Arquivo do mês: março 2010

Jesus morreu na quinta-feira, chamada santa. Surpreso?

A opinião que define a Sexta-feira foi o dia que Jesus morreu é baseada na palavra de Marcos 15:42 que diz que a crucificação de Cristo ocorreu no dia da preparação “o dia antes de Sábado”. Já que o Shabat hebraico [usualmente] é nosso sábado, a igreja tradicionalmente defende que Jesus foi crucificado na sexta-feira. Porém, Jesus profetizou que Ele estaria morto por três dias e três noites antes de Sua ressurreição: “Pois como Jonas esteve três dias e três noites na barriga da baleia, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra.” (Mt 12:40). Obviamente, não há três dias e três noites entre [o anoitecer da] sexta-feira e domingo de manhã [particularmente, note que só há duas noites].

O problema parece facilmente resolvido por uma explicação sobre o que Marcos entende como “Shabat”. Junto com o dia de sábado da semana, os judeus têm outros Shabats ao longo do ano marcando dias muito santos. Em Mt 28:1, o grego seria traduzido: “no final dos shabats” – [shabats é] uma palavra no plural – observando que houve mais do que um sábado na semana anterior. O primeiro dia da Festa dos Pães Ázimos também era considerado como “shabat” (Lv 23:6-7). Esta festa é celebrada em Nissan 15, o dia após a Páscoa (Lv 23:5-6). Jesus foi crucificado na Páscoa e Marcos 15:42-43 observa que José de Arimatéia desejada tirar o corpo de Cristo da cruz antes que o shabat começasse.

Meu colega de trabalho e irmão em Cristo, Heraldo, preparou um relato cronológico sobre a última semana de Jesus. Ele faz uma referência interessante sobre a ressurreição de Lázaro.

Dia da semana Evento

Sábado, 8 Nissan

  • 6 dias antes da Páscoa João 12:1 Jesus chega a Betânia, distante 6 km de Jerusalém.
  • À noite, Jesus janta na casa de Lázaro.
  • O Senhor Jesus é ungido por Maria [Ver Mateus 26:6-11 e João 12:1-8].
  • O Senhor Jesus, provavelmente, permaneceu na casa de Simão, o leproso, durante o Sabbat.
  • Lázaro, provavelmente, adoeceu e até tenha morrido neste dia

Domingo 9 Nissan

  • João 12:13 No dia seguinte, Jesus entra em Jerusalém.

Zacarias 9:9 profetizou: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.”

  • O Senhor Jesus purifica o Templo expulsando os cambistas. O Senhor Jesus volta para Betânia e pernoita lá [Ver Mateus 21:1-17].

2ª feira. 10 Nissan

  • Neste dia, o Senhor Jesus volta à cidade de Jerusalém. No caminho, o Senhor Jesus amaldiçoa a figueira [Ver Mateus 21:18-19]. Os saduceus questionam ao Senhor Jesus sobre a ressurreição [Ver Mateus 22:23-33].

O aviso da enfermidade de Lázaro pode ter sido nesse dia sem comprometer a estrutura cronológica deste estudo.. Segundo o que o Senhor Jesus falara aos Seus discípulos [João 11:11-14], Lázaro já estava morto e o Senhor iria ressuscitá-lo

3ª feira 11 Nissan

  • Neste dia, o Senhor Jesus está no monte das Oliveiras ensinando aos Seus discípulos [Ver Mateus 24:3 à 26:5 e Lucas 21:37-38].
  • Neste dia, também, o Senhor Jesus diz aos Seus discípulos: “Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado”.[Ver Mateus 26:2]

4ª feira 12 Nissan

  • Neste dia, o Senhor Jesus manda Pedro e João fazer os preparativos para a ceia [Mateus 26:17; Marcos 14:12 e Lucas 22:7-8]. O Senhor Jesus ceia com Seus discípulos [Ver João 13:1-2]. O Senhor Jesus lava os pés dos apóstolos antes da festa da páscoa. [Ver João 13:1-11]. O Senhor Jesus termina a ceia e vai para o jardim Getsêmane. O Senhor Jesus é preso à noite [Ver João 18:1-11e Marcos 14:26;32]. Antes de Sua prisão, o Senhor Jesus passa momentos de agonia [Mateus 26:38-46].

