Arquivo do mês: agosto 2012
O lucro das montadoras de carros no Brasil
Levantamento em cinco países — Brasil, EUA, Argentina, França e Japão — mostrou que o carro brasileiro é sempre o mais caro. A diferença chega a 106,03% no Honda Fit vendido na França (onde se chama Honda Jazz). Aqui, sai por R$ 57.480, enquanto lá, pelo equivalente a R$ 27.898,99. A distância também é expressiva no caso do Nissan Frontier vendido nos EUA. Aqui, custa R$ 121.390 — 91,31% a mais que os R$ 63.450,06 dos americanos. Há cerca de duas semanas, a “Forbes” ridicularizou o preços no Brasil, mostrando que um Jeep Grand Cherokee básico custa US$ 89.500 (R$ 179 mil) aqui, enquanto, por esse valor, em Miami, é possível comprar três unidades do modelo, que custa US$ 28 mil.
Especialistas estimam que a margem de lucro das montadoras no Brasil seja pelo menos o dobro que no exterior, por causa de um quadro de pouca concorrência — ainda que já seja o quarto maior mercado de carros do mundo, incluindo caminhões e ônibus, atrás de China, Estados Unidos e Japão. O diretor-gerente da consultoria IHS Automotive no Brasil, Paulo Cardamone, estima ganho de 10% do preço de um veículo no Brasil, enquanto no mundo seria de 5%. Nos EUA, esse ganho é de 3%:
— Lucro de montadora no Brasil é maior que em qualquer lugar do mundo, pelo menos o dobro. O mercado automobilístico no Brasil é protegido, taxam-se os importados e há concentração forte das vendas nas quatro grandes marcas. Lá fora, as maiores têm cerca de 30% do mercado — afirma ele.
Volkswagen, General Motors, Fiat e Ford — responderam por 81,8% dos 2,825 bilhões de carros vendidos no país em 2011.
— Existe uma demanda grande pelos veículos no Brasil, o que mantém os preços em alta. Se a montadora sabe que há compradores, por que dar desconto? — diz Milad Kalume Neto, gerente de atendimento da consultoria Jato Dynamics do Brasil.
De todo modo, há outros vilões para preços tão elevados. O imposto é, de praxe, apontado como o grande causador. Mas, mesmo descontando as alíquotas, os consumidores nacionais ainda são os que precisariam pagar mais para ter o bem. O preço do Nissan Frontier vendido no Brasil cairia, por exemplo, de R$ 121.390 para R$ 81.209,91, ainda é mais que França e EUA com impostos.
— Não se pode ignorar o custo Brasil, que encarece toda a cadeia produtiva com os problemas de logística e infraestrutura do país, além do custo da mão de obra brasileira — diz José Caporal, consultor da Megadealer, especializada no setor automotivo.
O Brasil aumentou sua frota em mais de 50% em 10 anos e já tem um carro para cada 5 pessoas.
A tabela mostra a produção mundial de carros em 2011.
A frota brasileira está se rejuvenescendo, embora em ritmo lento. A idade média dos veículos que circulam pelo País é de 8 anos e 8 meses, próxima à das frotas da Alemanha (8 anos e 1 mês) e França (8 anos e 2 meses) e mais nova que a dos EUA (10 a 11 anos).
O País tem 1,34 milhão de veículos (3% da frota) com mais de 20 anos de idade. A maior parte (44%) tem até cinco anos. Já 39% dos veículos têm entre 6 e 15 anos e 14%, entre 16 e 20 anos. Em 2006, dos veículos em circulação, 8,9% eram fabricados fora do País. Em 2011, essa participação foi a 12,5%, com 4,3 milhões de carros vindos do exterior, mais da metade da Argentina.
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Instituições e as redes sociais
Segundo pesquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online (LINK), em maio de 2012 o número de usuários ativos na internet aumentou 4,2% e já atinge a marca de mais de 50 milhões de pessoas que acessam a internet diariamente. É importante que organizações tenham acesso a esses dados, para que possam trabalhar com eles, visando aumentar a sua influência, e ser destaque em sua área.
