Arquivos da Categoria: Cidade e igreja

Artigos sobre a relação da Polis e eclesia.

Está na hora de questionar a ONG Afroreggae. It´s time to face Afroreggae NGO.

Em 12/03/2010, postei uma notícia sobre o Rio e os desafios do Alemão: http://institutoparacleto.org/2010/12/03/o-rio-e-os-desafios-do-alemao/.

Naquela ocasião, chamava a atenção para o pastor Rogério que o José Junior trazia a tiracolo. Pois é, ele foi pastor auxiliar do pr. Marcos Pereira e após algum tempo, saiu do seu ministério.

Mais uma vez, o povo cristão é situado entre os extremos para tomar posição. A política tem esse lado interessante de empurrar quem está em cima do muro ou acordar quem dorme inerte num porão.

Sabemos da antiga disputa entre a Editora Abril e a TV Globo. Remonta ao tempo em que a TV Globo criou uma série de dificuldades junto aos governos militares para a concessão de um canal de TV ao concorrente. Ambos os lados resolveram esquecer a questão. Porque o campo de batalha escolhido é o religioso. A propósito, as guerras entre espanhóis e holandeses tiveram o peso econômico muito maior que as diferenças entre vizinhos católicos e calvinistas. Quando os franceses invadiram a católica Portugal, estes recorreram ao apoio da Inglaterra anglicana. O argumento econômico sempre subsidiou ou fortaleceu as diferenças religiosas na Europa e em suas Colônias ao redor do mundo.

A equação é simples: Afroreggae = José Junior = Sergio Cabral = TV Globo = Criança Esperança = Petrobras. É preciso que a maior empresa do Brasil reavalie seus projetos com esta ONG.

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In that time, I call your attention to pastor Rogério that José Junior bring under his arm. He was staff of pastor Marcos Pereira and after some time, get out from Church.

The Politic has a interesting side of push away who stand up on the wall or wake up who sleep at basement.

We know of earlier fight between Editora Abril and TV Globo. Since that TV Globo worked together with Military Government in 80′s to avoid a TV’s permission to his opponent.  Both agree to forgot that event because chosen battle field is religious disputes. By the way, the war between spanish and dutch armies had economical impulse greater than differences among catholics and protestants neighbours . When french soldiers caught catholic Portugal, these call for support from anglican England. The economical matter always improved and strenghten religious differences en Europe and their Colonies around the world.

The equation is: Afroreggae = José Junior = Sergio Cabral = TV Globo = Criança Esperança = Petrobras. It’s very importante that great Company of Brazil mind your alliances on this NGO.

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O avanço dos partidos socialistas no Brasil.

Em 2000, PDT, PT, PSB, PPS e PCdoB venceram as eleições municipais em 775 dos 5.555 municípios brasileiros, o que equivalia, na época, a 14% dos municípios. O orçamento desses municípios somava cerca de R$ 23,7 bilhões, o que equivalia a 36% do orçamento total destinado à prefeituras. Desses partidos, aquele que elegeu mais prefeitos foi o PDT, com 288 prefeituras, seguido do PT, com 187 prefeituras.

Já em 2012, PT, PSB, PDT, PPS, PCdoB e PSOL venceram as eleições municipais em 1.570 dos 5.568 municípios brasileiros, ou seja, 28% dos municípios. O orçamento desses municípios soma cerca de R$ 171 bilhões, o que equivale a 50% do orçamento total das prefeituras. Desses partidos, o que mais elegeu prefeitos foi o PT, com 636 prefeituras, seguido do PSB, com 444 prefeituras.

Portanto, em 12 anos, os partidos socialistas:

  • aumentaram em 103% o número de prefeituras sob seu domínio (de 775 para 1570);
  • dominam, hoje,  metade do orçamento destinado aos municípios (50%);
  • contaram com um aumento de R$ 147,3 bilhões (aumento de 622%) no orçamento disponível através das prefeituras sob seu comando.
  • elegeram, em 2012, prefeitos em 14 capitais, ou seja, em mais da metade delas.

O mapa abaixo ilustra o avanço do domínio dos partidos socialistas nos municípios brasileiros após as eleições de 2000 e 2012.

municipios   O avanço socialista no Brasil em números: de 2000 a 2012.

A evolução do PT e a força que desponta no movimento esquerdista: o PSB.

Os partidos que mais cresceram nos últimos 12 anos foram o PT e o PSB. O número de prefeituras governadas pelo PT aumentou de 187 para 636, o que equivale a um aumento de 240% no período. Já o PSB elegeu 444 prefeitos em 2012 contra 133 em 2000, um aumento de 230%.

O PSB foi o partido que mais elegeu representantes nas capitais, com 5 representantes. Ainda, o PSB elegeu 6 governadores em 2010, superando o número de governadores eleitos pelo próprio PT.

Aliados históricos, PT e PSB somam hoje 1.133 prefeituras, superando o PMDB (1.032), tradicional campeão isolado em número de prefeituras. Somam também 9 prefeituras em capitais e 11 governos estaduais.

