Arquivo do mês: maio 2012
Brasileiros terão de trabalhar 150 dias para pagar impostos e taxas.
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Reforma do Código de Processo Penal, aprovado no Senado, pode incentivar consumo de drogas e criminalizar homofobia
O Plenário do Senado Federal aprovou em 7 de maio, o texto do novo Código de Processo Penal (CPP). Proveniente de anteprojeto formulado por uma comissão especial de juristas, presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Hamilton Carvalhido, o texto (PLS 156/2009) teve como relator o senador Renato Casagrande (PSB/ES). Agora, o novo CPP segue para a Câmara dos Deputados.
O anteprojeto procura adaptar-se a nova realidade social do país pois o vigente Código Penal tem a sua parte Geral com a redação da Lei 7.209/84 (com a grande reforma da Lei 9714/1998 sobre as penas alternativas) enquanto a sua Parte Especial (que trata dos crimes e das sanções) ainda é de 1940, porém com inúmeras modificações em uma verdadeira colcha de retalhos.
Condutas praticadas por preconceito contra homossexuais poderão ser criminalizadas no novo Código Penal. A comissão de juristas que elabora a proposta aprovou texto que inclui a discriminação por orientação sexual entre aquelas motivações que, sendo a razão de determinadas condutas, as tornam crimes.
“Queremos criar uma cultura de respeito, a despeito das diferenças”, resumiu o procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves, relator do anteprojeto. O artigo 1º da Lei 7.716/89 define a punição para crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A comissão estendeu a proteção, também, às mulheres, ao prever como crime condutas motivadas pela discriminação por gênero.
O texto aprovado pela comissão deixa de classificar como crime o uso de qualquer droga, assim como a compra, porte ou depósito para consumo próprio. A autora da proposta, a defensora pública Juliana Belloque, afirmou que se baseou na tendência mundial de descriminalização do uso e na necessidade de diminuir o número de prisões equivocadas de usuários pelo crime de tráfico.
Ela citou reportagem publicada pela Folha de S. Paulo que apontou um crescimento desproporcional do aprisionamento de acusados de tráfico desde 2006, quando entrou em vigor a atual lei de drogas: enquanto as taxas de presos por outros crimes cresceram entre 30% e 35%, o número de punidos por tráfico aumentou 110%. A alta se explica, de acordo com especialistas, pela confusão entre usuário e traficante.
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Perseguição religiosa no Brasil
Mesmo assim, quem está recebendo toda a atenção do governo não são as vítimas das religiões afro-brasileiras, mas seus líderes. Em 2009, o pai-de-santo Ivanir dos Santos, com o patrocínio direto do governo Lula, participou de conferência da ONU para denunciar os evangélicos do Brasil. Esse pai-de-santo, que representa o candomblé, está liderando uma campanha governamental de “combate à intolerância religiosa”. Essa campanha está contando com o apoio do Rev. Marcos Amaral, um pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, embora sua denominação não tenha até o momento feito nenhuma manifestação pública positiva ou negativa sobre ele e suas atividades “ecumênicas”. Esse pastor, que tem horror às igrejas neopentecostais, está lutando lado a lado com pais-de-santo nas campanhas governamentais contra o preconceito e a discriminação às religiões afro-brasileiras.
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Site de infidelidade oferece US$ 1 milhão para quem seduzir Tim Tebow. Interceda por ele.
O dono do site acredita que Tim Tebow não vai ficar virgem por muito tempo morando em Nova York.
A virgindade de Tim Tebow, jogador de futebol americano declaradamente cristão, tem incomodado a muitos e virado até mesmo motivo para piadas. Dessa vez o site de infidelidade AshleyMadison.com está oferecendo 1 milhão de dólares para quem conseguir “conhecer” o astro e provar que teve relações sexuais com ele.
Sucesso por suas participações vestindo o uniforme do Denver Broncos, o quarterback de 24 anos foi contratado pelo New York Jets e essa mudança fez com que o CEO do site, Neal Biderman, passasse a apostar que ele não vai continuar virgem por muito tempo.
Isso porque a cidade de Nova York oferece muitos atrativos para os jovens como boates e clubes que podem levar o jovem cristão a decidir provar os prazeres da juventude.
“Eu garanto que nenhum homem do estilo de Tim Tebow poderia sobreviver uma temporada em Nova York sem sucumbir às tentações da cidade”, brincou o dono do site.
Biderman também resolveu dar um conselho ao jogador para que ele aproveite a vida. “Se o Sr. Tebow de fato se abstém de relacionamentos adultos, eu o encorajaria a encontrar uma simpática senhora e que os dois curtam sua juventude e fama enquanto for possível”.