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Kaká diante de Mourinho e seus negócios
Uma matéria do jornal El País deste domingo evidencia uma disputa que se dá nos bastidores, mas que cada vez mais começa a ser mostrada publicamente. José Mourinho e Kaká possuem visões diferentes sobre o futuro. O técnico colocou o jogador para escanteio e o utiliza pouco desde janeiro. Kaká e pessoas próximas acreditam que foi uma estratégia para fazer com que o jogador pedisse para sair. Kaká não pediu. Ao contrário, manteve-se treinando, sorridente, sem demonstrar qualquer insatisfação.
Kaká acredita que se tivesse continuidade, voltaria a ser um dos grandes jogadores do mundo. Não teve. Ficou muitas vezes no banco, entrando apenas em momentos finais de jogo, com pouco a ganhar, mas muito a perder. Foi assim contra o Bayern Munique, na semifinal da Liga dos Campeões, quando o meia entrou nos minutos finais do jogo da eliminação dos merengues. Mas o brasileiro seguia sem demonstrar insatisfação e não queria pedir para sair. A revista ESPN mostrou que esse era o pensamento de Kaká em matéria na edição de junho.
Um dos jogadores do Real Madrid falou ao El País que “Mourinho o tratou como um inútil”. Mourinho acreditava que a pressão acabaria por fazer Kaká ficar sem moral e pedir para sair do clube. Ele não quis. Por recomendação dos seus assessores, mantinha-se inatingível. Não se fez de rogado e seguiu treinando, trabalhando e sorrindo. Sorrindo de um jeito que Mourinho não entendia.
Depois das férias, Mourinho fez uma reunião com Kaká e o representante do jogador, seu pai, Bosco Leite. Assistentes técnicos revelaram ao jornal espanhol que, no diálogo, Mourinho teria dito: “Não se dá conta que não conto com você?”. Kaká respondeu que não, com cara de surpresa. “Não pensa em fazer nada para relançar sua carreira?”. Foi quando o pai de Kaká interrompeu. “Se quer que ele vá embora, paga o que deve a ele”, reclamou Bosco. Foi então que Mourinho disse: “Se ficar, seu filho atrapalha o meu projeto”. Bosco, então, disse ao técnico: “Seu projeto… E o projeto de Jorge Mendes”.
Jorge Mendes é empresário de cinco jogadores do Real Madrid, além do próprio treinador português. Cristiano Ronaldo, Fábio Coentrão, Ricardo Carvalho, Pepe e Ángel Di María são agenciados pelo empresário.
Mourinho: de verídico, só o fato dele e da família terem passado férias no Quênia (Foto: EFE)
O técnico José Mourinho negou que tenha se consultado com bruxos quenianos para trazersorte em sua empreitada no Real Madrid. A informação foi divulgada por uma agência de notícias. Por meio de seu assessor, o português afirmou ao jornal espanhol ‘As’ que a história foi inventada e que ele estuda meios legais para processar a empresa.
- É pena que uma agência de notícias como a AFP, que tem reconheciento de muitos anos, difundiu uma notícia totalmente inventada. E é lamentável que sigam sem nenhum tipo de confirmação – afirmou o porta-voz do treinador, Eladio Parames.
O assessor lembrou que Mourinho é católico, como demonstrou em uma visita recente à Virgem de Fátima. Porém, ele crê firmemente que o êxito chega através da força e do método de seu trabalho. A única verdade na nota é que Mourinho esteve em férias com a família no Quênia.
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A Educação do Brasil, os professores e sindicatos
Segundo o censo escolar de 2009 do MEC/INEP, o Brasil conta atualmente com 1.882.961 professores atuando na educação básica.
Do total de professores da educação básica 63,8% atuam em um único turno, que são os que Ioschpe diz que “atuam em uma escola e cumprindo carga horária inferior à maioria das profissões”, argumento que utiliza para defender que o salário pago aos docentes é compatível com o mercado. Na grande maioria esses docentes são os professores dos anos iniciais do ensino fundamental, contratados para uma jornada semanal de trabalho de 20 a 25 horas semanais, o que dificulta que possam acumular um outro contrato.
