Arquivo do mês: junho 2012

Evangélicos no Brasil já são quase 25%

No meu livro Missão da Igreja: dimensões e efeitos, na página 110, tinha previsto que teríamos 25% de evangélicos no Brasil. O IBGE divulgou, nesta semana, os resultados do Censo 2010 confirmando a consistente expansão das igrejas evangélicas no Brasil. É bom lembrar que em 2010, a divulgação da doutrina espírita alcançou seu máximo através de filmes e novelas. Preocupa o aumento progressivo daqueles que se declaram sem religião chegando a 8%.

No Pnad 2006, a renda média dos que se declaram espíritas se chamava a atenção. Diante de outras pesquisas realizadas em grandes empresas, percebo que há uma cadeia de estímulo para entrada de espíritas em Estatais e grandes empresas. Talvez, os valores mais conservadores e “questionadores” dos evangélicos incomode quem ainda está na liderança das empresas brasileiras.

O censo demográfico realizado em 2000, pelo IBGE, apontou a seguinte composição religiosa no Brasil: 73,8% dos brasileiros (cerca de 125 milhões) declaram-se católicos; 15,4% (cerca de 26,2 milhões) declaram-se evangélicos (evangélicos tradicionais, pentecostais neopentecostais); 7,4% (cerca de 12,5 milhões) declaram-se sem religião, podendo ser agnósticos, ateus ou deístas; 1,3% (cerca de 2,3 milhões) declaram-se espíritas; 0,3% declaram-se seguidores de religiões tradicionais africanas.

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No Brasil, são 30 partidos políticos. A maioria deles servem aos 3 grandes.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nova regra permitindo a candidatura dos chamados ‘contas-sujas’, que são os políticos que tiveram a contabilidade da campanha anterior reprovada pela Justiça Eleitoral. O voto de Antonio Dias Toffoli livrou a cara de mais de 20 mil políticos que tiveram contas de campanhas anteriores reprovadas. O voto do ministro já era antevisto por muitos porque se deu no julgamento de um recurso apresentado pelo PT, com o apoio de 17 partidos.

Karl Barth nasceu em Basileia, Suíça, em 10 de maio de 1886. Era filho de Fritz Barth, um ministro reformado e professor de Novo Testamento e História da Igreja na Universidade de Berna, na Suíça, e Anna Sartorius. Ele recebeu sua educação inicial como membro da Igreja Reformada Suíça por seu pastor, Robert Aeschbacher. Participou de ações políticas e ajudou a organizar um sindicato. Em 1915, filiou-se ao Partido Social-Democrata. Mas, com o início da I Guerra Mundial, Barth viu sua fé liberal abalada, assim como seus ideais socialistas.

Consciente do paganismo e do ocultismo que dava base à ideologia nazista, Barth levanta sua voz contra o partido dos “cristãos alemães”, grupo de pastores da Igreja Evangélica da Alemanha, maior denominação protestante do país, que tinham como alvo a criação de uma igreja cristã “compatível com os ideais germânicos” – entre eles, a destruição do cristianismo histórico, a retirada da Bíblia de tudo aquilo que fosse considerado de inspiração excessivamente judaica e a construção da figura de um Jesus conquistador e ariano. Em inúmeros sermões e impressos – como a Declaração de Barmen, em co-autoria com Bonhoeffer e Martin Niemoller –, o teólogo suíço enfatizava que apenas Cristo é o Senhor absoluto da Igreja, não cabendo tal privilégio a nenhum Estado, partido ou líder. Nascia a Igreja Confessante, grupo evangélico de resistência a Hitler.

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Um clamor de oração. Um olhar furtivo.Um final feliz.

Um golpe do acaso fez com que Brenda Gabriela da Silva, 4, fosse encontrada. Ela havia se perdido da mãe, Geisa Maria da Silva, 31, num culto da igreja Deus é Amor, em São Paulo, em meio a uma multidão. Problemas de uma Mega-igreja que comemorava os 50 anos de ministério de seu fundador, Davi Miranda. O sequestrador passou 15 dias com a menina para usá-la como meio de convencimento para facilitar sua mendicância.