A rabinos de uma época posterior é atribuída a crença de que a alma das pessoas falecidas visitava o túmulo durante os primeiros três dias, mas o deixava definitivamente do quarto dia em diante. A morte então era irreversível.

  • Jesus ressuscitara Lázaro neste dia, na véspera de Sua morte [Ver João 11:17;39].
  • Podemos observar que no texto do versículo 10, do capítulo 12, do Evangelho segundo o apóstolo João, está escrito assim: “E os principais dos sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro”. O advérbio também sugere que os sacerdotes estavam deliberando uma forma de matar o Senhor Jesus e Lázaro;

5ª feira 13 Nissan

  • Neste dia, O Senhor Jesus é levado a julgamento diante de Pilatos, de manhã bem cedo, após a reunião do Sinédrio que ocorrera durante a noite e madrugada anterior [Ver Marcos 15:1; Mateus 27:1-2 e João 18:28]. O Senhor Jesus é condenado de manhã, durante o julgamento diante de Pilatos, por volta das 9:00hs da manhã [Ver Marcos 15:25]. O Senhor Jesus é crucificado por volta das 12:00hs [Ver Mateus 27:45; Marcos 15:33; Lucas 23:44 e João 19:14]. O Senhor Jesus morre por volta das 15:00hs [Ver Mateus 27:45-50; Marcos 15:33-37e Lucas 23:44-46]. O Senhor Jesus é sepultado antes da celebração da Páscoa, antes do “grande sábado” [Ver Marcos 15:42 e João 19:31 e 42].
  • Os versículos 41 e 42, do capítulo 19, do Evangelho do apóstolo João, diz: “No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim, e nesse jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda havia sido posto”. “Ali, pois, por ser a véspera do sábado dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro, puseram a Jesus”.
  • Percebe-se que o sepultamento do Senhor Jesus foi feito às pressas. Seu corpo foi colocado num sepulcro próximo de onde Ele fora crucificado. E o apóstolo João menciona a véspera do sábado (ou véspera do descanso). Para mim, isso vem reforçar ainda mais que a Páscoa estava prestes a acontecer;
  • O Senhor Jesus neste dia estaria passando pela morte, estando no seio da terra, num período diurno (o primeiro dia) e num período noturno (primeira noite);

6ª feira 14 Nissan

  • O Senhor Jesus está morto e sepultado desde o dia de ontem. Ao completar-se este dia, têm-se 2 (dois) dias e 2 (duas) noites que o Senhor Jesus está no seio da terra.

Sábado 15 Nissan

  • O apóstolo João faz menção de um “grande dia de sábado” [Ver João 19:31].
  • No versículo acima, o apóstolo João pode estar se referindo ao tempo “dobrado” de descanso em função do Primeiro Dia dos Pães Asmos (simultâneo à Páscoa) e o descanso semanal judaico (o sábado judaico);

Domingo 16 Nissan

  • Marcos 16:9 ¶ Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios.
  • Lucas 24:1 ¶ Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado.
  • João 20:1 ¶ No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida.
  • João 20:19 ¶ Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!

A Ceia do Senhor

Mateus 26:
17 No primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, vieram os discípulos a Jesus e lhe perguntaram: Onde queres que te façamos os preparativos para comeres a Páscoa?
18 E ele lhes respondeu: Ide à cidade ter com certo homem e dizei-lhe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos.
19 E eles fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
20 Chegada a tarde, pôs-se ele à mesa com os doze discípulos.

João 13:
1 Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.
2 Durante a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse a Jesus,
3 sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus,

Lucas 22:
24 Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior.
25 Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores.
26 Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve.
27 Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve.
28 Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações.
29 Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio,
30 para que comais e bebais à minha mesa no meu reino; e vos assentareis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.

João 13:
4 levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela.
5 Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhes com a toalha com que estava cingido.
6 Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, e este lhe disse: Senhor, tu me lavas os pés a mim?
7 Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois.
8 Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo.
9 Então, Pedro lhe pediu: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça.
10 Declarou-lhe Jesus: Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos.
11 Pois ele sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: Nem todos estais limpos.
12 Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz?
13 Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou.
14 Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.
15 Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.
16 Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou.
17 Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.
18 Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar.
19 Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU.
20 Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim me recebe; e quem me recebe aquele que me enviou.