Pelos interesses políticos comuns e pelo crescimento de ambos partidos, é natural pensar em uma aliança mais próxima entre PT e PSB, vindo a configurar o núcleo do poder hegemônico da esquerda para os próximos anos, o que fará com que tradicionais aliados de centro do PT (PMDB, PR) sejam gradualmente descartados nas próximas eleições, especialmente para o governo federal.

O gráfico abaixo ilustra o avanço do PT e do PSB nas prefeituras do país.
municipios pt psb   O avanço socialista no Brasil em números: de 2000 a 2012.

Socialistas + Social-Democratas

Se incluirmos na análise os partidos social-democratas (PSDB, PSD), observaremos uma extensão ainda maior do domínio da esquerda no mapa político do país.  São, ao todo, 2.769 prefeituras, 50% dos municípios, totalizando um orçamento de R$ 232,5 bilhões, ou seja, 68% do orçamento total destinado aos municípios.

Partidos de Centro e Centro-Direita

Em 2000, os dois partidos que mais possuíam prefeituras sob a sua administração eram o PMDB, com 1.256 prefeituras, seguido do PFL, com 1.026 prefeituras. Juntos, contavam com a administração de 41% dos municípios brasileiros, e um orçamento que representava 26% do total do orçamento dos municípios.

Em 2006, o PFL passou por uma drástica mudança. Após resultados negativos nas eleições federais de 2006, o partido, sob a batuta de Jorge Bornhausen, decidiu se reestruturar em um novo nome, Democratas (sigla DEM), com um discurso de renovação, e com o intuito de desvincular o partido da imagem conservadora e de direita.

Bornhausen, que desfiliou-se do partido em 2011, deixou como legado para o PFL/DEM as consequências das mudanças que  propôs: o partido passou de 1.026 prefeituras em 2000 para 278 em 2012, uma redução de 73% (perdeu 748 prefeituras).

Nem mesmo o PMDB, fiel aliado do PT no governo federal, escapou da redução em seu quadro de prefeitos.  O número de prefeituras sob o governo do PMDB passou de 1.256 em 2000 para 1.032 em 2012, uma redução de 18% (perdeu 224 prefeituras).

Conclusão.

As eleições municipais de 2012 foram emblemáticas. Em pleno fervor do julgamento do Mensalão, que resultou na condenação de lideranças históricas do PT (Dirceu, Genoíno e Delúbio) e revelou os detalhes do maior esquema de corrupção da estrutura democrática que já se teve notícia no país, o projeto de poder hegemônico da esquerda, orquestrado pelo PT e acompanhado por outros partidos, continuou mostrando sua força e sua marcha cada vez mais retumbante.

A exposição pública do caso Mensalão durante as eleições praticamente não abalou os objetivos eleitorais do PT. No estado de São Paulo, por exemplo, suas 3 maiores cidades (Guarulhos, Campinas e São Paulo – responsáveis por 14% do PIB do país [2]) contaram com representantes petistas no segundo turno das eleições. Apenas em Campinas o PT perdeu, e para o não menos socialista (e tradicional aliado do PT) PSB.

Na cidade de São Paulo, a eleição foi ainda mais emblemática. Foi eleito Fernando Haddad, ilustre desconhecido, lançado de para-quedas na cidade por Lula, e cuja incompetência à frente do Ministério da Educação fora muito bem comprovada nos casos de irregularidade no ENEM [3].

Nem mesmo a comprovação dos meios criminosos de que a esquerda lançou mão para se instalar no poder parece frear a marcha do país rumo à hegemonia totalitária da esquerda. Muito pelo contrário: tal comprovação parece facilitar ainda mais essa marcha, encobrindo-a com um véu de aparente moralidade, justiça e democracia.

Por outro lado, não há a menor expectativa pelo surgimento de alguma força política que venha fazer frente a esse plano de poder hegemônico. Até mesmo os partidos de centro e de centro-direita convenceram-se de que, longe do discurso populista e socializante, não é possível ganhar eleições.

Esses partidos renderam-se à máxima de que, “se não é possível vencê-los, junte-se a eles”. Dessa forma, acreditam que, mantendo o poder pontual através da eleição de um ou outro prefeito ou deputado, podem manter-se respirando, à espera de um ressurgimento triunfante no futuro, ludibriando o inimigo. Ledo engano: agindo dessa forma e suportando essas idéias, nada estão ganhando. De fato, estão dando a vitória ideológica à esquerda.

O resultado é um vácuo de representação político-partidária das idéias conservadoras da sociedade, e a total ausência de uma oposição, de fato, às ideias socialistas.

[1] Valor Econômico, Outubro/2012

[2] IBGE, Contas Regionais do Brasil: 2005-2009

[3] Revista Veja, 28/10/2011 – Haddad tenta justificar vazamento: “É comum.”

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Instituto Paracleto: Percepção do carioca sobre desastres climáticos

Publicação do Instituto Paracleto. Autor: Jadir Walter P. Ribeiro Graduado em Estatística pela ENCE/IBGE. Clique na link abaixo para acessar o documento em pdf. Esta pesquisa foi publicada em 3 postagens anteriores neste Blog.

