Arquivo do mês: dezembro 2011

Tempo de semeadura e visitação. Em 2012, é tempo de colheita!

É tempo de gratidão porque Deus tem nos ajudado. Tudo começou em setembro de 2009. O Blog Paracleto começou a trazer informações para líderes e gente que já percebeu que precisa conhecer e compartilhar a verdade do Cristianismo puro e simples:

  • Hoje temos uma média de 2 mil acessos mensais;
  • Temos mais de 110 comentários;
  • Já postamos quase 700 mensagens ou notícias, quase diárias.

Em 2012, planejamos iniciar pesquisas extra muros do campo eclesiástico. Vamos perguntar ao povo carioca sobre aspectos de sua vida cotidiana. Ore por isso. Para tanto, recebemos a oferta de apoio da Sepal Pesquisas.

O Instituto Paracleto planeja apoiar projetos sociais e missionários dignos de confiança e com alcance evangelístico. Se você conhece algum projeto, envie para nós. Na maioria deles, há necessidade de legalização.

O livro MISSÃO DA IGREJA, dimensões e efeitos  está à venda e sendo conhecido por líderes e mestres em eclesiologia. Continuamos aplicando a pesquisa sobre as 5 dimensões nas igrejas com resultados que confirmam nossas hipóteses e assertivas expressas no livro. Muitas igrejas e grupos de oração estão vendendo em muitas cidades. Em Rio das Ostras, na livraria Soul Crente, você poderá encontrar nosso livro. Lembrando que toda renda é destinada ao Instituto Paracleto. Recentemente, firmamos parceria com a Central Gospel para venda em suas livrarias em todo o Brasil.

G/P

Jair Walter

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pastor Yousef Nadarkhani mais uma vez se negou a renunciar à sua fé em Jesus Cristo

No julgamento que aconteceu na última quarta-feira, dia 28, o pastor Yousef Nadarkhani mais uma vez se negou a renunciar à sua fé em Jesus Cristo e, por isso, de acordo com a Sharia [Lei Islâmica] ele foi condenado pelo crime de apostasia (abandonar o islamismo) e sentenciado à morte por enforcamento.

Segundo o Compass Direct, uma fonte informou que eles podem matar o pastor Nadarkhani a qualquer momento. “Eles podem enforcá-lo ao meio dia ou então daqui a 10 dias. Às vezes entregam o corpo para a família junto com o veredito. Eles têm ultrapassado as fronteiras da lei”.

Representantes do Portas Abertas também receberam essa informação, mas não há certeza do que pode acontecer com o pastor. O ministério também informou que a família de Nadarkhani está bastante abalada, inclusive sua esposa está em estado de depressão.

Na noite de ontem a ACLJ (Centro Americano pela Lei e a Justiça) chegou a divulgar uma nota dizendo que um dos juízes havia revogado essa sentença, mas que essa informação não era certa, já que pode ser apenas uma mentira espalhada pelo serviço secreto iraniano para enganar os meios de comunicação que estão acompanhando o caso.

Estou em contato com o Irã”, disse uma fonte próxima a família do pastor para o Portas Abertas. “Mas as notícias não são muito boas, mas vamos esperar. Se eles realmente quiserem, eles podem matá-lo porque ele se recusou a negar sua fé. Deixamos tudo nas mãos de Deus.”

Líderes mundiais pedem liberdade

O Irã está atraindo críticas difundidas sobre os relatos de que um pastor iraniano enfrentará a execução por se recusar a negar sua fé cristã e voltar ao Islamismo.
Presidente da Câmara, John Boehner, emitiu quarta-feira uma declaração pedindo ao Irã para poupar a vida de Yusef Nadarkhani.

“Peço aos líderes iranianos que venham abandonar este caminho obscuro, e poupem a vida de Yusef Nadarkhani, concedendo-lhe uma liberdade completa e incondicional”, disse Boehner, republicano de Ohio.

“A liberdade religiosa é um direito humano e universal”, disse Boehner. Disse ainda da perspectiva de que Nadarkhani poderia ser executado “a menos que ele nega a sua fé cristã, é angustiantes para as pessoas de cada país e credo

“Enquanto governo iraniano afirma que promove a tolerância, ele continua a aprisionar muitos do seu povo por causa de sua fé. Isso vai além da legislação, sendo um problema de respeito fundamental pela dignidade humana”, disse Boehner.

O Secretário Britânico das Relações Exteriores, William Hague disse que “lamentou” os relatórios da sentença do pastor. Ele pediu que o governo iraniano venha respeitar os seus compromissos internacionais de direitos humanos e revogue a decisão.

