh disse numa entrevista para John Stonestreet deBreakpoint como ele sentiu uma barreira para seu trabalho apologético que nada tinha a ver com a defesa da fé em si.

“Sou um apologeta”, diz Josh. “Apresento razões positivas por que acreditar, a fim de ver jovens virem a Cristo. Mas cerca de cinco ou seis anos atrás, fiquei sentindo que há um problema em toda parte. Quando eu tinha interação com jovens, algo havia se tornado uma barreira. Percebi que era imoralidade sexual e pornografia intrusiva e generalizada na internet. Como apologeta, a única coisa que pode minar tudo o que ensino não está na área da apologética, mas na área da moralidade. Se você não lida com essa questão, você não cumprirá seu papel como um apologeta bíblico”.
Sean McDowell, filho de Josh, é diretor do departamento bíblico da Faculdade Cristã do Vale de Capistrano. Ele também é autor, palestrante e apologeta em seu próprio mérito, e ele trabalha com jovens em tempo integral. Nesse processo, Sean coletou uma lista interminável de casos tristes de rapazes e moças cristãos que na aparência eram modelos, mas que caíram na armadilha armada contra eles por uma cultura saturada de sexo e lascívia.
E esse é exatamente o problema. Os primeiros pontos que Josh e Sean McDowell esperam comunicar aos pais, pastores e professores é que no mundo de hoje, a maioria das crianças e estudantes não está atrás da pornografia. “A pornografia está atrás deles”, diz Josh. “Dos adolescentes que viram pornografia, entre 75% e 91% não estavam em momento algum atrás dela. Pesquisadores mostram que 38% deles ficarão viciados”.
“Esse problema é muito grande para o corpo de Cristo agora?”pergunta John Stonestreet.
“Veja, as estatísticas que documentei”, explica Josh, “mostram que o problema está aumentando sem parar. Cinquenta por cento dos pastores estão lutando para largar do vício da pornografia. Sessenta e dois por cento dos homens que frequentam igrejas evangélicas regularmente estão lutando para largar da pornografia, e entre 65% e 68% dos adolescentes estão nessa situação. Essa é provavelmente a maior ameaça à causa de Cristo em dos mil anos de história da igreja, pois mina sua vida, sua caminhada com Cristo e suas convicções. Meu temor é que muitos pastores não estejam lidando com esse problema pelo simples fato de que eles mesmos estão envolvidos nele. De certo modo, precisamos fazer com que a liderança no corpo de Cristo trate disso”.
“Dê-nos alguns detalhes”, diz John. “Como é que a pornografia mina os cristãos? Como é que ela mina o crescimento cristão? Como é que ela mina os casamentos?”
“Mesmo deixando de fora a vergonha e a solidão”, explica Josh, “a pornografia produz um questionamento sobre a autoridade das Escrituras, de Cristo, da Ressurreição, da Igreja e dos pais. A pornografia começa a entenebrecer a porta do cérebro para considerar as verdades da fé cristã. Logo que você se envolve na pornografia, ela assume o controle dos seus pensamentos, de seus padrões morais e de sua vida. Você precisa entender: a pornografia simplesmente assume o controle da sua vida. A pornografia assume o controle dos seus relacionamentos — o modo como você vê as pessoas, as mulheres e as crianças. E como consequência, a pornografia não deixa espaço para sua caminhada com Cristo. Não dá para você se envolver com a pornografia e ter uma caminhada saudável com Cristo”.
É por isso, diz Josh, que ele lançou “Just 1 Click Away”, um site dedicado à troca de informações, recursos e ajuda entre velhos e jovens. Sean McDowell dá uma palestra nos Ministérios Summit que ecoa a mensagem de “Just 1 Click Away”. Nele, ele se baseia no trabalho do Dr. Joe McIlhaney Jr. e da Dra. Freeda McKissic Bush em seu livro pioneiro “Hooked” (Viciado), em que eles descrevem como a pornografia e a promiscuidade sexual realmente mudam a estrutura física e a química de nossos cérebros, tornando-os mais difíceis de amar, unir e ter relacionamentos sexuais com nossos cônjuges.
Outra questão crítica que os McDowells buscam tratar com essa nova campanha contra a pornografia é a temida tarefa que os pais têm de educar e preparar seus filhos. Tanto Josh quanto Sean desestimulam qualquer esperança de que nossos filhos estarão entre os poucos sortudos que nunca vão se deparar com a pornografia. Falando em termos estatísticos, dizem os McDowells, esse é um grupo que não existe.
“Seus filhos vão se deparar com a pornografia”, diz Josh. “É muito triste, mas é verdade”. Podemos tirar a internet, a televisão e os smartphones de nossos filhos e estudantes, mas essas medidas mal estancarão a maré de imagens e temas pornográficos que os bombardeiam de outras fontes que não podemos controlar, tais como amigos e colegas de classe. Ainda que isolássemos nossos filhos pequenos e adolescentes do mundo lá fora, eles ainda se tornarão adultos e terão de confrontar de repente a cultura sexual que tentamos sufocar. Nossa tarefa como pais e mentores, acredita Josh, deve agora focar em preparar nossos filhos para responder de forma temente a Deus ao se depararem com a pornografia.
É por isso que no site “Just 1 Click Away” os McDowells buscam não somente expor o problema, mas também fornecer recursos e treinamento para pais e adultos sobre como abrir canais de conversação com seus filhos cedo, como armá-los de antemão para enfrentar as batalhas a frente, e como no final das contas e de forma sistemática dizer “não” à influência desumanizadora e degradante do pior vício de nossa cultura.
Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: Porn one of the greatest threats to Christianity: Christian apologist

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