Lucas 22:
15 E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento.
16 Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de
Deus.

Mateus 26:
21 E, enquanto comiam, declarou Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós me trairá.
22 E eles, muitíssimo contristados, começaram um por um a perguntar-lhe: Porventura, sou eu, Senhor?
23 E ele respondeu: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá.
24 O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!
25 Então, Judas, que o traía, perguntou: Acaso, sou eu, Mestre? Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste.

João 13:
22 Então, os discípulos olharam uns para os outros, sem saber a quem ele se referia.
23 Ora, ali estava conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem ele amava;
24 a esse fez Simão Pedro sinal, dizendo-lhe: Pergunta a quem ele se refere.
25 Então, aquele discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor, quem é?
26 Respondeu Jesus: É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado. Tomou, pois, um pedaço de pão e, tendo-o molhado, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes.
27 E, após o bocado, imediatamente, entrou nele Satanás. Então, disse Jesus: O que pretendes fazer, faze-o depressa.
28 Nenhum, porém, dos que estavam à mesa percebeu a que fim lhe dissera isto.
29 Pois, como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa ou lhe ordenara que desse alguma coisa aos pobres.
30 Ele, tendo recebido o bocado, saiu logo. E era noite.
31 Quando ele saiu, disse Jesus: Agora, foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele;
32 se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo; e glorificá-lo-á imediatamente.
33 Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco; buscar-me-eis, e o que eu disse aos judeus também agora vos digo a vós outros: para onde eu vou, vós não podeis ir.
34 Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.
35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.

Mateus 26:
26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.
27 A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos;
28 porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.
29 E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.

João 13:36 a 17:26
João 18:1 Tendo Jesus dito estas palavras, saiu juntamente com seus discípulos para o outro lado do ribeiro Cedrom, onde havia um jardim; e aí entrou com eles.

Mateus 26:
30 E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Cristo pôs-se à mesa, com os 12 apóstolos Mt 26:20 Mc 14:17 Lc 22:14
2. Cristo: “Desejei muito … não a comerei mais até que…” Lc 22:15-16
3. Tomam a ceia pascal. Conforme Ex 12: cordeiro sem mácula, separado por 4 dias, sacrificado ao anoitecer, assado na brasa, servido com pães asmos e ervas amargosas, nada ficando para o amanhecer; todos com lombos cingidos, sapatos nos pés, cajado nas mãos, apressadamente, memorialmente, por estatuto perpétuo. Parece que Cristo comeu apressadamente e terminou a ceia antes dos apóstolos. Houve um cálice Lc 22:17-18 (e, talvez, pão) nesta ceia pascal, antes da Ceia do Senhor, que teve lugar logo a seguir.
4. Tomam a Ceia do Senhor: Em 1o. lugar, Cristo abençoa o pão, explica-o, reparte-o. Mt 26:26 Mc 14:22 Lc 22:19 1Co 11:23-24,26
5. Em 2o. lugar, Cristo abençoa o cálice, explica-o, reparte-o, “não mais beberei dele até que…” Mt 26:27-29 Mc 14:23-25 Lc 22:20 1Co 11:25-26
6. Cristo, turbado em espírito: “Um de vós me há de trair.” Mt 26:21 Mc 14:18 João 13:21
7. Apóstolos: “Sou eu, Senhor?” Mt 26:22 Mc 14:19 João 13:22
8. Cristo: “O que põe comigo a mão no prato … ai daquele …” Mt 26:23-24 Mc 14:20-21 Lc 22:21-23 João 13:18-20
9. João: “Quem é?” João 13:23-25
10. Cristo, só a João: “É aquele … bocado molhado” (comiam os restos das duas ceias) João 13:26
11. Satanás se apossa de Judas. João 13:27a
12. Judas Iscariotes: “Sou eu, Rabí?” Mt 26:25a
13. Cristo: “Tu o disseste.” Mt 26:25b
14. Cristo: “… faze-o depressa.” João 13:27b-29
15. Judas sai. João 13:30
16. Apóstolos: “Quem de nós será o maior?” Lc 22:24
17. Cristo repreende os apóstolos. Lc 22:25-27
18. Cristo revela aos apóstolos que eles reinarão. Lc 22:28-30
19. Cristo lava os pés dos apóstolos. João 13:2-17
20. Hino. Mt 26:30a Mc 14:26a
21. Saída para o Monte das Oliveiras. Mt 26:30b Mc 14:26b
22. (no caminho) Cristo anuncia Sua glorificação, ausência, e novo mandamento. João 13:31-35
23. Cristo adverte a Pedro. Mt 26:31-35 Mc 14:27-31 Lc 22:31-34 João 13:36-38
24. As duas espadas. Lc 22:35-38