Nadarkhani tem 30 anos, se converteu do islamismo ao cristianismo aos 19 e depois se tornou pastor de uma pequena congregação evangélica chamada de Igreja do Irã, informou a AFP.

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Solicitamos sua participação para tentarmos impedir a execução do Pastor Yousef Nadarkhani, que foi condenado à morte no Irã por não se submeter a uma ordem juducial que determinou que ele deveria voltar a professar a religião islâmica.

Sua participação pode acontecer de três formas: através da intercessão por sua vida e família, pelo conforto deles neste momento de aflição; através da assinatura de uma petição pública eletrônica e através da mobilização de mais pessoas para participarem da intercessão e da petição.

Para assinar a petição pública no site da Christian Solidarity Worldwide siga os seguintes passos:

1. Acesse o site pelo link clicando aqui.

http://e-activist.com/ea-action/action?ea.client.id=88&ea.campaign.id=12209

2. Preencha os espaços requeridos com seus dados pessoais:

Nome, sobrenome, endereço, cidade, CEP e email. Após isso clique em “send email”

3. Na nova página que abrirá vá ao espaço onde está escrito ADD YOUR MESSAGE HERE, copie e cole o email abaixo (favor não acrescentar nada além do que está escrito). Para encerrar o processo clique em “send email”.

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Excellency, the Ambassador of Iran

Dear Sir,

Along with many other people around the world, I have been following with great concern the case of Pastor Yousef Nadarkhani, who is being tried by a court in Rasht due to his religious beliefs.

I am writing to express my concern and hope that the court will drop all charges against Pastor Yousef, in accordance with international law and especially Iranian law and constitution, which clearly allows freedom for Christians to maintain their religious beliefs and practices.

I am also requesting Your Excellency to pass on my appeal and that of many others to the Iranian government, as a matter of great urgency in this case, so that an innocent person may not be condemned and the constitution of Iran may not be violated.

I am very grateful for your attention to this request.

Respectfully and sincerely

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Quando chegam as férias

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Casamento e divórcio – parte III

TRADIÇÃO JUDAICA

A base para o primado do casamento público e civil sobre o sacramento cristão repousa no episódio evangélico das bodas de Caná. Cristo desloca-se à cerimônia para abençoar um casamento já celebrado.

No tempo de Cristo, este assunto era motivo de disputa entre as duas principais escolas rabínicas:

A escola de Shammai ensinava que se um homem descobrisse alguma má conduta (sexual) de sua esposa ele deveria divorciar-se dela.

  • A escola de Hillel ensinava que se um homem, simplesmente, desagradasse de sua esposa ele poderia divorciar-se dela.

  Alice Laffey, em Introdução ao Antigo Testamento, destaca que o adultério era considerado, não como ofensa contra a vítima feminina, mas pecado contra o marido a quem pertencia a mulher, a saber, o pai ou o marido. Por isso, quando morria o marido de uma mulher casada, esta ficava marginalizada. Era maldade mandar uma viúva embora de mãos vazias (Jó 22:9), tomar seu boi como penhor (24:3), deixar que seu olho se consumisse (31:16).

As esposas não podiam divorciar-se dos maridos, mas estes podiam divorciar-se das esposas: duas das esposas de Saaraim são repudiadas, Baara e Husbim (I Cro 8:8).

INTERPRETAÇÃO CONTEXTUAL

Refletindo sobre Mateus 19, o pr. Carlos Roberto Martins, da IECBR, diz que o homem não deve separar o que Deus uniu, mas a situação é diferente em casamentos que foram feitos fora da vontade do Pai. O pr. David Baeta, da PIB de Moça Bonita, acredita que os textos devem ser lidos levando-se em consideração o contexto atual. Já Lisâneas Moura, pastor da PIB do Morumbi, diz que a orientação da igreja é que haja divórcio em caso de traição ou quando o não-crente pôr fim no casamento por questões de fé.

O Dr. John Stott declara: “pornéia significa imoralidade sexual física; razão pela qual Jesus estabeleceu como única para o divórcio, tendo em vista que há uma violação do princípio de “uma só carne”, que é fundamental para o matrimônio ordenado po0r Deus e definido pela Bíblia”.

Nesse caso, a escola do rabino Shammai se aproximava mais da verdade. Robert Plekker, no seu livro Divórcio à Luz da Bíblia, afirma: “A infidelidade (pornéia) conjugal destrói de tal maneira a união de uma só carne entre marido e mulher que Deus, em Sua sabedoria, permite um divórcio”.