Na segunda-feira, Alex Ramos Carvalho, vizinho da família na Mooca, viu Brenda no colo de um desconhecido. Ela apontou o dedo para Alex, que logo a reconheceu.Segue o testemunho do rapaz: “Conheço Brenda desde que nasceu. É que somos vizinhos. Meu padrasto, que é pintor, foi à Bahia. Minha mãe, empregada doméstica, morreu quando eu tinha 12. Meu pai nem sei quem é. No fim de semana estive em Aparecida, com amigos. Fizemos uma corrente na sala dos milagres para essa menina. Levei até uma foto. Às vezes, toco bateria na igreja, mas não sou religioso.

 

Estava conversando com minha patroa sobre a viagem quando olhei pra rua e vi a Brenda apontando o dedo pra mim. Magra, suja, de touca e com o cabelo recortado. Foi um milagre, era para eu estar no depósito. Aí até brinquei: “Essa é a menina que sumiu”. A patroa falou: “Não é ela não”. Daí, pedi permissão e saí. Fui correndo e encontrei os dois parados na lanchonete ao lado, pedindo comida. Nervoso, falei alto: “Essa menina você roubou”. O desconhecido, que parecia um morador de rua, respondeu: “Não, é minha filha, vou buscar o RG dela na carroça”. Daí, de repente, ele saiu correndo. Agarrei a menina para ele não levar.

Quando ele foi embora, ela começou a chorar, acho que com medo de ficar sozinha. O pessoal saiu atrás, mas não conseguiu pegá-lo. Uma mulher acalmou a menina. O PM veio e pegou meu RG. Falei: “E agora? E se não for a menina?” Perguntamos seu nome e ela respondeu. Mas foi pela TV que eu soube que era ela mesmo, quando o PM apareceu dando entrevista. Meu patrão comentou: “Você a achou, mas olha quem está recebendo saudação”. E o pior, dizia que a achou numa outra rua. Fui à delegacia e falei que o rapaz estava mentindo. Quando o encontrei, ele disse que já tinha falado tudo e não precisava de mais nada. Mas o circuito de câmeras da loja registrou a cena inicial, e quando mostrei ao delegado, começou a confusão toda de novo. Assinei um boletim de ocorrência. (Questionado pela Folha, o delegado Paulo Cesar de Freitas, do 6º DP, no Cambuci, diz desconhecer a confusão). É claro que me senti um herói. Mas por várias vezes já chamei ambulância para ajudar, quando vi acidente na rua. Meu sonho era ser bombeiro, mas vai ser difícil. Às vezes, fico pensando na vida, vem tudo, o serviço, minha mãe, esse negócio da alfabetização, caramba, tudo numa pessoa só, ****. Para mim tudo continua na mesma. Quem agora precisa se salvar sou eu.

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Duda Mendonça, Maluf e mensalão

Segundo a revista IstoÉ, parte da nova documentação analisada pelo Supremo atinge diretamente um importante dirigente petista que havia permanecido incólume durante todo o escândalo do Mensalão e que só agora tem seu nome envolvido na rede de corrupção. Trata-se do atual coordenador da campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ex-prefeito de Belo Horizonte (2005-2008), Fernando Pimentel.

No processo 2008.38.00.012837-8, que investiga os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas e tramita sob sigilo na 4ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais e agora foi anexado ao caso do STF, ele é apontado como um dos operadores da remessa ilegal de recursos para o Exterior, depois usados para pagamentos de dívidas do PT com o publicitário Duda Mendonça. Nesse processo, o procurador da República Patrick Salgado Martins mostra as relações de Pimentel com o empresário Glauco Diniz Duarte e com o contador Alexandre Vianna de Aguilar. Ambos, segundo o Ministério Público Federal, enviaram ilegalmente para os Estados Unidos cerca de US$ 80 milhões.

Parte desse dinheiro, como afirma o procurador, teria sido destinada às contas de Duda Mendonça, um dos personagens centrais do escândalo do Mensalão. Em 2005, depois que o caso se tornou público, o publicitário admitiu que mantinha uma conta com R$ 10 milhões não declarados nos EUA, em nome da Dusseldorf Company. Foi dinheiro que o publicitário reconheceu ter recebido como pagamento de campanhas feitas para o PT.