Os professores dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) são os professores especialistas, que em grande parte ministram uma única disciplina. Do total de professores dessa etapa da educação básica 66,3% atuam em até 5 turmas, ou seja, são responsáveis por ensinar para, em média, 175 alunos de escolas diferentes. E 17,8% dos professores atuam em mais de 9 turmas, o que representa ensinar para no mínimo 315 alunos!
Se a educação é fundamental para o país, estamos falando, portanto, dos professores das escolas públicas, aos quais o governo federal garantiu em lei um piso salarial nacional que no inicio de 2012 deveria ser de R$ 1.451,00 para uma jornada de 40 horas semanais e que, infelizmente, muitos governantes não cumprem o que determina a lei.
Uma das razões que tornam os sindicatos tão poderosos é que eles funcionam. Estudo do fim da década de 90 mostrou que, entre os professores brasileiros, a sindicalização era o fator mais importante na determinação do seu salário: os filiados tinham salários 20% mais altos que os independentes.
No artigo “Hora de peitar os Sindicatos”, o especialista em Economia da educação detalha pesquisas sobre o papel do sindicato dos professores. Estudo de um economista de Harvard tentando entender o porquê da queda da qualidade das pessoas que optaram pela carreira de professor nos EUA entre 1961 e 1997 encontrou dois fatores: um deles, que explica três quartos do problema, era a crescente sindicalização dos professores, causando compressão salarial (o outro fator era a emancipação feminina, já discutida aqui em artigo anterior). Quando um sindicato se “adona” de uma categoria, a tendência é que os salários de seus membros deixem de ser um reflexo de seu mérito individual e passem a ser resultado de seu pertencimento a alguma categoria que possa ser facilmente agregável e discernível — como ter “x” anos de experiência ou ter feito uma pós-graduação, por exemplo —, pois só assim é possível estabelecer negociações salariais coletivas, para milhares de membros. E só com negociações coletivas é que se torna possível a um sindicato controlá-las. Talvez seja por isso que os aumentos salariais tenham se provado ferramenta tão ineficaz na melhoria da qualidade da educação: as pessoas mais competentes parecem não fugir do magistério pelo fato de o salário ser alto ou baixo, mas sim por seu salário não ter nenhuma relação com seu desempenho. Nenhum ás quer trabalhar em lugar em que recebe o mesmo que os vagabundos e incompetentes. Talvez seja por isso que outro estudo mostrou, paradoxalmente, que a filiação a um sindicato afeta de forma significativamente negativa a satisfação dos professores com a sua profissão. É o preço a pagar pelo aumento salarial.
O outro estudo que conheço sobre o tema é do alemão Ludger Wossmann, que comparou dados de 260 000 alunos em 39 países. Uma de suas conclusões é que naquelas escolas em que os sindicatos têm forte impacto na determinação do currículo os alunos têm desempenho significativamente pior (todos os estudos mencionados aqui estão na íntegra em twitter.com/gioschpe).
Quando ouvir um membro desses sindicatos se pronunciando, portanto, é mais seguro imaginar que suas reivindicações prejudicam o aprendizado do que o contrário. E, especialmente quando a questão for salarial, é preciso levar em conta que não apenas os professores são beneficiados por seu aumento, como os sindicatos também, já que são mantidos por cobranças determinadas através de um porcentual do salário.
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Evangélicos investem nas eleições e ganham legitimidade, mas é preciso relativizar sua força, diz pesquisadora
O núcleo de pesquisa Religião, Gênero, Ação Social e Política, ligado à UFRJ, está realizando uma ampla pesquisa com líderes de igrejas evangélicas pentecostais. O objetivo é conhecer suas visões e atitudes em relação a temas como movimentos sociais, agências governamentais e sistema partidário. Entre os coordenadores do estudo, encontra-se a socióloga e professora Maria das Dores Campos Machado, que tem se dedicado a ouvir as lideranças, além de analisar seus pronunciamentos, entrevistas, debates.
Analisando o que viu, leu e ouviu até aqui, ela observa que os grupos religiosos estão recorrendo cada vez mais à política para ampliar sua capacidade de influência na sociedade e fortalecer suas igrejas. A marcante presença deles nas eleições municipais deste ano confirma essa tendência. De maneira geral, o projeto do grupo tem tido sucesso, mas é preciso relativizar a sua força. O poder de fogo evangélico é menor do que o apregoado, segundo a pesquisadora.