Homer A Kent Jr. comenta sobre Mat. 26:17-30: ” nenhum problema de harmonia dos Evangelhos tem sido tão desconcertante quanto este. Esta refeição final foi na Páscoa dos Judeus? Os sinóticos dão a entender que foi. João, entretanto, dá a entender com muita clareza que a Páscoa ainda estava no futuro por ocasião do lava-pés (13:1), refeição (13:29)
Jesus comeu a Páscoa na 3ª feira (implícito nos sinóticos) enquanto os judeus ortodoxos observavam a Páscoa na 6ª feira.

Donald W. Burdick comenta sobre Marcos 14:12-15: “Sabe-se que a Festa dos Pães Asmos era considerada como começo do dia da Páscoa (josefo, Antiguidades II, xv. 1). Era 5ª feira. Os cordeiros da Páscoa teriam sido mortos à tarde.
A Páscoa era comida depois do pôr-do-sol ao começar do dia 15 de Nisã.

Everett Harrisom, prof. Fuller Seminary, comenta
” a refeição aqui mencionada parece ter se realizado antes da Páscoa, quer fosse ou não a devida observância da Festa anual.”

S. E. McNair, escritor da BÍBLIA EXPLICADA
Entendemos que Judas não tomou parte na Ceia, e alguns depreendem de João 13:29 que nem participou da festa pascal.
Ele cita Scroggie: “Por uma comparação dos 4 Evangelhos fica evidente que Jesus e seus discípulos não observaram a Páscoa ao mesmo tempo que os judeus, mas 24 horas mais cedo”.
Sobre Mateus cita Scroggie: “Entende-se que entre a festa pascal (Mat 26:20-25) e a Ceia do Senhor (Mat 26:26-30), Judas tinha saído (Jo 13:30)”.
Entre os vers. 20 a 21 leia-se João 13:1-20 e, depois do vers. 25 leia-se João 14:1 a 17:25.

Scofield comenta:
A ordem dos eventos na noite da Ceia parece ter sido:
1. Assento de Jesus e os discípulos à mesa
2. A contenda sobre quem seria o maior
3. O lava-pés
4. A identificação de Judas como traidor
5. A instituição da Ceia
6. As palavras de Jesus no salão

Charles Ryrie, em A BÍBLIA ANOTADA
Sobre Mateus 26:20 diz: “A ordem dos acontecimentos daquela noite foi a seguinte: a refeição pascal, a lavagem dos pés dos discípulos (Jo 13:1-20), a identificação de Judas como traidor (Mat 26:21-28), depois do qual Judas saiu (Jo 13:30), a instituição da ceia do Senhor (Mat 26:26-29)

Russel Shedd diz : “o fim de 4ª feira e o começo da 5ª feira, Jesus ia celebrar a Páscoa com seus discípulos com 1 dia de antecedência, pois no dia oficial do feriado religioso nacional da Páscoa, Ele mesmo estaria sendo retirado, morto
Sobre Lucas 22:17 revela que 3 cálices de vinho foram tomados durante a Páscoa, 2 antes de servir o cordeiro e o terceiro depois, quando Jesus provavelmente instituiu a ceia (vers. 20).
Sobre Marcos 14:20 identifica que prato é charoseth (sopa de frutas), um dos componentes da Páscoa. Cita Barclay que fornece a lista dos componentes da Páscoa:

1. cordeiro pascal
2. Os pães asmos
3. Água salgada
4. Ervas amargas
5. Uma sopa de frutas
6. 4 copos de vinho