Em julho do ano passado, o Ministério Público Federal pediu, nas alegações finais, a condenação de Duda e Zilmar pelos dois crimes. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sustenta que há muiotas provas de que eles receberam no Brasil e no exterior mais de R$ 10 milhões do esquema comandado pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, a mando da cúpula do PT. No depoimento mais dramático da CPI dos Correios, em agosto de 2005, Duda Mendonça admitiu ter recebido parte da dívida da campanha presidencial de Lula em recursos pagos fora do País via caixa dois.

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Um “homem morto” é um dos 12 candidatos à Presidência da Índia

Um “homem morto” é um dos 12 candidatos à Presidência da Índia. Na verdade, Santosh Kumar Singh, de 32 anos, não morreu. Ele foi declarado “morto” pelos familiares depois de ignorar o sistema de castas do país e decidir se casar com uma Dalit (considerada intocável).

Santosh (foto abaixo) escreveu ao premier indiano contando o seu drama, mas não obteve resposta. Então decidiu colocar o seu nome na cédula eleitoral para, com ela, ter um documento oficial que comprove que está vivo. “Alguns familiares, com a ajuda da polícia, tomaram os meus 12 acres de terra”, disse o indiano, de acordo com o “Telegraph”.

A situação é mesmo inusitada. Quando foi à polícia denunciar a própria “morte”, Santosh ouviu de um policial que ele teria que cometer um crime para ter um documento das autoridades.  A eleição se aproxima, mas Santosh ressalta não ter a menor intenção de ser presidente. “Tudo o que eu quero é provar que estou vivo”, declarou. A Índia é parlamentarista, mas elege também um presidente, que é o chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas.

Can a “dead person” run for president of his land of birth? In India, a cook already considered dead 9 years ago is running for president in the polls next month.

Santosh Kumar Singh, 32, left his place in 2000 for work in Mumbai. 3 years after, he returned with his beloved wife to present her to his relatives, but they drive him away instead calling him a disgrace, he said. They have succeeded in filing my death certificate and even held funeral ceremonies to prove that I was dead, he added.

Santosh further said his 12.1 acres of land had been landgrabbed with police assistance by some of his kins. Police has kind of attacked me saying you’re dead on official papers, leave this place or genuine death will happen to you. Santosh last year filed a case with the proper court to declare null and void his death certificate but was dismissed. His mother-in-law has been blamed for consenting marriage of her daughter to a “dead person”.

He has written his case to their prime minister to no avail. And now he filed his candidacy for president with only one prayer, not to win, but to prove he’s alive as a human being in flesh and blood. And in desperation, he said that if the government cannot declare him alive, then kill him with a real death papers issued.

The root cause of Santosh misfortune is a quarrel between him and his high caste relatives over his marrying a Dalit woman which is not of their liking. His relatives have succeeded in venting their anger on this hapless cook to the extent of declaring him dead for 9 years.

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Yes, importamos lixo.

Porque muita sucata do resto do mundo vem parar aqui? Temos uma grande demanda por lixo reciclável, muito maior do que produzimos. E muitas empresas de importação lucram com isso. O comércio global de lixo tem regras internacionais desde 1992. A Convenção da Basiléia, firmada na Suíça, restringe a exportação de lixo tóxico mas libera a de materiais usados para reciclagem. A lei brasileira segue a mesma linha.

“Trazemos essa sucata de fora porque existe uma demanda muito forte no país por essa sucata e a oferta de lata usada de alumínio é menor que a demanda. Por isso a importação”, explica o gerente de fábrica de alumínio Marcelo Csuka.

Suco de El Salvador, cerveja dos Estados Unidos e até de Cuba. O Brasil importa todo esse lixo e paga muito bem por ele. Uma tonelada de lata de alumínio usada chega a custar R$ 2,6 mil.

A indústria de plástico é outra que importa sucata. Os flocos de pet viram tecidos, vassouras e embalagens. As empresas compram pet usado de outros países porque no Brasil apenas 60% das garrafas são coletadas.