Um levantamento sobre os candidatos à Câmara, em São Paulo, apontou a presença de 15 pastores na disputa por uma vaga de vereador. A que a senhora atribui o aumento da presença de evangélicos nas eleições?
A política constitui um meio para dar legitimidade ao grupo e retirar os evangélicos do lugar de discriminação em que se encontravam. No passado, toda pequena cidade do País tinha como autoridades o prefeito, o juiz, o delegado e o padre. O pastor era discriminado.
Mas hoje não é mais assim.
O quadro está mudando. Chama a atenção, nas conversas com as lideranças evangélicas, as referências que fazem aos convites que recebem de prefeitos, que desejam falar de suas obras, prestar contas. Uma pastora me disse que antes os evangélicos eram considerados como gentinha, grupos de fanáticos, mas hoje começam a ser vistos como atores políticos.
O que muda com a conquista dessa nova posição?
Historicamente, os evangélicos sempre tiveram uma entrada forte na educação, por meio de universidades, colégios, como o Mackenzie em São Paulo. Nunca houve uma difusão forte de seu trabalho no campo da assistência social. Nos últimos anos, porém, ocorreu um deslocamento também para essa área, da assistência. À medida que entram na política, que fazem alianças com o Executivo, tanto no nível municipal quanto estadual e federal, os evangélicos também começam a obter verbas da assistência social, antes destinada somente a grupos católicos e espíritas.
Estão ampliando o leque de interesses?
O recém-criado Partido Ecológico Nacional está associado à Assembléia de Deus. Muitos pastores fizeram coleta de assinaturas para a formação do partido, numa indicação de que a agenda política do grupo está sendo refeita. A mobilização em torno da questão ambiental significa que não estão mais interessados apenas na discussão do volume de decibéis que pode ser emitido pelas igrejas ou na oposição ao casamento homossexual. Novos temas estão sendo absorvidos pelos grupos evangélicos.
Também ampliaram o campo de alianças políticas?
Para ganhar posições e aumentar sua força política, eles ficaram mais abertos. O PRB, que tem ligações com a Igreja Universal, com o ministro Marcelo Crivella, tem como candidato em São Paulo um católico, o Celso Russomano. Isso significa que quando a igreja ajuda, quando se empenha na criação de um partido, desde a coleta de assinatura, ela não irá exigir necessariamente que o partido fique restrito, fechado àquela igreja. É um jogo destinado a ganhar espaço.
Esse aumento da confiança política está relacionado às eleições de 2010?
Sim. Eles têm consciência de que agora são mais respeitados. Citam muito o acordo que fizeram naquela eleição com a então candidata Dilma Rousseff, do PT, e lembram que esse acordo tem sido respeitado. Conforme o combinado, o governo Dilma não apresentou nenhuma proposta relacionada ao aborto.
O IBGE apontou o crescimento da população evangélica. Isso significa um aumento automático da força política desse grupo?
É preciso relativizar um pouco essas informações. Observe os números da pesquisa do Instituto Datafolha sobre a Marcha Para Jesus. Eles mostram que o evento, assim como a Parada Gay, reúne uma quantidade de pessoas muito menor do que a divulgada pelos organizadores. Não são quatro ou cinco milhões de participantes como se alardeia. Estou dizendo isso para relativizar, mostrar que, embora exista uma grande capacidade de mobilização, ela é menor do que a apregoada. Outro exemplo disso são os grandes templos que estão sendo construídos, as catedrais evangélicas Assim como as catedrais católicas da Idade Média, elas têm um efeito espetacular, são capazes de impressionar as pessoas do lado de fora, mas, se você entrar, verá grandes espaços vazios, não utilizados.
O IBGE também mostrou um aumento no número de evangélicos que não estão ligados a igrejas.
Isso é resultado do crescimento númerico da população evangélica. À medida que o grupo cresce muito, os laços com a igreja se afrouxam, a capacidade de controle diminui, as normas se tornam mais flexíveis em relação às roupas, ao comprimento do cabelo, ao uso do véu. O grupo vai perdendo o diferencial, se tornando mais parecido com o conjunto da sociedade. Isso acontece com todas as religiões.