F. F. Bruce, no seu comentário sobre João diz: ‘Durante a ceia”é uma tradução preferível à ‘acabada a Ceia’, principalmente porque (vers. 12 e 30) deixa claro que o jantar ainda não terminara.
Ele continua: “Os verbos usados para indicar o ato de reclinar-se (anakeimai novers. 23, e anapipto no vers. 25 e antes do vers. 12) dão a entender que, apesar desta refeição estar ocorrendo antes da festa (oficial) da Páscoa (vers.1), ela é considerada pelos participantes como refeição pascal. Os participantes reclinavam-se sobre seu lado esquerdo deixando o braço direito livre.
A palavra traduzida ‘pedaço de pão’ (bocado) é psomon que é diminutivo de psomos, usados na LXX em Rute 2:14, onde Boaz convidou Rute a ‘molhar no vinho o seu bocado’.
HAROSETH era um molho de tâmaras, uvas passas e vinho azedo.

Em João 13:2 a Vulgata diz: ” et cena facta”

#paracleto
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Jair

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A maturidade da igreja evangélica brasileira

Outro dia, estava ouvindo um CD do grupo Vencedores por Cristo. Ao ler as letras, fiquei impressionado pela quantidade de versões. Naquele tempo, estávamos demasiadamente dependentes dos missionários estrangeiros, seu estilo, modelo e ensino.
Uma das músicas, ‘Aleluia’, de Marta Kerr, inicia assim: “Tão calma como a chuva de verão. Tu me tocas e me enches de gozo”. Será que naquele tempo as chuvas de verão eram brandas? Desculpe, mas em que país ela morava? Desde aquele tempo, alguns filhos de pastores tinham acesso a estudar e morar no exterior. Filhos de missionários estrangeiros eram a referência. Mas o evangelho tinha dificuldade de alcançar as classes mais pobres. Os números mostram como as igrejas tradicionais tinham dificuldades de crescer entre as classes mais pobres.
As igrejas tradicionais (batistas, presbiterianas, metodistas e congregacionais) privilegiaram a classe média. Isso abriu espaço para o crescimento das igrejas pentecostais nas classes mais pobres. Isso é relatado no livro de Peter Wagner, “Cuidado, aí vem os pentecostais”. Wagner, da igreja congregacional, registra o crescimento das igrejas pentecostais na América Latina durante o século XX, especialmente das Assembléia de Deus. O pentecostalismo histórico passou a tomar forma com as Assembléias de Deus, Evangelho Quadrangular, Pentecostal Deus é Amor, Casa da Benção.
A partir dos anos 80, uma nova onda de crescimento se deu com as igrejas carismáticas. As igrejas de Nova Vida, fundada pelo bispo Roberto McAllister, trouxeram um novo modelo de lidar com os dons do Espírito Santo. Eram conhecidos como carismáticos pela interpretação de que não havia necessidade de falar em línguas estranhas ao receber o batismo do Espírito Santo. Mais recentemente, uma nova onda de igrejas surgiu, as neo-pentecostais como Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Renascer em Cristo e Mundial do Poder de Deus. O sistema de governo episcopal se fortaleceu nestas igrejas. O pastor Ariovaldo Ramos chama de “coronelismo evangélico”. Com uma história impregnada de ditaduras, a América Latina parece preguiçosa ou temerosa em romper com sistemas autoritários e hierarquizados.
É fato que as igrejas neo-pentecostais são as que mais crescem. De alguma forma, disputam entre si, uma assistência que está adequada ao estilo de marketing agressivo e de menor envolvimento familiar no funcionamento da igreja local. A utilização da TV se tornou ferramenta indispensável, provocando disputas entre horários mais nobres. A saída das demais igrejas parece ser o uso da internet com transmissão de cultos ao vivo e sites mais interativos.
A igreja evangélica brasileira já alcançou a maturidade. Já não somos mais chamados de ‘bíblias’. Temos alcançado todas as faixas sociais. O crescimento tem sido consistente. Temos muitos líderes, escritores, cantores, editoras, mas ainda é pouco. Pouco para se aproximar do poder. Aqui, muitos líderes tem derrapado ao entender que este é o tempo de governar. Governar o quê: uma cidade, um estado? Parece que ainda faltam homens (e mulheres) de Deus em posições estratégicas, relevantes e transformadoras.
Enquanto isso, ficamos nas trincheiras da moral, evitando a destruição do país. Ficamos na adoração e intercessão até que chegue o Dia do Senhor. Se Ele remover o ímpio do trono, graças a Ele. Quem sabe, de tanto baterem cabeça uns nos outros, os servos de Deus tenham oportunidade.