O Ministério do Comércio Exterior, que libera a licença de importação, não vê problemas na compra da sucata.

“Alguns desses itens são insumos essenciais para simplificar o processo produtivo, principalmente de siderúrgicas. Tanto assim que alguns países criam dificuldades para exportação desses itens”, afirma o secretário de comércio exterior Welber Barral.

O Brasil produz por ano 170 mil toneladas de resíduos da indústria têxtil. São retalhos de calças, camisas e meias que poderiam ser reaproveitados por outras indústrias. No entanto, mais de 90% dos restos de tecido são descartados incorretamente, de acordo com a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).

Porto Suape – Pernambuco. Uma carga com lixo hospitalar vinda dos Estados Unidos, identificada como ‘tecidos com defeito’, foi apreendida pela Polícia Federal em Onze de outubro de 2011.

Porto de Itajaí – Santa Catarina. Cerca de 60 toneladas de carga identificada como aparas de plástico para reciclagem foi interceptada, e na realidade continha lixo misturado, insetos e materiais em estado de decomposição em setembro de 2011.

Porto de Rio Grande – Contêineres com 22 toneladas de resíduo domiciliar oriundo da Alemanha foram apreendidos em agosto de 2010. A carga deveria conter aparas de polímeros de etileno para reciclagem.

O que há de semelhante nestes casos?
Países desenvolvidos mandam seu lixo disfarçado para importadoras brasileiras que utilizam material para reciclagem.

É tão absurdo acreditar que de fato os países ditos ‘desenvolvidos’ ainda nos encaram como latrina para seu lixo. E ainda utilizam o discurso verde para barrar importação de produtos brasileiros. Também é muito absurdo ver que, com tanta geração de resíduos no país, ainda precisamos importar resíduos para reciclagem. Mesmo com o avanço do discurso da reciclagem, apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos, há tanto tempo discutida e finalmente aprovada, não somos capazes de atender esta demanda?

O Brasil importou, oficialmente, mais de 223 mil toneladas de lixo entre 2008 e 2009, a um custo de US$ 257,9 milhões. No mesmo período, deixou de ganhar cerca de US$ 12 bilhões ao não reciclar 78% dos resíduos sólidos gerados em solo nacional e desperdiçados no lixo comum por falta de coleta seletiva – o País recicla apenas 22% do seu lixo.  A destinação do lixo urbano é uma atribuição constitucional das prefeituras, mas apenas 7% dos 5.564 municípios brasileiros têm coleta seletiva. Mesmo importando, as 780 empresas de reciclagem brasileiras, hoje, atuam com 30% da capacidade ociosa por falta de matéria-prima.

“A falta de coleta seletiva abre espaço para a importação de lixo, inclusive ilegal”, diz o presidente da Cempre, Francisco de Assis Esmeraldo. Em 2008, a reciclagem de plásticos faturou R$ 1,8 bilhão e criou 20 mil empregos diretos. Mas, apenas 21% do produto encontrado no lixo do Brasil foi aproveitado. “Gastamos milhões de dólares, na última década, para desenvolver uma indústria de reciclagem capaz de dar uma destinação para o descarte no Brasil, mas hoje cuidamos do lixo de fora, enquanto o nosso continua a lotar os aterros”, esbraveja o presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET, Auri Marçon.

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Tabíblia Periódica

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Salmo 150, uso da percussão e dança no louvor

  1. Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.
  2. Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.
  3. Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.
  4. Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos.
  5. Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.
  6. Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR.

Este Salmo é um texto que nos dá base para aceitarmos o uso de muitos instrumentos que, por vezes, são marginalizados no culto ao Senhor. Entre os mais criticados estão a bateria, as percussões e o berimbau. Traduzindo os termos do versículo – adufe é o mesmo que pandeiro e címbalos são pratos – é fácil concluir que Deus não é contra os pratos utilizados em abundância na bateria. Noutras passagens bíblicas observa-se o uso dos tambores (Gn 31:27; I Sm 10:5; 18:6; Is 5:12; 24:8).