O Dr. Russell Shedd comentou sobre a orientação de Jesus: “Jesus colocou um cadeado bem forte na porta do divórcio”.

Sobre a permissão para o divórcio, João Flavio Martinez, fundador do Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP) é enfático numa análise inicial: “A princípio, a resposta é: o que Deus ajuntou não separe o homem (Mat 19:6). Esse texto deixa claro que, para Deus, deve haver só uma união matrimonial e que Sua vontade é que dure para sempre”. Apenas o adultério é apontado pelo professor como motivo respaldado biblicamente para a separação conjugal.

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Nigéria: ataques a igrejas no Natal deixam 40 mortos

Ataques a bomba contra igrejas durante as celebrações de Natal mataram 40 pessoas neste domingo na Nigéria, em meio à crescente violência, reivindicada por um grupo islâmico. A seita islamita Boko Haram assumiu a autoria do atentado contra a Igreja de Santa Teresa em Madalla, perto da capital, Abuja, que matou 35 pessoas, enquanto três outras explosões foram registradas em igrejas do país, uma delas na igreja evangélica da cidade de Jos, no centro, na qual morreu um policial que vigiava o templo, e em Damaturu, onde quatro pessoas faleceram.

“Somos responsáveis por todos os ataques dos últimos dias, inclusive a bomba na igreja de Madalla”, disse à AFP, em declarações por telefone, um porta-voz da Boko Haram, Abul Qaqa. “Continuaremos lançando ataques como estes no norte do país nos próximos dias”, advertiu a fonte.
O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, condenou os “atos de violência contra cidadãos inocentes, em uma injustificada afronta a nossa segurança e a nossa liberdade”. Jonathan prometeu que “o governo não vacilará em sua determinação de levar à Justiça todos os que perpetraram atos de violência hoje e no passado”.
O ministro do Interior, Caleb Olubolad, que visitou uma das igrejas atacadas, disse que “é como se ocorresse uma guerra interna no país”. “Devemos estar realmente à altura e enfrentar a situação”. A Casa Branca denunciou “a violência gratuita e as trágicas mortes no dia do Natal”.
“Estamos em contato com os responsáveis nigerianos pelo que parecem ser, no momento, atos terroristas”. Na quinta e na sexta-feiras, confrontos entre o grupo, que promove a criação de um Estado islâmico na Nigéria, e forças de ordem no nordeste do país deixaram 100 mortos. Segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, o ataque foi fruto de um “ódio cego e absurdo”.
“O atentado contra a igreja na Nigéria, precisamente no dia de Natal, manifesta infelizmente mais uma vez um ódio cego e absurdo que não tem nenhum respeito pela vida humana”, disse Lombardi, em declarações à imprensa, na Santa Sé. Segundo Lombardi, o atentado contra uma igreja católica em Madalla “busca suscitar e alimentar ainda mais o ódio e a confusão”. As declarações do porta-voz foram feitas antes de novos ataques na Nigéria: um em Jos (epicentro dos enfrentamentos intercomunitários, no centro do país), dois em Damaturu, na noite de sábado, e um terceiro em Gadaka, segundo várias testemunhas.
Em um dos ataques a Damaturu, quatro pessoas morreram, três agentes de segurança e um camicase, informaram os serviços secretos da polícia nigeriana (SSS) em nota. Em Gadaka, “fiéis cristãos foram atacados em uma igreja da cidade”, afirmou um morador da cidade.
“Uma bomba explodiu na igreja Mountain of Fire. Um policial que vigiava a igreja morreu e um muro da igreja foi destruído”, disse o porta-voz do governo do estado de Plateau, do qual Jos é a capital. Segundo o porta-voz, o policial morreu ao ser alvo de disparos durante troca de tiros com os atacantes. De acordo com uma testemunha chamada Jude, os atacantes lançaram um explosivo contra a igreja evangélica da cidade.
“O alvo deles era a igreja, mas um dos policiais que patrulhava a área os viu e atirou contra eles”, contou a testemunha à AFP, acrescentando que os atacantes estavam armados e dispararam várias vezes antes de fugir. As forças de ordem teriam conseguido deter um dos terroristas. Os três atentados ocorreram no estado de Yobe, alvo no fim de semana de uma onda de ataques praticados pela seita Boko Haram.
O aumento das tensões interreligiosas na Nigéria, sexto país do mundo em número de cristãos, inquieta o Vaticano. Em novembro passado, durante sua visita a Benin, o papa Bento XVI insistiu na tradição tolerante do Islã na África e na coexistência pacífica entre muçulmanos e cristãos.