PESQUISA – A PERCEPÇÃO DO CIDADÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SOBRE ACIDENTES CLIMÁTICOS PESQUISA - A PERCEPÇÃO DO CIDADÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SOBRE ACIDENTES CLIMÁTICOS

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Chegou a hora da igreja cristã brasileira avaliar produtos e empresas que se opõe aos nossos valores!

Recentes declarações da cantora Joelma, da banda Calypso, por ser contrária à orientação homossexual, já criaram dificuldades para a continuidade do filme sobre a trajetória da banda. Em um país sem histórias, o cinema nacional acumula uma série ridícula de biografias sobre cantores e artistas. Onde falta criação, sobra coerção. José de Abreu, um ator que afunda nesse lodo, comentou a notícia pelo Twitter: “Eu também sofreria por conviver com Joelma”.

O programa Pânico por várias vezes já ridicularizou as igrejas evangélicas em breves esquetes. Mas o novo “quadro” A Turma do Didimaiscedo” causou a ira de vários segmentos evangélicos, especialmente os fieis da Igreja Universal do Reino de Deus.

Como é característico do programa, uma mistura de humor non sense e piadas de gosto duvidoso, o humorista conhecido como Carioca faz uma imitação do Bispo Edir Macedo num estúdio que lembra o programa “Fala que eu te escuto”.  Ele interage com outros bispos, quase todos vividos por Eduardo Sterblitch. A “Igreja Univernelson do reino de Nelson” mostrou um exorcismo e teve inclusive um “louvor” em ritmo de funk.

Nas redes sociais é visível o descontentamento de evangélicos, especialmente levando em conta os acontecimentos recentes envolvendo o nome do pastor Marco Feliciano.

Nos EUA, o evangelista Robert Breaud lidera uma campanha contra a empresa Starbucks. Ele foi homossexual até 1994. A decisão de boicote surgiu em resposta à questão: “Quem você ama mais, Cristo ou o seu café?”. Aproximadamente 59.000 pessoas aderiram à campanha através do site, com o intuito de não comprar os produtos da Starbucks até que a empresa mude sua posição sobre a questão, embora nem todos concordem com esta abordagem.

A administração da empresa justificou a visão de apoiar o casamento gay. “Nós empregamos mais de 200.000 pessoas nesta empresa, e queremos abraçar a diversidade. De todos os tipos”, disse o CEO Howard Schultz da Starbucks.

Segundo o site que traz a petição contra, em 24 de janeiro de 2012, a Starbucks se manifestou através de um memorando sobre o casamento homossexual, declarando que “é fundamental para quem nós somos e o que nós valorizamos como uma empresa”. Desde fevereiro, o pastor Steven Andrew convoca os clientes para boicotar a Starbucks.

Robert Breaud também falou sobre o que falaria a Schultz.“[Eu diria a ele], se você quer que Deus abençõe o seu negócio, execute-o de acordo com a Sua lei… com a Sua vontade revelada nas Escrituras. Você está promovendo o pecado. Você está ajudando a destruir a vida dos jovens… Deus não vai abençoar o seu negócio a longo prazo, se você virar de forma consistente o seu nariz para ele e apoiar as coisas que ele chama de pecado.”

Russel Moore, um dos líderes da Convenção Batista do Sul, se manifestou publicamente sobre o caso. “Neste caso (e em muitos como esse) um boicote expõe-nos a todas as nossas piores tendências. Os cristãos são tentados, uma e outra vez, para lutar como o diabo para agradar ao Senhor”, escreveu em uma coluna. “É uma competição de quem tem mais poder de compra e, assim, é de mais valor para a empresa”, justificou. Ao invés disso, Russel argumenta que os cristãos devem procurar viver mais o Evangelho com casamentos duradouros, servindo aos outros e explicando a visão tradicional de casamento à luz do casamento de Cristo com sua noiva, a Igreja.

Enquanto isso, a Igreja Batista de Bell Shoals, na Flórida (EUA), está boicotando a Pepsi ColaA justificativa é que a empresa apoia o estilo de vida homossexual. A igreja determinou a retirada de todas as máquinas de refrigerantes Pepsi de seus templos. Terry Kemple, presidente do Conselho de Assuntos da Comunidade, ligado aos batistas, justifica a atitude argumentando que a multinacional doou mais de 1 milhão de dólares à campanha contra a Proposição 8, que aboliu o casamento gay na Califórnia. Outro motivo para o boicote seria o apoio da Pepsi às paradas do orgulho homossexual no país.

Os ativistas gays são bastante articulados e promovem boicotes contra empresas cristãs. “Ajude-nos a lutar pelos valores familiares tradicionais e coma frango”, pede o e-mail de Rick Santorum. O ex-presidenciável republicano é o nome mais recente a entrar em uma polêmica nacional nos EUA envolvendo aves, muppets, casamento gay e uma rede cujo produto está recebendo o apelido de “frango de Jesus”, a .

A cadeia de lanchonetes, Chick-fil-A (lê-se tchic-filêi), fundada em 1967 na Geórgia e hoje com 1.600 lojas, é alvo de boicote e acusações de homofobia após seu dono admitir que a empresa contribui com campanhas antigay. “Ajude-nos a lutar pelos valores familiares tradicionais e coma frango”, pede o e-mail de Rick Santorum. O ex-presidenciável republicano é o nome mais recente a entrar em uma polêmica nacional nos EUA.