O tamborim é outro marginalizado. Miriã, irmã de Arão, o sumo sacerdote, em Êxodo 15:20, toca tamborim e dança, juntamente com outras mulheres, louvando ao Senhor. Mais tamborins em: Jz 11:34; II Sm 6:5; Jó 21:12; Sl 68:25; 81:2. Ajuntando todos esses instrumentos tem-se uma boa escola de samba tocando música brasileira da melhor qualidade.

Conclui-se, portanto, que o fato de se proibir o uso desses instrumentos no culto ao Senhor não é porque a Bíblia condena, mas porque o homem condena. O uso ou não desses instrumentos é questão cultural. Deus quer receber o louvor em espírito e em verdade, independente do instrumento que se está usando. Em muitas etnias, quando as pessoas se convertem, elas continuam a utilizar os seus próprios instrumentos para louvar a Deus. A Bíblia é clara: louvai ao Senhor com todos os instrumentos.

O destaque à quantidade de instrumentos musicais – trombeta, harpa, cítara, pandeiro, flauta – demonstra a grandiosidade e o fervor do poema que encerra o Livro dos Salmos. Em sua análise, Raguer coloca em evidência aspectos que se ligam à performance dessa passagem: os instrumentos de sopro são típicos dos sacerdotes, por terem sido utilizados para concretizar a queda das muralhas de Jericó (Js 6:4, por exemplo); já as cordas são dos levitas (1Cr 15:24, 16,6); os demais instrumentos são tocados por qualquer pessoa – destaca-se que os pandeiros são tipicamente femininos. Essa estrutura engloba a participação de toda a sociedade para a grande comemoração que representa esse salmo final. Raguer ainda propõe que, quando a letra do salmo mencionava um dos instrumentos, os aludidos participantes do coro tocavam ou tocavam mais forte, o que amplia o som e engradece ainda mais a celebração.

Como disse Santo Agostinho sobre estes versículos: «Não se omite aqui nenhuma classe de faculdade. Todas estão alistadas na adoração a Deus». O sopro é empregado para soprar a trombeta; os dedos são usados nos instrumentos de cordas como o saltério e a harpa; e a mão inteira é empregada para golpear o adufe; os pés para se mover na dança; há instrumentos de corda; há o órgão (o ugab, syrinx) composto de muitos tubos, impondo combinação, e os címbalos, que ressoavam um sobre o outro.

Por décadas, a igreja ficou limitada a apenas louvar a Deus com músicas, quando vemos claramente nesse salmo, e em inúmeros textos bíblicos, a ordem de louvá-lo com tudo o que somos e o que temos. Geralmente pensamos muito sobre os instrumentos. É correto pensar assim, mas aqui também inclui o nosso corpo. Os movimentos de nosso corpo geram a dança, que é movimento ritmado. Os grupos religiosos que condenam o uso de batuques ou danças não possuem compreensão da expressão corporal do povo judeu em suas Festas. Além disso, querem impedir a aceitação de expressões musicais como o samba para comunicar a Grandeza de Deus para o povo brasileiro.

Também não poderíamos deixar de lembrar que a dança é um poderoso ato profético, pois com ela guerreamos (Josué 6), celebramos, ministramos cura (João 5:4), festejamos (Lucas 15.25), louvamos (2º Samuel 6.14-16) e adoramos (Êxodo 15.20). A dança é a força do nosso corpo expressar hinos, orações, canções e a Palavra. Ela nos leva a louvar e adorar intensamente a Deus com todo nosso ser. A equipe de danças deve estar principalmente empenhada em anunciar a glória e a excelência de Deus e a apresentar as boas novas do evangelho.

O problema é que o escritor adventista Bacchiocch condenou o uso de baterias e danças no louvor das igrejas: “Por exemplo, não há nenhuma maneira no qual o povo de Deus, na terra, possa louvar o Senhor “no firmamento, obra do seu poder. O propósito do salmo não é especificar o local e os instrumentos a serem usados para o louvor durante o culto divino, mas sim convidar a tudo o que respira ou emite som a louvar o Senhor em qualquer lugar. O salmista está descrevendo com linguagem altamente figurativa a atitude de louvor que deveria caracterizar o crente a toda hora e em todos os lugares. Interpretar este salmo como uma licença para dançar, ou tocar tambores na igreja, é interpretar de forma errada sua intenção.” (O cristão e a música rock, p. 33).