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Porque a fé de Tim Tebow incomoda tanto?

Você já ouviu falar sobre o “Tebowing”? Esta é a “arte” de imitar o quarterback do Denver Broncos, Tim Tebow, que durante as partidas do time na NFL se ajoelha para rezar e manter o foco no jogo.

Com grande passagem pelo futebol americano universitário e vencedor de um Heisman Trophy, (prêmio dado ao melhor jogador do College Football) em 2007, Tim Tebow virou xodó dos torcedores do Denver e ganhou admiradores nos Estados Unidos após conduzir os Broncos a quatro vitórias consecutivas com viradas no último período do jogo.

Um vídeo no Youtube mostra um rap em homenagem do jogador:

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Em que a lei da palmada pode interferir na família?

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Fernando Pessoa também foi astrólogo

A faceta de astrólogo do poeta Fernando Pessoa, que chegou a auferir “alguns tostões” com a área, é revelada com a edição por Paulo Cardoso de um livro com vários documentos do espólio pessoano. Intitulado «Fernando Pessoa – Cartas Astrológicas», a publicação reúne “algumas dezenas das mais reveladoras cartas astrológicas erigidas por Pessoa”, escreve o astrólogo Paulo Cardoso.

Jerónimo Pizarro, catedrático nas universidades de Lisboa e de Los Andes (Colômbia) que prefacia a obra, afirmou que esta obra “abre novas pistas de investigação, e demonstra como a teoria dos heterónimos é influenciada pela astrologia”.

O autor de «Mensagem» fez a sua carta astrológica e as dos seus heterónimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. “Todos os horóscopos dos heterónimos apresentam Mercúrio (o planeta da literatura)”que é também o regente do signo Gémeos a que pertencia Fernando Pessoa, escreve Paulo Cardoso.O astrólogo realça também que os “signos ascendentes” dos horóscopos dos quatro poetas são Água (Pessoa), Fogo (Caeiro), Terra (Campos) e Ar (Reis), ou seja “a família heteronímica detinha a plenitude dos princípios fundamentais da filosofia ancestral”.Em 1915, Fernando Pessoa inventou o astrólogo Raphael Baldaya e estabeleceu uma tabela de honorários que variavam entre os 500 e os cinco mil réis. Pizarro disse igualmente que Pessoa “ganhou alguns tostões com a astrologia”e há muitos cartões no espólio guardado na Biblioteca Nacional com indicações de nome, data e hora de nascimento que leva a supor que Pessoa traçava as respectivas cartas astrológicas.O poeta traçou mapas astrais de mais de 1500 personagens históricas ou contemporâneas. Robespierre, Guilherme II da Alemanha, D. Carlos de Portugal, D. Sebastião, Lord Byron, Sidónio Pais, Oliveira Salazar, Mussolini, Chopin, Leopoldo II dos belgas, Victor Hugo, Luís II da Baviera, Afonso XIII de Espanha, Vítor Emanuel III de Itália e William Shakespeare foram algumas das personalidades sobre as quais desenhou o respectivo mapa astrológico.Tinha o hábito de fazer consultas astrológicas para si mesmo (de acordo com a sua certidão de nascimento, nasceu às 15h20, tinha ascendente Escorpião e o Sol em Gémeos). Realizou mais de mil horóscopos.

Apreciava também o trabalho do famoso ocultista Aleister Crowley, tendo inclusive traduzido o poema Hino a Pã. Certa vez, lendo uma publicação inglesa de Crowley, encontrou erros no horóscopo e escreveu-lhe para o corrigir. Os seus conhecimentos de astrologia impressionaram Crowley e, como este gostava de viagens, foi a Portugal conhecer o poeta. Acompanhou-o a maga alemã Miss Hanni Larissa Jaeger. O encontro entre Pessoa e Crowley ocorreu com algum sensacionalismo, dado o Poeta Inglês ter simulado o seu suicídio na Boca do Inferno, o que atraiu várias polícias Europeias e a atenção dos média da época. Pessoa estaria dentro da encenação, tendo combinado com Crowley a notificação dos jornais e a redacção de um “romance policiário” cujos direitos reverteriam a favor dos dois poetas. Apesar de ter escrito várias dezenas de páginas, essa obra de ficção nunca foi concretizada.