As doações foram reveladas no início de 2012, mas a controvérsia  tomou corpo quando Dan Cathy, presidente da companhia, disse em entrevistas que a empresa segue “a definição bíblica” de família para justificar as doações. A página da rede no Facebook diz que a empresa sempre “aplicou princípios bíblicos”, “como fechar aos domingos e doar parte do lucro”.

Até nos EUA estão querendo proibir as pessoas de se manisfestarem de forma contrária a prática do homossexualismo. Ao admitir apoiar campanhas contra essa prática, a Chick-fil-A recebeu ameaça de veto a abertura de uma filial na cidade de Boston, por parte do prefeito Thomas Menino (lá o casamento gay é legal) e foi criticado em editoriais por atentar contra a liberdade de expressão. A empresa dona dos personagens Muppets rompeu contrato para fornecer brindes à Chick-fil-A por causa da posição antigay.

A mais recente ação de boicote no Brasil está ocorrendo contra a empresa AVON, pela sua decisão de incluir em seu catálogo de vendas os produtos da Central Gospel, do pr. Silas Malafaia. A incoerência da indignação coletiva se revela em sua seletividade. Livros e dvd’s de Malafaia estão à venda também nas livrarias Cultura e Saraiva, bem como nas Americanas e no Submarino, por exemplo. Por que nenhuma dessas empresas é alvo de um boicote de glbt’s? A Cultura e a Saraiva vendem também a edição em inglês do livro de Sheldon. Por que um boicote à AVON começou somente após a empresa passar a vender livros de Malafaia? Há muito tempo, a AVON vende obras de padres católicos. A Igreja Católica à qual os padres pertencem e representam não é menos homofóbica do que a Assembléia de Deus Vitória em Cristo.

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Mães de santo estão abandonando terreiros. Efeito de um Brasil mais evangélico.

Desde os séculos XVIII e XIX, quando o candomblé se popularizou no Brasil, as “mães de santo” sempre foram as protagonistas. Acredita-se que, como elas permaneciam em casa a maior parte do tempo, tinham mais condições de estabelecer contato com as divindades. Porém, assim como na sociedade, papeis de homens e mulheres vem mudando rapidamente e uma nova ordem parece estar se desenhando nacionalmente.

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Um mapeamento dos terreiros da capital da Paraíba, feito pela ONG  Casa de Cultura Ilê d’Osoguiã, mostra que 54% dos 111 terreiros cadastrados da cidade são liderados por homens. Renato Bonfim, o fundador da ONG, sentencia: “Em dez anos, se nada for modificado, só teremos pais de santo em João Pessoa”.  A realidade é semelhante em outras capitais, como Belo Horizonte, Belém e Recife.

Nilza Menezes, historiadora especializada em ciências da religião, recentemente defendeu sua tese de doutorado que analisa a realidade em Porto Velho, capital de Rondônia. Nos quatro anos em que desenvolveu sua pesquisa, ela apurou que 54 dos 106 terreiros da cidade são liderados por pais de santo. “Elas [mães de santo] vêm perdendo o espaço público de poder, uma função que as projetavam socialmente”, diz Nilza. “As obrigações nas denominações de matriz africana são trabalhosas, o que representa um complicador para a mulher moderna que cuida da casa, estuda e trabalha.”

Um contraste que chama atenção, segundo a historiadora Nilza, é que as mulheres ainda são  maioria entre os seguidores das religiões afro-brasileiras. Mesmo na Bahia, que consagrou a imagem das baianas vestidas de branco nos terreiros, a mudança é perceptível. “Acredito que 70% dos espaços de terreiros baianos sejam dirigidos por homens”, afirma o antropólogo Júlio Braga, da Universidade Estadual de Feira de Santana, que escreveu o livro “Candomblé – A Cidade das Mulheres, e dos Homens”.

O antropólogo Ari Pedro Oro, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), escreve que o número de terreiros no Rio Grande do Sul gira em torno de 30 mil – na maioria pequenos, cada um com de 20 a 50 fiéis, ao contrário dos da Bahia, que chegam a congregar milhares de devotos.

A leitura que faço deste movimento recente é que as mulheres se sentem mais valorizadas em outros grupos religiosos, especialmente nas igrejas pentecostais. É na relação família x igreja que seus valores são mais questionados. Cerca de 1/3 dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. Elas passaram a ser maioria na assistência dos cultos. Convém ressaltar que as religiões afro-descendentes são matriarcais na origem e no seu desenvolvimento. Este indicador pode significar uma ruptura com as raízes africanas diante da dinâmica da Civilização Ocidental.

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Curso de inglês para prostitutas em BH

A emissora americana CNN publicou em sua página na internet uma matéria destacando as aulas de inglês que serão oferecidas gratuitamente para prostitutas de Belo Horizonte para receberem turistas durante a Copa 2014. A reportagem foi retransmitida por agências de notícias internacionais como Associated Press e Reuters, e ganhou destaque em mais de 30 publicações de todo o mundo. Sites em inglês, francês, espanhol, alemão e até chinês republicaram a notícia.