Os címbalos são chamados no Salmo 150:5 de siltselê shamah e tsiltselê teru`ah respectivamente, referindo-se a dois tipos de címbalos com tonalidades e ressonâncias diferentes. A Harper’s Bible Dictionary (“Music”, p. 670) informa que eram pequenos címbalos de bronze de 4 a 6″ de diâmetro. O Music in the Ancient World informa que eram um par de pratos metálicos côncavos dipostos vertical ou horizontalmete. Em excavações de Hazor e Megido, foram encontrados vários tipos de címbalos de diâmetros entre 3 a 10 cm.

O Dr. Vilson Scholz, da SBB, opinou sobre o salmo: [...] O texto hebraico traz a palavra “tôf” que, em Êxodo 15.20, foi traduzida por “tamborim”. Vejo que um grande número de traduções – a rigor, todas as que pude consultar rapidamente – trazem um termo parecido com “adufe” ou “tamborim”. Poderia ser, também, pandeiro. Às vezes essa palavra, que ocorre 17 vezes na Bíblia Hebraica, é traduzida por tambores, tamboril. O mesmo termo ocorre também em Jz 11.34, naquele episódio da filha de Jefté. Ali é traduzida por adufe. Não há nenhuma dúvida quanto ao significado desse termo. Quanto a “adufe”, o Dicionário Houaiss registra que se trata de “um tipo de pandeiro quadrado de origem árabe, usado por portugueses e brasileiros”. Portanto, algo do contexto oriental, bem ao sabor do mundo bíblico. E, além disso, algo que os portugueses e brasileiros supostamente conhecem.

Estranho que pessoas tenham dúvidas quanto a essa tradução. O que eu tenho ouvido – e recebido em forma de crítica – é a presença da palavra “danças”, em Sl 150.4, na Almeida Revista e Atualizada. Acontece que a Almeida Revista e Corrigida, por uma razão que ignoro, traz “flautas” naquele lugar. E há uma diferença entre dança e flauta! Mas o termo hebraico é, claramente, “dança”, por mais que isto incomode algumas pessoas. E as traduções tendem a seguir na linha da Revista e Atualizada.

 Para a pergunta: “É verdadeira a afirmação de que, entre os instrumentos tocados no templo (inclusive no segundo), os adufes não mais estavam presentes?”, o Dr. Scholz argumenta: Esta é uma argumentação baseada na diferença entre o que afirmam dois textos: 2Crônicas 29.25-26 (acrescido de Ed 3.1) e Salmo 150, colocados numa suposta ordem cronológica. Há dois problemas envolvidos nessa discussão: a questão da cronologia e os argumentos tirados do silêncio.

Comecemos com a questão da cronologia. Somos nós que colocamos os textos numa sequência cronológica (na medida em que eles se apresentam sem data, no cânone) e somos nós que interpretamos o silêncio dos textos neste ou naquele particular. Se a colocação de Sl 150 após 2Crônicas é vista como fruto de pré-concepção, não menos preconcebida (e difícil de sustentar, em termos históricos) é a ideia de que Sl 150 é anterior a 2Crônicas. (Será difícil encontrar um biblista que pensa que o Salmo 150 é de “algum período pré-Santuário”. O fato de encerrar o Livro de Salmos sugere que foi escrito mais adiante, na história de Israel. Mas, de novo, não há como comprovar isso.) A colocação de Sl 150 antes de 2Crônicas se deve, não a argumentos históricos, mas ao desejo de provar que, a partir de certo momento, os tambores foram excluídos do culto, mesmo que o texto não afirme isso.