O lado espiritual do jovem não é um personagem, Tim é filho de missionários cristãos e nasceu nas Filipinas, pois seus pais estavam servindo como pastores naquele país. A gestação de sua mãe sofreu complicações e após contrair uma disenteria amébica os médicos a aconselharam a abortar, mas ela não aceitou e teve o bebê.
Tim cresceu sabendo que era um milagre e se apegou à fé e faz campanhas anti-aborto além de pregar a virgindade até o casamento. Ao orar antes dos jogos Tebow inaugurou uma mania nos país que ficou conhecida como Tebowing, os internautas postam fotos deles ajoelhados com uma mão na cabeça em situações diferentes, imitando o ato do quarterback.
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600 mil pessoas imigraram para o Brasil entre 2010 e 2011. Muitos expatriados da crise nos países desenvolvidos.
De acordo com o balanço da Coordernação-Geral de Imigração (CGig), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2011, 70.524 profissionais estrangeiros foram autorizados a trabalhar no Brasil. A quantidade de autorizações foi 25,9% maior em relação às 56.006 concedidas em 2010. “Houve uma curva muito forte de crescimento a partir de 2009. E, das 66.000 autorizações temporárias em 2011, mais da metade é para pessoas de nível superior completo. Também tivemos uma elevação substancial de mestres e doutores”, diz Paulo Sérgio de Almeida, coordenador-geral de Imigração do MTE.
Segundo o ministério, os estrangeiros estão basicamente em São Paulo, e as empresas que mais trouxeram funcionários de seu país de origem foram as japonesas, especialmente as montadoras de automóveis.
Além disso, nota-se um grande número de expatriados brasileiros que retornam dos países desenvolvidos, em plena crise aguda, há alguns anos em decadência. Ou seja, o Governo brasileiro deve ser pressionado pelos Orgãos internacionais para abrir seus melhores empregos para estrangeiros. Casamentos mistos proporcionam outra abertura legal para fazer do Brasil um refúgio ideal até para criminosos.
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Não quero ser chefe, por Max Gehringer
A consulta de hoje vai na contramão da grande maioria das consultas que recebo. Escreve um ouvinte: “Surgiu uma vaga de coordenador na área em que trabalho. Sem me consultar, o meu gerente me indicou como um dos candidatos a ela, e me disse que eu seria o concorrente mais forte, porque estou há 5 anos na empresa, tenho um relacionamento muito bom com meus colegas e meus resultados têm sido consistentes através dos anos.
Naquela noite, pensei muito sobre o assunto e na manhã seguinte, eu disse ao meu gerente que não quero ser coordenador, prefiro permanecer onde estou, fazendo o que gosto. Expliquei a meu gerente que não me sentiria bem, tendo que dar ordens a pessoas que hoje são meus colegas. E ele propôs que eu fizesse um curso de liderança antes de assumir a função. Mas eu disse para ele que essa não era a questão. A questão é que eu não quero ser chefe.
Meu gerente ficou muito surpreso, e mudou o tom da conversa. Reclamou que iria ficar mal com a direção, porque já tinha me indicado e agora teria que retirar a indicação, além de ter que explicar aos superiores que eu não tenho ambições profissionais. Meus colegas, quando souberam do fato, me disseram que eu perdi o juízo. E essa é a minha pergunta: será que eu perdi o juízo?”
Não. Você é uma ilha de sanidade, num oceano de ambições. Profissionais como você não são tão raros como parece. Existe muita gente que prefere continuar fazendo bem, o que faz.
Acontece que toda a literatura sobre carreiras está centrada nos ambiciosos, e ignora os que não querem escalar o organograma. Isso acaba dando a impressão de que gente como nosso ouvinte, está fora da realidade, quando na verdade, ele é muito realista. Ele certamente tem uma vida fora da empresa. E certamente conseguiu equilibrar as finanças domésticas com o salário que recebe.
Ao decidir que deseja continuar onde está, nosso ouvinte se chocou com o pensamento vigente, de que um profissional deve estar o tempo todo batalhando por uma promoção.
No fundo, nosso ouvinte disse ao gerente que é feliz, e que uma promoção poderia comprometer essa felicidade. O gerente não entendeu porque pensa o contrário. Se não pensasse, dificilmente teria chegado a gerente. Mas, nenhum dos dois está errado. E o nosso ouvinte não sofre de falta de ambição. A ambição dele é ser cada vez melhor, no que faz.
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