No Blog Paracleto já alertamos sobre o turismo sexual evidente nas cidades brasileiras, carentes de eventos de negócios. Em outra postagem, denunciamos os catálogos sexuais que tomam conta dos orelhões na região central e zona sula da cidade do Rio de Janeiro. Pouca mobilização da Polícia municipal e Comlurb para limpar a cidade destas quadrilhas.

A reportagem publicada na CNN lembra que prostituição não é crime no Brasil, apesar de exploração sexual ser. Até o momento, 20 prostitutas já estão inscritas para o curso de idioma, mas Cida Vieira, 46, presidente da Associação de Prostitutas de Minas Gerais, aponta que a expectativa é que o número chegue a 300.

“Inglês será muito importante para se comunicar com os clientes durante a Copa”, disse Vieira à CNN. “Elas vão ter que aprender a fazer acordos financeiros e usar um vocabulário especializado com palavras sensuais e fetiches”, acrescenta ela na publicação.

Belo Horizonte vai sediar jogos de futebol não só para a Copa do Mundo de 2014, mas também para a Copa das Confederações, em junho de 2013.

prostituição no Brasil

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Financiamento público de eleições?

O financiamento público de campanha e a lista fechada para votação proporcional são duas das principais mudanças aprovadas pela Comissão da Reforma Política. Penso que a reforma deveria incluir como base a diminuição de partidos políticos. É uma bagunça.  Deveria haver um limite para gastos e ofertas também. Acho bom evitar a reeleição.

Além do financiamento público exclusivo, a Comissão da Reforma Política definiu a obrigatoriedade de um limite de gastos para as campanhas eleitorais. No entanto, o valor deste teto ainda não foi fixado pelos senadores. No novo modelo proposto, o voto é dado ao partido, que define previamente (em convenção, na maioria das vezes) uma lista de candidatos pré-ordenada. O eleitor não tem como modificar a lista do partido. A possibilidade de reeleição deixa de existir e os mandatos no Executivo são ampliados de quatro para cinco anos.

No Brasil este sistema foi legalizado em governos anteriores. A lei que libera o financiamento das campanhas por interesses privados é de 1997. Podem contribuir com até 2% do patrimônio, o que representa muito dinheiro. Os professores Wagner Pralon Mancuso e Bruno Speck, respectivamente da USP e da Unicamp, estudaram os impactos. “Os recursos empresariais ocupam o primeiro lugar entre as fontes de financiamento de campanhas eleitorais brasileiras. Em 2010, por exemplo, corresponderam a 74,4%, mais de R$ 2 bilhões, de todo o dinheiro aplicado nas eleições (dados do Tribunal Superior Eleitoral)”.

Que moralidade é possível quando só o governo federal dispõe de mais de 24 mil cargos de confiança? Em 2002, quando FHC deixou o poder, eram pouco mais de 18 mil —  um número já estúpido, mas os companheiros acharam pouco. Somem-se a isso os postos que os partidos disputam nas estatais. Só para comparação: na Alemanha, são apenas 170 os cargos federais de confiança; no Reino Unido, 300. Nos EUA, 9 mil!

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A Folha verificou como funciona a regulamentação do financiamento de campanhas em 12 países do mundo.

Nenhum desses países adota o financiamento exclusivamente público de campanhas, proposta favorita dos congressistas brasileiros para uma reforma eleitoral. Questionados sobre o assunto, alguns entrevistados mencionaram a Alemanha como país que tem financiamento completamente público. Não é o caso, como se pode ver nas reportagens abaixo.

1. Financiamento misto

EUA - Doações a grupos ‘independentes’ patrocinam ataques
A estrutura de regulação do financiamento de campanhas nos Estados Unidos ficou mais rigorosa após o escândalo de Watergate, na década de 1970. A maior parte do financiamento é privada, mas existem subsídios públicos a candidatos independentes. Nos últimos anos, porém, grupos de doadores privados vêm  questionando na Justiça os limites às doações que podem fazer. Isso criou grupos como os Super PACs, desvinculados de partidos políticos mas que na prática financiam a veiculação de ataques na TV. Como não há horário eleitoral gratuito, os anúncios são a maior fatia dos gastos de campanha.

O próprio custo das campanhas, quando estas viram uma indústria de marketing político, é cada vez mais descontrolado. Segundo The Economist, no caso dos EUA, os gastos com a eleição de 2004 foram de 2,5 bilhões de dólares, em 2010 foram de 4,5 bilhões, e a estimativa para 2012 é de 5,2 bilhões. Isto está “baseado na decisão da corte suprema em 2010 que permite que empresas e sindicatos gastem somas ilimitadas em marketing eleitoral”. Quanto mais cara a campanha, mais o processo é dominado por grandes contribuintes, e mais a política se vê colonizada.

Alemanha - País tenta equilibrar fundos públicos e privados
Cidadãos e empresas da União Europeia podem doar para campanhas. Há várias formas de subsídio às atividades dos partidos, mas campanhas só recebem subsídio público direto quando o candidato não tem partido. Os partidos são estimulados a captar doações privadas para evitar hiperdependência do Estado.