A questão do argumento do silêncio dos textos também é problemática. O fato de 2Crônicas não mencionar “adufes” não significa que não os houvesse naquele momento (tampouco que não vieram a existir ou a serem usados depois; é possível que, no período posterior a Ezequias, os adufes foram incluídos entre os instrumentos usados no culto).  Mas o mais importante é que um texto não “desmente” o outro abertamente. Se 2Crônicas dissesse, com todas as letras, “revogando o que havia anteriormente, conforme o Sl 150”, o problema estaria resolvido. Acontece, porém, que o texto não diz isso. Tampouco o Sl 150 diz: “aumentando a lista de 2Crônicas”. Assim, do mesmo modo como é possível argumentar a favor da sequência: “presença de adufes” (Sl 150) seguida de “ausência de adufes” (2Crônicas), é igualmente possível argumentar pela sequência “ausência de adufes” (2Crônicas) – “presença de adufes” (Sl 150). Os textos, em si, não estabelecem um diálogo; quem os coloca lado a lado é o intérprete. E, em termos históricos, a sequência 2Crônicas – Sl 150 é mais crível do que a sequência contrária.

A rigor, temos textos bíblicos que mencionam os adufes e textos que não os mencionam. E não temos nenhuma indicação no sentido de que, a partir de certo momento, adufes não podiam mais ser usados. Na medida em que esses instrumentos são citados, são lícitos (ou eram lícitos em determinado momento). E enquanto não se disser, no texto bíblico, que não são lícitos, não podemos concluir que não sejam.

É claro que existem duas maneiras de argumentar (e aqui já passo à aplicação disso aos nossos dias): Primeiro, que só se pode usar o que é citado (ou ordenado) na Bíblia. Neste caso, nenhum instrumento elétrico ou eletrônico poderia ser usado! Segundo, que tudo que não é proibido na Bíblia, é lícito para uso. (Eu me identifico com este ponto de vista.) Como a Bíblia não proíbe os adufes ou tambores, que sejam usados por quem entender que é bom e possível usá-los. (É claro, há quem argumente que o Novo Testamento não ordena o uso deste ou daquele instrumento, no culto, o que poderia sugerir que não se deve usar instrumento algum. Por outro lado, o Novo Testamento não proíbe o uso de nenhum instrumento. No Apocalipse, aparecem harpas e trombetas).

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Bispo católico, diretor da Cáritas Argentina, é flagrado com mulher em praia do México

O bispo argentino Fernando María Bargalló, da Diocese de Marlo-Moreno, está sendo investigado pelo Vaticano depois de ter divulgadas imagens suas abraçando uma mulher no mar em uma praia do México. A Santa Sé abriu um processo para apurar o comportamento do sacerdote, que disse que a mulher loira que aparece nas fotos é uma “amiga de infância”.
 O religioso, que também é presidente da associação de caridade Cáritas Argentina, concedeu entrevista à emissora América 24 após a divulgação das fotos, que provocaram um escândalo no país. “Ela é uma amiga de infância, praticamente a conheço desde sempre, e as imagens só podem ser explicadas no contexto de uma longa amizade”, disse o bispo.
O caso ganhou rápida repercussão na imprensa argentina e Bargalló, titular da diocese de Merlo-Moreno, na província de Buenos Aires, foi à televisão se explicar. Ao canal a cabo América 24, o mesmo que divulgou em primeira mão a história, o bispo admitiu que de fato esteve no México com a mulher, dois anos atrás – por uma coincidência.
A divulgação das fotos causou espanto na Igreja Católica argentina. Fernando María Bargalló, 57 anos, é muito respeitado no país – ele foi escolhido pela maioria de seus colegas para presidir a instituição Cáritas, que é a ONG mais respeitada da Argentina.

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A experiência das Escolas Dominicais por um mundo sem trabalho infantil

No Brasil, em 2010, havia 3,4 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos de idade ocupados, o que representava 3,9% das 86,4 milhões de pessoas ocupadas com 10 anos ou mais de idade. A população ocupada de 10 a 15 anos equivalia a 1,9% dos trabalhadores, 1,6 milhão de pessoas. Já na faixa de 16 ou 17 anos eram 1,8 milhão (2,1% do total), caso em que o trabalho é autorizado, desde que não seja prejudicial à saúde, à segurança e à moralidade. Os adolescentes de 14 ou 15 anos só poderiam trabalhar como aprendizes. Em 2000, as crianças e adolescentes de 10 a 17 anos de idade representavam 6,0% das 65,6 milhões de pessoas ocupadas de 10 anos ou mais de idade.