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Programa Petrobras Esporte e Cidadania
Tenho motivado alguns líderes de projetos sociais que usam o esporte como ferramenta para ensinar princípios de cidadania e o evangelho, para cuidarem da parte legal de sua Associação. Além disso, é necessário investir em esportes olímpicos que serão foco de patrocínio crescente nos próximos anos. A inclusão de modalidades femininas é oportuna pois elas carecem de oportunidades nas igrejas, clubes e comunidades. A organização Embaixadores do Rei, presente em muitas igrejas, é um bom exemplo de como temos potencial para realizar e incluir crianças e rapazes de nossas comunidades. Ela foi resultado do Cristianismo muscular que veio para o Brasil assim como a ACM (Associação Cristã de Moços).
A Petrobras anunciou em 21/08/2012, os projetos de esporte educacional contemplados na Seleção Pública do Programa Petrobras Esporte & Cidadania. Foram selecionadas 32 iniciativas de 17 estados brasileiros, que receberão R$ 30 milhões durante dois anos. Os projetos são voltados para a inclusão social e o desenvolvimento humano de crianças e adolescentes por meio de atividades esportivas.
Por região, o Sudeste está representado por 12 projetos, o Nordeste por oito, a região Sul por cinco, os estados do Norte por quatro, e o Centro-Oeste, por três. Foram inscritos pela internet 892 projetos de todo o país. Após uma primeira triagem, que verificou os documentos enviados, 436 projetos passaram por comissões de avaliação compostas por representantes do governo, da sociedade civil, da imprensa e da Petrobras. Depois das diversas etapas de avaliação, foram selecionados 32 projetos que mobilizarão aproximadamente 45 mil participantes diretos. Veja a lista completa dos selecionados no site: www.petrobras.com.br/ppec.
O Programa Petrobras Esporte & Cidadania foi construído em alinhamento com a Política Nacional do Esporte, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro e contribuir para a democratização do acesso popular a práticas desportivas.
Até 2014, serão investidos cerca de R$ 265 milhões em quatro segmentos – Esporte de Rendimento, Esporte Educacional, Esporte de Participação, Memória do Esporte – que contemplarão crianças, adolescentes, atletas e diversos outros profissionais relacionados ao mundo do esporte.
A Seleção Pública de Projetos Esportivos Educacionais é parte das ações do Programa Petrobras Esporte & Cidadania, no segmento Educacional. Em 2011, a Seleção destinou recursos para projetos esportivos alinhados aos princípios de inclusão, construção coletiva, educação integral, diversidade e autonomia. As Caravanas Esportivas são oficinas livres e gratuitas para a capacitação das instituições na elaboração do projeto. Aproximadamente três mil participantes passaram pelas oficinas, em 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.
Foram aceitos projetos sob responsabilidade de pessoas jurídicas de direito público ou privado sem finalidade econômica e de natureza esportiva (cujo ato constitutivo disponha expressamente sobre sua finalidade esportiva), com pelo menos 01 (um) ano de funcionamento.
Os Centros Petrobras de Referência Esportiva são resultados de parcerias com instituições da sociedade civil com o propósito de contribuir para o fortalecimento e qualificação das práticas de esporte para crianças e adolescentes. Representam espaços de construção, implementação e disseminação de metodologias e práticas esportivas educacionais, que reconhecem o esporte como um fator de desenvolvimento humano e transformação social. Atuam, enquanto espaços de referência e exemplaridade, como pólos articuladores de redes de esporte educacional, nas quais se concretizam as trocas de saberes e experiências de cada um dos atores envolvidos. Até 2012, serão sete Centros espalhados por todo o país como o existente na Comunidade da Mangueira, Rio de Janeiro.

Puderam candidatar-se projetos em andamento ou em fase de planejamento que tenham como foco o esporte educacional. O Processo Seletivo foi desenvolvido em três etapas:
• Triagem Administrativa;
• Avaliação dos Projetos;
• Conselho Deliberativo.