#paracleto
#Missão integral
G/P
Jair

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A História do dinheiro, por Weatherford

John Weatherford, em A História do dinheiro, observa como o povo passou a lidar com o dinheiro assim que chegou às suas mãos: “Se observarmos histórias do período feudal, encontramos personagens como o protagonista de João e o pé de feijão, que quase leva a mãe viúva à ruína trocando sua vaca premiada por um punhado de feijões. A história desenrola-se a partir de uma troca aparentemente feita por um jovem que não entendia o mercado. Felizmente, os feijões são mágicos e João enriquece sua família roubando de um gigante. Histórias parecidas falam de uma galinha que põe ovos de ouro, ou da busca pelo pote de ouro no final do arco-íris. À medida que chegamos ao início da época rnoderna, as histórias de camponeses falam de mercados, dinheiro e de como administrá-lo, ou pelo menos, como evitar ser enganado por poderes sobrenaturais.”

Perceba que a idéia de dinheiro fácil, mágico, rápido é característica que mantém o povo no sistema feudal. Refiro-me a prêmios, sorteios, loterias, raspadinhas, etc.

Ao contrário, Wheatherford cita os princípios de Benjamin Franklin:
• Lembre-se de que tempo é dinheiro.
• O homem saudável, rico e sábio é assim porque cedo se deita e cedo se levanta.
• Existem três amigos fiéis – uma velha esposa, um velho cão e dinheiro na mão.
• Nenhuma nação jamais foi arrasada pelo comércio.
• Nesse mundo nada é certo, exceto a morte e os impostos.

Ele lembra que “A produção de ouro no Brasil colonial atingiu o auge nas duas décadas entre 1741 e 1760, quando chegou a mais de 14,6 toneladas por ano. A mineração e o transporte de ouro exigia o trabalho de cerca de 150 mil escravos, aprox. metade da população total de Minas Gerais.

Em 1776, Adam Smith escreveu que “a descoberta de minas abundantes da América reduziu, no século XVI, o valor do ouro e da prata na Europa para cerca de um terço do que era antes”. Estima-se que entre 1500 e 1600, o primeiro século de colonização espanhola, os preços na Espanha tenham subido 400%, e por esse motivo essas grandes mudanças são conhecidas como revolução de preços. Uma Comissão especial, a Junta del Almirantazgo, emitiu um relatório em 1628 culpando a pobreza da Espanha pela riqueza das Américas.

Note que a riqueza advinda da exploração de nações e povos não trouxe prosperidade estável. A maior parte caiu nas mãos de pessoas que lucraram com esta exploração.

#paracleto
#Dinheiro e coração
G/P
Jair

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Petrobras vai destinar R$ 110 milhões para projetos sociais

O Programa Desenvolvimento & Cidadania da Petrobras, lançado na tarde desta quarta-feira (24 de março), na sede da empresa, no Rio de Janeiro, vai destinar R$ 110 milhões para projetos em andamento ou em fase de planejamento. As inscrições já estão abertas.
De 2007 a 2009, o Programa investiu R$ 396 milhões em 1.891 projetos. O Programa prevê investimentos de R$ 1,3 bilhão até 2012, que deverão permitir a realização de projetos que atendem direta e indiretamente a 18 milhões de pessoas em todos os estados do país.
As inscrições podem ser feitas gratuitamente até o dia 21 de maio, no site do Programa www.petrobras.com.br/desenvolvimentoecidadania

Durante o período de inscrições, a Petrobras vai promover caravanas em todos os estados brasileiros para divulgar o programa, o regulamento e capacitar as organizações sociais para a elaboração de projetos. Podem participar da seleção pública, propostas que tenham como foco ao menos uma das seguintes linhas de atuação: geração de renda e oportunidade de trabalho; educação para a qualificação profissional e garantias dos direitos da criança e do adolescente.
Podem ser inscritos projetos que solicitem valor de patrocínio por dois anos de até R$ 1,450 milhão. O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, frisou que “o processo tem que abrir perspectivas, esperança e caminhos para o desenvolvimento”. A seleção, segundo ele, deve ser um elemento de qualificação para a sustentabilidade do projeto contemplado com os recursos.