Abordagem prudente

De algumas personalidades fez mais de uma vez em alturas diferentes a respectiva carta astrológica, casos de Napoleão, da Rainha D. Amélia, do escritor Raul Leal, ou do escritor Óscar Wilde. Segundo Cardoso, Pessoa “comentou parecenças entre o caso astrológico de Wilde e o seu próprio caso”.

Pizarro referiu que Fernando Pessoa “chegou a calcular com grande proximidade o seu ano de morte” (1935), algo que mereceu diversas reflexões do poeta. Cardoso assinala que “a abordagem pessoana da astrologia foi sempre a mais prudente, crítica e metódica”. O astrólogo acrescenta que “a astrologia fez parte do quotidiano do escritor que lidava com ela de manhã, à tarde e pela noite dentro”.

“Este foi um interesse que Pessoa manteve até à sua morte”, sublinhou Pizarro. Além da prática, o poeta também teorizou sobre a astrologia, salientou ainda. Pessoa atribui por exemplo, a Baldaya as obras «Systema de Astrologia» e «Introd[ução] ao estudo do ocultismo».

Pizarro afirmou que a obra sob a chancela da Bertrand Editora, “permite criar um clima necessário para os livros que ainda faltam de Pessoa sobre a astrologia, bem como e como as Ciências Ocultas, o Esoterismo e a Filosofia que são coisas muitos presentes no [movimento literário e artístico] do Modernismo”.

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São menos de 6 graus de separação entre duas pessoas quaisquer no planeta. O mundo é ainda menor do que você imaginava.

Acrescentando um novo capítulo à pesquisa que fez com que o termo “seis graus de separação” se tornasse corrente, cientistas do Facebook e da Universidade de Milão reportaram que o número de conhecidos que separam duas pessoas quaisquer no planeta não era de seis, mas de 4,74.

A constatação original quanto aos “seis graus”, publicada em 1967 pelo psicólogo Stanley Milgram, foi estabelecida por meio de um estudo entre 296 voluntários, convidados a enviar uma mensagem por cartão postal, retransmitida por amigos e amigos de amigos, a uma determinada pessoa em um subúrbio de Boston.

A nova pesquisa utiliza um universo um pouquinho maior de participantes: os 721 milhões de usuários do Facebook, equivalentes a mais de um décimo da população mundial. Os resultados foram postados no site do Facebook na noite de domingo. A experiência levou um mês. Os pesquisadores utilizaram um conjunto de algoritmos desenvolvido pela Universidade de Milão a fim de calcular a distância média entre duas
pessoas quaisquer pelo cômputo de um vasto número de percursos alternativos entre usuários do Facebook. E constataram que o número médio de conexões entre uma e outra pessoa arbitrariamente selecionadas era de 4,74. Nos Estados Unidos, onde mais de metade da população com idade superior a 13 anos participa do Facebook, a média era de apenas 4,37 conexões.

A expressão de 6 graus de separação remonta de 1914, a partir de um conto de Frigyes Karinthy na Hungria deu origem à idéia dos seis graus
de separação: no conto, um personagem aposta – e ganha – que pode estabelecer uma relação entre si próprio e qualquer pessoa no mundo, por meio de cinco conhecidos intermediários.

Jon Kleinberg, professor de ciência da computação na Universidade Cornell e orientador acadêmico de um dos realizadores do novo estudo, disse que algumas conexões podem significar mais que outras. “Estamos próximos, em certo sentido, de pessoas que não necessariamente gostam de
nós, simpatizam conosco ou têm muito em comum conosco”, disse Kleinberg. “São esses elos fracos que tornam o mundo pequeno.” Ainda assim, ele aponta que a existência desses elos de forma alguma deveria ser considerada como insignificante. “As notícias se espalham bem por meio de elos fracos.

O estudo do Facebook, intitulado “Four Degrees of Separation” (quatro graus de separação), lembra que Milgram extraiu conclusões tanto otimistas quanto pessimistas de suas constatações. Por um lado, há a ideia de que atingir alguém do outro lado do mundo requer apenas um
pequeno número de conexões sociais. Por outro, disse Milgram, o resultado pode ser prova de distanciamento psicológico, prova de que estamos na realidade a cinco “mundos de distância” uns dos outros.

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Casamento e divórcio – parte II

CONTEXTO ROMANO

O Estado Romano punia as viúvas que não conseguissem casar-se novamente no prazo de dois anos. Evidentemente, quando se casava de novo, a viúva pagã perdia toda a sua herança, que se tornava propriedade do segundo marido.