França - Limites a doações motivam escândalos
Pessoas jurídicas não podem doar; pessoas físicas, só até 4,6 mil euros aos candidatos e 7,5 mil euros aos partidos. Os doadores recebem benefícios fiscais. O governo reembolsa gastos de campanhas de quem tiver mais de 5% dos votos. Partidos recebem dinheiro conforme a região e a sua representação no Congresso. Existe espaço para campanha na mídia.

Na França, a totalidade dos gastos pelo conjunto dos 10 candidatos à presidência em 2012 foi de 74,2 milhões de euros.

Noruega - Monarquia banca dois terços da verba dos partidos
Pessoas físicas e jurídicas podem doar, e não há limites explícitos nem às doações e nem aos gastos. Não há horário eleitoral gratuito, mas os partidos políticos recebem subsídios do Estado.

Holanda - Proximidade entre empresas e poder baixa custo de campanhas
Não há restrições nem a gastos e nem a doações no país, onde os partidos podem receber dinheiro tanto do Estado quanto de empresas e indivíduos. As campanhas, porém, têm um custo muito baixo.

Suécia - País pioneiro em transparência não abre contas eleitorais
Primeiro país a ter uma lei de acesso a informações públicas, em 1766, a Suécia vem discutindo como regulamentar as contas eleitorais.  Existem subsídios como o horário eleitoral gratuito e há dinheiro público disponível para os partidos, que também podem captar recursos com doadores privados.

Reino Unido - Conservadores recebem de milionários; trabalhistas, de sindicatos
Os candidatos recebem dinheiro de pessoas físicas e empresas. Há subsídios para os partidos de oposição, que têm minoria no Parlamento. Há limites para os gastos, mas não para as doações.

Argentina - Empresas privadas só podem financiar os partidos
No país de Cristina Kirchner, empresas não podem doar para candidatos. Há limites às doações, mas não para os gastos. Não há um horário eleitoral como o brasileiro.

México - Doações privadas não podem superar financiamento público
É possível captar dinheiro entre doadores privados, desde que isso não supere os subsídios concedidos a campanhas e partidos. Há limites para as doações, mas não para os gastos.

2. Outros

Venezuela - Em país estatizante, financiamento é 100% privado
Não existem subsídios estatais às campanhas. A transparência das contas eleitorais é complicada. Há controvérsias sobre se a PDVSA, a estatal do petróleo, financiou a campanha presidencial de Hugo Chávez.

Rússia - Com a TV nas mãos do Estado, campanha favorece a situação
O país dá subsídios a partidos e espaço na mídia para as campanhas. Porém, como a TV é estatal, quando Vladimir Putin concorreu à Presidência o resultado foi um excesso de aparições do ex-premiê: Putin autoridade, Putin candidato, Putin personagem de documentários.

Índia - Gastos com campanha são limitados; valor das doações, não
O país, que acompanha o Brasil nos BRICS, é um raro caso em que campanhas eleitorais dão lucro. Não há subsídios aos partidos e campanhas, mas há benefícios fiscais aos doadores. Há espaço gratuito para campanha, mas apenas na mídia estatal.

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Pesquisador do Ipea usa matemática para descobrir 3 mil homicídios “esquecidos” desde 2007!

O economista Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgou um estudo em que contesta as estatísticas de homicídio da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. O pesquisador informa que, desde 2007, primeiro ano do governo Sérgio Cabral, as mortes violentas sem intenção determinada (isto é, quando não são classificadas como agressões, suicídios ou acidentes) aumentaram de forma exponencial. Trata-se de um fenômeno quase que exclusivo do Rio de Janeiro, o estado “pacificado”.

Nos números oficiais, a quantidade de óbitos ocasionados por agressões de terceiros havia recuado de 7.099, em 2006, para 5.064, em 2009, conforme o divulgou o Instituto de Segurança Pública (ISP).

HOMICIDIOS-MORTES-INDETERMINADAS-RIO-2-original A pesquisa desenvolvida por Cerqueira, entretanto, levantou suspeitas em relação aos índices, que indicavam um decréscimo de 28,7% nos assassinatos entre 2006 e 2009 no Rio de Janeiro. E mais: observou que, a partir de 2007, início do primeiro mandato do governador Sérgio Cabral (PMDB), houve um crescimento considerável de mortes violentas sem causas esclarecidas.

“É um verdadeiro escândalo. Para se ter uma ideia, em 2009, foram registrados 5.064 homicídios no Estado do Rio de Janeiro. E foram registradas 3.615 mortes indeterminadas. Destas, 538 morreram por perfuração feita por arma de fogo, mas mesmo assim, os óbitos foram classificados como indeterminados.”

O pesquisador do Ipea acrescentou: “Um outro dado estarrecedor: dessas 3.615 mortes indeterminadas, em 2.797, o sistema médico legal não conseguiu definir qual foi o instrumento ou o meio que gerou o óbito. Então, sabe-se que foi uma morte violenta, mas não sabe se foi arma de fogo, facada, envenenamento, pancada. Não tem a definição do instrumento. Isso é uma afronta ao Estado de Direito, ao direito do indivíduo de ter reconhecido corretamente o fim de sua existência. Então, nós fomos investigar e tentar, além disso, entender quem são esses caras que morreram de morte indeterminada e se seria possível fazer aquilo que o sistema médico legal do Estado não fez: determinar qual era a causa da morte. Fizemos todo um trabalho estatístico para reclassificar aqueles óbitos oficialmente registrados como indeterminados.”