Jovens
O foco dos projetos selecionados deve ser preferencialmente voltado para o público jovem, com idade entre 15 e 29 anos. Projetos com foco em geração de renda e oportunidade de trabalho devem prever acompanhamento da evolução da renda dos participantes, salientou o gerente de Responsabilidade Social da companhia, Luis Fernando Nery. “Na edição anterior foram aplicados R$ 54 milhões, sendo R$ 27 milhões por ano. Agora, os recursos chegam a R$ 110 milhões. A expectativa é que, ao dobrar o valor, o número de projetos contemplados também seja maior do que os 72 selecionados na última edição”, salientou Nery.

De acordo com a Petrobras, serão aceitos projetos sob responsabilidade de organismos governamentais, não governamentais e comunitários e comunitários que atuem no Terceiro Setor. Cada organização poderá inscrever até três projetos, mas apenas um poderá ser escolhido.

Caravanas
Durante o período de inscrições para o Programa Desenvolvimento & Cidadania, que começou nesta quarta-feira e se estende até 21 de maio, a Petrobras vai realizar em todos os estados as Caravanas Sociais. A idéia é divulgar o programa e capacitar as entidades tecnicamente.

Os projetos passarão por quatro etapas de seleção: triagem administrativa, triagem técnica, comissão de Seleção e Conselho Deliberativo. Entre os critérios gerais do programa estão viabilidade técnica, financeira e operacional do projeto, além de potencial de desempenho estabelecidas pelo programa.

#paracleto
#Missão integral
G/P
Jair

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Muita publicidade para pouco efeito!

A farra que se perpetua com as verbas de Publicidade no Brasil é vergonhosa. Sempre se amplia em anos eleitorais. Veja os números do Rio de Janeiro:

Tudo pago com parte dos impostos estaduais como IPVA, ICMS (embutido nos preços) e etc. Quer mais exemplo? Veja os números do Estado de São Paulo:

Os investimentos do governo federal em publicidade em 2008 foram praticamente mantidos na comparação com o ano anterior e totalizaram R$ 1,027 bilhão. Somada ao valor investido em ações de patrocínio, R$ 867 milhões, a verba de comunicação do Poder Executivo ficou em R$ 1,894 bilhão no ano passado.

Isto significa quase R$ 3 bilhões em dois anos!!! Os dados são da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).
Entre os veículos, a televisão manteve a sua participação na divisão do bolo, ficando com 62,4%, totalizando R$ 641 milhões. Em seguida ficou o meio jornal, com R$ 134,6 milhões, ou 13,1%, um aumento de 10,3% em relação ao exercício anterior. Outros meios que aumentaram sua participação na verba do governo foram a internet, com R$ 27 milhões, alta de 13%, e outdoor, com R$ 5 milhões e o maior aumento, de 49%.

#paracleto
#Cidade e igreja
G/P
Jair

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O jeito mais simples de reiniciar o cérebro

Dedicar alguns minutos depois do almoço para tirar um cochilo ajuda a melhorar a performance intelectual na parte da tarde. É o que mostra um estudo coordenado por Matthew Walker, professor de psicologia da Universidade da Califórnia. Segundo o autor, a capacidade de o cérebro absorver informação não é estável ao longo do dia. A área que armazena memórias pode ficar “entupida” com o passar das horas, assim como ocorre com a caixa de e-mail de um computador. A soneca ajuda a limpar esse excesso de informações.

Os resultados da pesquisa foram apresentados na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em San Diego. Walker afirma que o breve repouso por volta do meio-dia abre espaço para novas informações. Em seu estudo, Walker e seus colegas deram a 39 adultos jovens saudáveis, com idade média de 21 anos, uma difícil tarefa de aprendizagem. O objetivo era exigir o máximo do hipocampo, área do cérebro que ajuda a guardar memórias baseadas em fatos. O teste usou cem pares de nomes que deveriam ser combinados e foi iniciado ao meio-dia. Por volta das 14h, um grupo foi liberado para cochilar por 90 minutos, e o outro permaneceu acordado. Às 18h o teste foi repetido e as pessoas que não fizeram sesta tiveram uma ligeira redução, de cerca de 10%, em sua capacidade de aprendizagem durante o dia.