O número de jovens trabalhando diminuiu de mais de 8 milhões em 1992, para os cerca de 3 milhões hoje.  Desde a década de 1990, o Brasil subscreveu a Convenção Internacional dos Direitos da Criança. Integra a rede de 25 países atingidos pelo Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC) da Organização Internacional do Trabalho (OIT). E recentemente o governo brasileiro anunciou que o Brasil poderá sediar a 3ª. Conferência Global sobre o Trabalho Infantil em 2013. Evidente que não se pode negar o papel que os movimentos sociais tiveram na deflagração desse processo desde a década de 1980, transformando o trabalho infanto-juvenil numa questão social e exigindo medidas urgentes para tratar esta situação.

Mais de 115 milhões de crianças e adolescentes no mundo, cerca de 7% da população mundial nessa faixa etária, exercem trabalhos com risco de vida, informou nesta sexta-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A maioria avassaladora dessas crianças vive na África, na Ásia e na América Latina.

Certo domingo de 1780, Robert Raikes encontrou, numa área pobre de Gloucester, um grupo de crianças maltrapilhas brincando na rua. Enquanto ele censurava severamente o grupo de delinqüentes juvenis, uma senhora que ele acompanhava a casa após o culto interrompeu-o para explicar-lhe que estes jovens violentos e impetuosos existiam porque, quando crianças foram ignorantes, pobres e sem instrução.
- “Porque, então, eles não vão à escola aprender?”, perguntou Raikes.
- “Por que não podem”, replicou ela.
- “Mas que disparate!”, disse Raikes. “Há tantas escolas particulares que oferecem instrução livre e gratuita. Porque é que estes pequenos pagãos não vão para uma delas?”.
- “Porque”, acrescentou ela, “eles trabalham em fábricas em regime de 12 horas por dia, durante 06 dias por semana. O Senhor Pode dar-me uma sugestão onde é que eles poderão ir estudar? Só os jovens de classe média, que não precisam trabalhar, é que podem freqüentar essa suas escolas”.
 Então, Raikes contratou uma equipe de quatro mulheres no bairro para lecionar em cozinhas transformadas em salas de aulas, recebendo um xelim e seis pence, cada uma. As aulas começavam às 10 horas da manhã e iam até as duas da tarde, com lições de matemática, história e inglês, com um intervalo de uma hora para o almoço. Assim, a Escola Dominical nasceu operando de forma independente das igrejas, alfabetizando e ensinando Bíblia às crianças carentes.
Depois de um período experimental, Raikes divulgou suas idéias e os resultados em seu jornal, no dia 3 de Novembro de 1783. Esta experiência foi transcrita em outros jornais. Líderes religiosos tomaram conhecimento do movimento que se espalhava. Em 1784 eram 250 mil alunos matriculados. A taxa de criminalidade de Gloucester caiu, com o advento das escolas dominicais de Raikes, de forma que em 1792 não houve um só caso julgado pela comarca de Gloucester.
Houve, no entanto, uma forte oposição ao movimento de Raikes, que era considerado por alguns líderes religiosos (por incrível que possa parecer) como um movimento diabólico, porque funcionava à parte das Igrejas e era dirigido por leigos, isto é, pessoas que não tinham formação pedagógica. O Arcebispo de Canterbury reuniu os bispos para considerar o que deveria ser feito para exterminar o movimento. Chegou-se a pedir que o Parlamento, em 1800, aprovasse um decreto para proibir o funcionamento de escolas dominicais. Achavam que este movimento levaria à desunião da Igreja e que profanava “o dia do Senhor”. Contudo, a oposição se dissipou e o movimento das escolas dominicais prosperou.
Mesmo assim, em 1787, havia 250 mil crianças freqüentando escolas dominicais na Inglaterra. Após cinqüenta anos, esse número saltou para 1,5 milhão no mundo inteiro, e cerca de 160 mil professores ministravam as aulas. Especialmente animadores são os números de Manchester, em 1835. Essa escola dominical tinha 120 professores, 117 dos quais foram estudantes da escola dominical.

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