A partir da reclassificação, a pesquisa chegou à conclusão que além dos 5.064 homicídios notificados em 2009, teriam acontecido naquele ano, outros 3.175 óbitos ocultos. Ou seja, havia 62,5% a mais de assassinatos no Rio de Janeiro do que apontavam as estatísticas oficiais.

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Uma cena do filme Tropa de Elite mostrava a forma que os comandantes de batalhões da PM encontraram para “melhorar” as estatísticas de criminalidade em suas regiões. Na ficçã dirigida por José Padilha, os corpos de vítimas de assassinato eram transportados para outras áreas, transferindo, assim, aquele dígito da contagem para o batalhão. No plano da gestão de segurança, maquiar a estatística é fazer o mesmo.

Corrigir algumas distorções de registros oficiais foi o que custou a vida da juíza Patrícia Acioli, morta em 11 agosto deste ano. A magistrada suspeitou que algumas mortes registradas como “autos de resistência” eram, na verdade, execuções cometidas por policiais. Em São Gonçalo, onde a juíza presidia a 4ª Vara Criminal, as estatísticas de segurança, segundo o ex-comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte Ribeiro, vinham sendo reduzidas. A morte de Patrícia Acioli mostrou que não era bem assim, e que na cidade o chefe da quadrilha estava na cadeira mais alta da segurança pública, no 7º Batalhão da PM.

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Terras e impostos para igrejas

Uma questão polêmica e histórica é a cobrança de laudêmio.  Laudêmio é uma taxa paga nos contratos de enfiteuse ou aforamento. A enfiteuse é um contrato perpétuo no qual o proprietário ‘arrenda’ as terras a um enfiteuta (espécie de arrendatário) que por sua vez deve pagar uma taxa de ocupação anual (foro) de 1,5% e o laudêmio de 2,5% quando vender o imóvel. Além das taxas, a Igreja tem preferência na compra do domínio útil do imóvel e o enfiteuta pode adquirir a propriedade pagando um resgate de 17,5% do valor do imóvel. Por exemplo, no final dos anos 60, cerca de 70% da área do município de Salvador pertencia a Ordens religiosas católicas, algumas famílias nobres e Prefeitura. Nessa década, Dom Eugênio Sales encorajou a formação de Pastorais da Terra para ser um contra-ponto aos movimentos socialistas pois 60% da população brasileira morava na zona rural.

Em 1922, Pio XI assumiu decidido a resolver a “questão romana” (a disputa gerada com a anexação dos estados papais pela Itália) como forma de solucionar os problemas econômicos da Santa Sé. Dito e feito. Em 1929, o secretário de estado do Vaticano e o ditador Benito Mussolini firmaram o Tratado de Latrão. A Itália reconhecia o Estado soberano e pagava 750 milhões de liras em dinheiro e 1 bilhão em bônus do governo para compensar as perdas territoriais. Graças à indenização, a recém-criada Cidade do Vaticano virou um canteiro de obras. E tomou a feição atual. Nos anos 1930, para driblar os efeitos do crack de Wall Street, o Vaticano começou a “globalizar” seus investimentos. A participação em empresas dentro da Itália também cresceu.

Problemas ligados à administração financeira não são exclusivos dos católicos, claro (vide a condenação dos líderes da evangélica Renascer), mas o mesmo sigilo de Roma se repete pelo mundo. Na Alemanha, o cientista político Carsten Frerk tardou anos para apurar a arrecadação das dioceses católicas e protestantes. Concluiu em 2009 que as paróquias alemãs tinham 200 bilhões de euros em patrimônio. E receberam 9,3 bilhões em taxas. “Com o chamado imposto da Igreja, cerca de 9% do que os católicos declarados pagam de imposto de renda ao Estado vai para a Igreja”, afirma, relatando ter sido “muito difícil” concluir o levantamento. No Brasil, a CNBB tampouco forneceu detalhes de suas finanças.

A Igreja da Inglaterra sofreu uma perda de 40 milhões de libras num investimento num complexo de apartamentos em Nova Iorque. A Igreja fez o investimento em 2007, no auge da bolha imobiliária, segundo o Times. Este investimento da Igreja é o mesmo que consta de uma notícia do jornal O Globo (Condomínio em NY volta para credores, 26/1/2010):

  • Os donos do Stuyvesant Town and Peter Cooper Village, o supercondomínio de classe média em frente ao East River, em Manhattan, devolveram a propriedade aos credores que financiaram a reforma do projeto. A decisão das firmas Tishman Speyer Properties e BlackRock Realty ocorre quatro anos depois da aquisição por US$4,5 bilhões do complexo de 110 prédios e 11.227 apartamentos, na operação imobiliária desse tipo mais cara da história dos EUA. A dívida chega a US$3 bilhões.