As equipes de Seleção Pública foram integradas por especialistas da Petrobras e representantes do governo, da academia, da sociedade civil e da imprensa. O Processo Seletivo buscará uma abrangência nacional dos projetos aprovados, procurando contemplar, no mínimo, três projetos por região do país. Projetos que trabalhem com mais de uma modalidade esportiva serão priorizados nas situações de empate técnico.
Projetos que trabalhem com as modalidades previstas no segmento de rendimento do Programa Petrobras Esporte & Cidadania (esgrima, boxe, taekwondo, levantamento de peso e remo) serão priorizados nas situações de empate técnico, em qualquer uma das fases.
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Pelo uso restrito e controlado do amianto na produção e consumo no Brasil
A discussão é antiga sobre a proibição do amianto na exploração e fabricação de produtos no Brasil. Parece que o risco é inegável mas, de certa forma, exagerado. Algumas empresas, cidades e estados brasileiros já proibiram a utilização do amianto.Na Petrobras, tivemos dificuldade (mas conseguimos) para adequar as tabelas de juntas de amianto antigas, especificadas para as antigas Unidades Industriais, para materiais mais seguros, nem tanto confiáveis (testados) e mais custosos.
O problema é que a substância está dispersa e presente em diversas utilizações da vida moderna. A disputa pelo uso de novos produtos e o pagamento por suas patentes traz influência nesta discussão entre países em desenvolvimento com mineral barato e consumo em expansão contra países com alta tecnologia e baixo consumo.
Um estudo inédito realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sobre o banimento do amianto na construção civil brasileira e seu impacto econômico, mostra que o país está preparado para substituir esse mineral, banido em quase 60 países e considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde, que sugere o uso de materiais alternativos. Intitulado “Avaliação do Impacto Econômico da Proibição do Uso do Amianto na Construção Civil no Brasil”, o trabalho é o primeiro realizado por uma universidade brasileira e tem como objetivo apresentar aspectos técnicos e comerciais sobre o impacto do amianto, desde sua extração, passando pela cadeia de transformação, comércio e transporte.

Realizado pelos professores Ana Lucia Gonçalves Silva e Carlos Raul Etulain, e com convênio de cooperação técnica da Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Fibrocimento (Abifibro), o trabalho da Unicamp reconhece que o amianto de qualquer espécie é cancerígeno. O estudo aborda a história do amianto no Brasil e retrata o panorama econômico em torno do mineral – produção nacional (Brasil está entre os maiores do mundo), consumo aparente, comércio exterior, indústrias que utilizam o mineral, entre outras informações.
O estudo também fala sobre a lei federal brasileira que dita o uso controlado do amianto e dos estados e municípios que atuam com legislação própria de banimento do mineral. Também reconhece que o Brasil já conta com tecnologia e insumos eficientes e recomendados para a substituição do amianto em suas aplicações como no fibrocimento. Diante deste cenário, a Unicamp atesta que o Brasil deve fazer parte, como um país em busca do desenvolvimento sustentável, da lista de países que baniram o amianto de suas atividades produtivas.
Outros países da América Latina baniram o uso do amianto no início do nosso século, como foi o caso do Chile e da Argentina em 2001, do Uruguai em 2002 e de Honduras em 2004. O Brasil pode ser o primeiro país do BRIC a posicionar-se contra o material.
A Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Fibrocimento (Abifibro), que acompanhou e contribuiu com informações para a realização desse estudo, trabalha para que o Brasil cumpra seu compromisso do banimento do uso dessa fibra, conforme disposto na convenção 162 da Organização Internacional do trabalho (OIT), da qual o é signatário. “Cada vez mais o mundo pede por atitudes sustentáveis, tanto do poder público, quanto do privado e o Brasil, que tem ganhado cada dia mais projeção internacional, seja por sua atuação econômica, seja em função de inovação e tecnologia, não pode ficar fora disso”, afirma o presidente da Abifibro, João Carlos Duarte Paes.
Para ler o estudo na íntegra, clique aqui.
Para que serve o amianto?
O amianto é resistente ao calor e ao fogo. Além disso, o material é resistente e barato, por isso pode ser usado de diversas formas. Ele pode ser misturado ao cimento para fabricação de tetos e pisos. Também é utilizado em canos, tetos, freios, entre outros.