 Paula Barata, no artigo A influência do Cristianismo no conceito de casamento e de vida privada na Antiguidade Tardia, explica o contexto do casamento romano: “A instituição legal do casamento data já do período pagão. Mas no início, a família romana pagã era uma realidade substancialmente diferente da nossa concepção de família… Os seus filhos varões podiam ser casados, “pais biológicos” e adultos sem que com tal inaugurassem uma família e sem perderem a dependência em relação ao pater… A tutela exercida sobre estes menores incluía a possibilidade de romper o casamento e de repudiar a esposa, a própria ou a de algum dos seus dependentes, e devolver o dote ao chefe da sua família de origem, que poderia então escolher um novo marido para ela, e mesmo casá-la com o objetivo de firmar interesses diversos. Podia não erguer do chão as crianças recém-nascidas na sua domus, filhos ou não, e excluí-las da família, dando-lhes como destino a exposição ou a escravatura. Podia emancipar os filhos adultos, biológicos ou adotados, dando-lhes um dote e uma certa liberdade longe da autoridade do paterfamilias, ou retê-los como eternos menores, que precisavam da sua autorização para adquirir ou alienar bens, viajar, ou casar. Podia deserdar estes descendentes naturais e favorecer os filhos adotivos, os quais, no limite, podiam ser mais velhos do que o próprio pai e ter os seus pais naturais vivos. Podia ter como escravos os próprios descendentes, filhos das suas escravas (já que a criança herdava o estatuto social da mãe), podia, desinteressado de alguma concubina, casá-la com um dos seus clientes ou exigir que ela se desfizesse de uma gravidez inconveniente, por sua vez punindo a sua esposa pelo mesmo ato se ela o fizesse sem o seu consentimento, por suspeitar de adultério.”

            A Lex Canuleia data de 445 a.C. se refere, no entanto que esta possibilidade legal de casamentos entre as ordens se acompanhava de uma série de restrições quanto aos herdeiros e quanto à perda de privilégios (o casamento misto fazia “descer” de ordem, e não “subir”).

 O casamento romano apresentava três ritos diferentes de colocar a mulher in manu (sob a tutela e autoridade do seu esposo): a confarreatio, a coemptio, e per usum. O casamento sine manu, isto é, quando a noiva se mantinha sob a autoridade paterna, inicialmente teria surgido como resposta à Lex Canuleia, pois o seu enquadramento legal espelha bem o interesse em salvaguardar a “integridade da casa patrícia”. Em termos práticos, a divulgação dos casamentos sine manu trouxe às mulheres uma progressiva autonomia em relação à autoridade marital e parental, o que a legislação de Augusto vem confirmar.

 Paul Veyne refere que as leis de Augusto do séc. I estimularam uma mudança de mentalidade, visível no séc. II d.C., que não foram, na sua essência, revogadas pelos seus sucessores, fruto da divulgação dos casamentos sine manu que, aliada ao ius trium liberorum, trazia vantagens reais às mulheres no plano patrimonial e tornava o divórcio menos atrativo. A melhoria da condição feminina no Império, com a acusação de adultério a carecer de prova pública para vingar, com a divulgação dos casamentos sine manu, com a independência legal das matronas ao serem mães de três ou mais filhos, certamente contribuiu para a mudança desta mentalidade, generalizando o casamento estável como modelo de vida apetecível.

 Aline Rousselle comenta: “…Elas obrigaram os maridos a dar uma outra dimensão à relação conjugal [...] se elas podem controlar-se, também os homens o podem.”

O uso do véu, aconselhado por Paulo numa das suas Epístolas, representou o reclamar para si de um direito próprio das elites: as mulheres cristãs querem o uelum matronale, símbolo tradicional da pudicitia da mulher casada em iustae nuptiae e marca de estatuto social. Ao contrário do que freqüentemente se pensa, hoje para estas mulheres, e para os cristãos em geral, o véu representava mais um sinal de liberdade e de promoção social do que um objeto redutor e símbolo da submissão da mulher ao homem.

Antes de o Império se ter tornado oficialmente cristão com Teodósio, em392, a Igreja promovia o reconhecimento da dignidade do concubinato, única forma de união possível para grande parte da população, desde que ela fosse vivida de forma monógama e indissolúvel. Para a Igreja, eram indiferentes os enquadramentos legais em que decorriam estas uniões. No séc. XI, o papa S. Gregório VII impõe o celibato do clero: é nesta altura que os conventos femininos aumentam bastante de número, destinados a albergar as mulheres que viram os seus casamentos com os padres declarados nulos.

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