Recentemente, os vereadores de Belo Horizonte autorizaram a venda de trechos de três ruas no Bairro São Cristóvão, na Região Nordeste, para dar lugar a um novo templo da Igreja Batista da Lagoinha. Com 23 votos favoráveis, a proposta foi aprovada na Câmara Municipal em segundo turno e caberá agora ao prefeito Marcio Lacerda (PSB) sancioná-la. Se o projeto virar lei, duas casas localizadas da Rua Ipê ficarão ilhadas com a construção da igreja. O autor da matéria, que recebeu 21 assinaturas, vereador João Oscar (PRP), lavou as mãos e jogou para a prefeitura a responsabilidade de definir a situação dos moradores, contrariando o compromisso que havia assumido de só colocar o texto em votação depois de resolvida essa questão.

A intenção é construir no trecho da Rua Ipê e nas ruas não implantadas Serra Negra e Samuel Salles Barbosa um novo templo da Igreja Batista da Lagoinha, com capacidade para 30 mil pessoas. Na justificativa do texto, João Oscar alega que as ruas “estão totalmente inseridas no perímetro de área particular de propriedade da Igreja Batista da Lagoinha”, ignorando, no entanto, a existência dos imóveis de número 514 e 498, localizados na Rua Ipê. “Esse é um projeto autorizativo. A prefeitura é que terá de resolver com os moradores, caso ache conveniente”, ressaltou o parlamentar, justificando que foi informado da possibilidade de os imóveis terem saída para outra rua. O engenheiro Raickson Costa, que há 51 anos mora na via, ficou surpreso ao saber da aprovação da matéria. “É um absurdo. O vereador se comprometeu com a gente a não votar”, ressaltou. Ele e seu primo Edvaldo Costa, que mora na casa ao lado, já sofrem com a invasão da igreja. O fato é que o espaço público – onde há inclusive postes demonstrando a existência de ruas – já virou estacionamento da igreja antes mesmo de ser vendido. Raickson nasceu na casa da Rua Ipê, onde morava com o pai, artista plástico. Para Edvaldo, que foi para lá com 21 anos, o imóvel tem um significado ainda mais especial: ele faz do espaço ateliê para a confecção de peças sacras.

O projeto de lei que vai beneficiar os evangélicos estabelece o parcelamento do pagamento, com correção pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e juros de 1% ao mês. A proposta de João Oscar também autoriza o município a receber como pagamento pelo terreno ocupado um imóvel de valor menor, desde que a diferença em relação ao preço da área vendida seja paga pelo comprador. Apesar de a Lei Orgânica da capital prever que cabe ao prefeito a administração dos bens municipais, tendo suas decisões apenas endossadas pelo Legislativo, um projeto parecido com o do vereador João Oscar já passou na Casa. De autoria do vereador Silvinho Rezende (PT) e de cinco colegas, o projeto que virou lei em 2011 doou um terreno da prefeitura para a Matriz de Santo Antônio, em Venda Nova. Na justificativa, Silvinho destaca que a instituição “apresenta um núcleo de formação cristã, humanística e de cidadania”.

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Igrejas que não crescem, fecham e são vendidas.

Outro dia, postei no Facebook a foto de uma igreja luterana da região norte da cidade do Rio de Janeiro, construída nos anos 90, e que nunca iniciou suas atividades. De fato, as igrejas históricas de missão precisam se adaptar ao contexto latino-americano para sobreviver. Senão, o que acontece com muitas igrejas na Europa e EUA poderá iniciar no Brasil.

Parte de uma igreja da metade do século XIX, em Adelaide, sul da Austrália, foi transformada numa residência pra lá de moderna. Com 520 metros quadrados de área, a propriedade supercolorida tem três quartos, dois banheiros, cozinha contemporânea, deck, jardim e controle de segurança e TV. Depois da reforma, a parte interna da casa em quase nada lembra uma igreja. Mas as janelas e portas, que foram mantidas, denunciam a sua origem religiosa. Aproveite o fim de semana para passear pela fotogaleria com imagens dessa residência repaginada. Se acha interessante a ideia de morar em uma igreja, dê uma conferida no site Church Realty. Lá, você pode encontrar uma boa oferta.

Mais de 1.800 paróquias católicas EUA fecharam desde 1990.

Já aflorou até uma liquidação de venda de igrejas protestantes, na página http://www.property.org.uk/unique/ch…. é possível ver várias. Algumas já foram convertidas em residências particulares ou hotéis.

Na Suécia, Dinamarca, Grã-Bretanha, Alemanha e Holanda, dezenas de templos protestantes, foram convertidos em bancos, supermercados, museus e repúblicas estudantis em razão da perda de fiéis e dos escassos meios econômicos.

Já as confissões alemãs precisam de dinheiro para manter sua burocracia; no entanto, este dinheiro torna-se escasso em razão da diminuição de fiéis e paralisação econômica, fatores que repercutem no chamado imposto religioso, isto é, uma quantidade que o Estado retira dos cidadãos e repassa para a igreja a que pertence cada contribuinte. Por isso, os pastores têm optado pela venda dos templos. Na Alemanha, berço do protestantismo, 50% dos alemães já não crêem em Deus.

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