O amianto é perigoso?
Fragmentos microscópicos de fibras de amianto são potencialmente perigosos quando inalados e podem provocar doenças respiratórias:
- Câncer de pulmão, que é o mais comum em pessoas expostas ao amianto;
- Mesotelioma, uma forma de câncer no peito que praticamente só ocorre em pessoas expostas ao amianto;
- Asbestose, uma doença que causa falta de ar e pode levar a problemas respiratórios mais graves.
Onde o amianto é usado?
Em países da União Europeia, na Austrália e em mais de 20 países, o amianto branco é proibido. Ele é limitado a quantidades pequenas nos Estados Unidos e no Canadá. Os maiores consumidores são China, Índia e Rússia. Os maiores exportadores são Rússia, Cazaquistão, Brasil e Canadá.
E no Brasil?O amianto é amplamente produzido e usado no Brasil, apesar de alguns esforços isolados para se banir a substância. O Brasil é o terceiro maior produtor e exportador de amianto, que é vendido para países como Colômbia e México. O país também é o quinto maior consumidor do produto. As 11 empresas que trabalham com o produto empregam mais de 3,5 mil pessoas diretamente e movimentam R$ 2,5 bilhões por ano.
O amianto pode ser usado de forma segura?
Alguns especialistas afirmam que o amianto branco traz menos risco à saúde do que o amianto azul e marrom, mas mesmo empresas que vendem a substância dizem que os trabalhadores devem evitar inalar o ar com o produto. Nos Estados Unidos, as fábricas precisam se certificar de que existe menos de 0,1 partículas de amianto por centímetro cúbico de ar.
Como os trabalhadores podem se proteger?
Eles podem usar roupas protetoras e máscaras para respiração. Outra medida é reduzir o nível de poeira nas fábricas com ventiladores, aspiradores e água, mantendo o ambiente mais úmido.
Familiares de trabalhadores também correm risco?O maior grupo de risco são os trabalhadores expostos por muito tempo. No entanto, há casos de esposas que morreram de doenças relacionadas ao amianto por manejarem as roupas sujas do marido. Filhos de trabalhadores também já morreram pelo mesmo motivo.
Quanto tempo leva para que se contraia uma doença relacionada ao amianto?A asbestose pode surgir em uma década após exposição inicial ao amianto, mas em muitos casos ela demora ainda mais. O mesotelioma pode surgir em 30, 40 ou até 50 anos após a exposição. Médicos dizem que pacientes diagnosticados com mesotelioma tem menos de cinco anos de expectativa de vida.
A pressão de grandes grupos econômicos, que fazem do Brasil um dos maiores produtores mundiais de amianto, é apontada como um dos principais motivos para que o uso desse mineral ainda seja permitido no país.
A avaliação é de Guilherme Franco Netto, diretor de saúde ambiental do Ministério da Saúde e especialista em saúde pública. Segundo ele, “questões econômicas” favorecem a produção e o consumo de amianto no mercado brasileiro.“Nosso trabalho tem sido o de mostrar ao mercado e a setores do governo o mal que essa substância pode causar à saúde das pessoas. Mas sabemos que existe uma tensão nesse debate, já que o Brasil é um grande produtor mundial”, disse o especialista em entrevista ao programa Business Daily, da BBC.
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Perfil dos candidatos – Eleições 2012
Muitas greves ocorrem em períodos próximos às eleições municpias ou estaduais/federais. Muitas deles tem pleitos legítimos. Mas a proximidade cada vez mais frequente de eleições torna seus efeitos questionáveis.
Uma parte considerável de mão-de-obra concursada e contratados ficam disponíveis para atuar nas campanhas eleitorais. No Perfil dos candidatos, encontramos muitos servidores públicos.
Com 30 partidos políticos, várias Centrais sindicais e milhares de sindicatos, a população fica sem opções confiáveis.
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Quando Consórcios contratam ou compram para Obras e Governos: comemoração antecipada.
Estimativa do próprio setor, o negócio de assentos para os estádios da Copa do Mundo deve movimentar em torno de R$ 200 milhões até 2014. Nos 12 estádios que estão sendo construídos ou reformados para o Mundial, avalia-se que sejam usadas cerca de 600 mil cadeiras. O modelo adotado por empresas estrangeiras com interesse em concorrer ao fornecimento de assentos é o de parceria com marcas nacionais. Em avaliação da empresa Bluecube em junho, para a Folha, a estimativa era ao menos 20 concorrentes, entre nacionais e estrangeiros.
A brasileira Marfinite, por exemplo, resolveu disputar o fornecimento sozinha, sem parceria com grupo do exterior. A empresa já tem acordo para trabalhar com o novo estádio do Grêmio, em fase final de construção, e vendeu assentos para o estádio do Engenhão, no Rio. Em janeiro, a Folha mostrou que a Marfinite havia contratado Ronaldo e sua empresa de marketing, a 9ine, para ter “entendimento do mercado esportivo”.
Como a a fabricação das cadeiras para os estádios da Copa, no país, é isenta de tributos, empresas brasileiras especializadas em mobiliário para outros setores, como de escritório ou para aeroportos, por exemplo, procuraram parcerias com grupos estrangeiros para conseguir concorrer com chance de vitória. Foi o caso da Giroflex, que se associou com a alemã Eheim e com outra polonesa.
Durante a comemoração dos 62 anos do estádio, em junho, operários e convidados foram convocados a testar os modelos. Acostumados a acompanhar os jogos de dentro de campo ou à beira do gramado, Carlos Alberto Parreira, Alexandre Torres, Carlos Alberto Torres e Ricardo Rocha foram alguns dos que participaram do teste.
A fabricante italiana Bertele – confeccionada de fibra de vidro e instalada em blocos – desponta como favorita. Apesar de mais cara em relação às concorrentes, é a que mais agradou representantes do governo do Rio de Janeiro, incluindo o governador Sérgio Cabral. O modelo italiano ganhou o voto de Parreira.
- Testamos alguns modelos. Realmente o italiano é o melhor no que diz respeito a conforto, designer e beleza, mas também é o mais caro. Até comentei com o Pezão (vice-governador do Rio de Janeiro) que o Maracanã merece o melhor. Não se compra cadeiras todos os dias. É só uma vez – disse o ex-técnico da seleção brasileira, campeão mundial em 1994.
Além da marca italiana, a fabricante brasileira Giroflex corre por fora. A empresa nacional tem uma parceria com fabricantes da Alemanha e da Polônia e ofecere o modelo usado na Allianz Arena, em Munique, na Alemanha – palco da decisão da Champions League deste ano. Apesar de também ter agradado, a chinesa Dafeng – a mais barata – já foi praticamente descartada pelo governo.
O alto valor das cadeiras italianas pode ser o motivo do atraso uma definição sobre o assunto. No mês passado, o presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP), Ícaro Moreno, disse que até o final de junho o governo anunciaria a compra dos assentos. Até o momento, no entanto, o governo não concluiu a aquisição. Caso os valores superem os previstos na licitação de reforma do Maracanã, será necessário realizar um novo aditivo ao contrato de reforma do estádio.
Representantes da Bertele estão no Rio de Janeiro desde a última sexta-feira. Eles teriam um encontro com os responsáveis pelo Maracanã no sábado pela manhã, mas a reunião foi adiada para esta semana e deve acontecer nesta sexta-feira.
Seja qual for a marca escolhida, o Maracanã seguirá as recomendações da Fifa e terá quatro modelos diferentes entre seus aproximadamente 78 mil novos assentos: General Admission (público em geral), Hospitalidade (dentro ou fora dos camarotes), VIP e VVIP.
Enquanto escolhe a fabricante e os modelos, o governo do Rio de Janeiro já definiu as cores dos assentos. O palco da final da Copa do Mundo de 2014 terá cadeiras brancas, azuis e amarelas. Contando com o verde do gramado, formarão as cores da bandeira brasileira. Antes da obra de modernização para 2014, o Maracanã também tinha cadeiras brancas, verdes, amarelos e azuis espalhadas pelos setores.
Arquivado em Dinheiro e coração





