Quanto maior a quantidade de fase dois do sono (são cinco), não REM (em que ocorrem os sonhos), melhor o desempenho nos testes. – Provavelmente o que acontece é que o hipocampo é o caminho de curto prazo para a memória no cérebro – diz Walker. – Essa área é boa para segurar as informações recebidas, mas em algum momento, precisa fazer o download para o córtex pré-frontal – diz Walker.

O termo power nap foi cunhado por James Maas (professor de psicologia na Cornell University) no livro Power Sleep, onde afastava a sesta da sua associação à indolência e a legitimava, considerando-a positiva para qualquer pessoa com uma vida muito activa.

Para que servem as power naps? As sestas têm sido objecto do estudo científico há décadas, e, apesar de um ou outro ponto ser mais controverso, já existem provas sólidas dos seguintes benefícios:

  • Menos stress
  • Aumento do estado de alerta e da produtividade
  • Melhoria da memória e da capacidade de aprendizagem
  • Melhor coração
  • Aumento do funcionamento cognitivo
  • Maior motivação para o exercício
  • Aumento da criatividade
  • Minimizar dos efeitos das insónias
  • Protecção contra estados de sonolência
  • Melhor saúde em geral

Uma pesquisa feita em 2008, pela National Sleep Foundation, revelou que quase um terço dos adultos que trabalham pelo menos 30 horas por semana dormiu ou ficou extremamente sonolento no trabalho. Em certas empresas, há salas especiais para o pessoal dormir. Já a Google tem poltronas especiais que bloqueiam luz e som. Segundo essas empresas, esses “nap pods” são extensões da política de horário flexível.

Robert Stickgold, no artigo O jeito mais simples de reiniciar o cérebro, publicado na Harvard Business Review, em outubro de 2009, comenta: “Um cochilo de 30 minutos pode deter o cansaço. Já 60 a 90 minutos que incluem sono REM vão melhorar a discriminação visual…Na fase inicial do sono, o cérebro parece estar “etiquetando” a memória de problemas para posterior processamento.” Ao final do artigo, ele sugere às empresas que, diante dos milhões gastos em programas para aumentar a produtividade, permitam um cochilinhopois é bom para produtividade.

#paracleto
#Dinheiro e coração
G/P
Jair

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Confissão de Fé da Guanabara, a mais antiga das Américas

Jean Crespin relata que “Villegaignon obteve dois belos e grandes navios e dez mil francos para os gastos com os homens que lhe seria preciso levar comsigo, assim como grande quantidade de artilharia, pólvora, balas e armas para a construcção e defesa de um forte. Isto alcançado, entendeu-se ele com os capitães e pilotos para guiarem as caravellas e fazerem, em Brest, o carregamento de madeiras e outros accessorios.
Claude Haton, em suas Memorias (edição Bourquelot, pag. 17) diz : “Com permissão do rei, Villegaignon visitou as prisões de Paris para ver os prisioneiros que lhe podiam ser úteis”. Villegaignon deixou o Havre aos 15 de julho de 1555, entrando na Guanabara no dia 10 de novembro de 1555.

Após uma conspiração, segundo Barré, em sua carta de 25 de maio de 1556, um dos presos, sentindo-se muito culpado e sem esperanças, portanto, de salvar-se, teve meios de arrastar-se até o muro e atirou-se á agua, afogando-se. Um outro foi estrangulado. Os outros passaram a servir como escravos. Villegaignon apressou-se, pois, em apelar para os ministros da cidade de Genebra, fazendo-lhes sentir a imperiosa necessidade que tinha de evangelistas, por isso que fôra para lá com o único fim de ouvir as leis e ordenações do Senhor.

Eis os nomes dos huguenotes que acompanharam du Pont, Richier e Chartier : Pierre Bourdon, Matthieu Verneuil, Jean du Bourdel, André la Fon, Nicolas Denis, Jean Gardien, Martin David, Nicolas Raviquet, Nicolas Carmeau, Jacques Rousseau e Jean de Lery. Ao todo eram quatorze e, para a realização de tal viagem, partiram de Genebra aos 10 de setembro de 1556. Pierre Richier, doutor em teologia e ex-frade carmelita, convertera-se ao Protestantismo e, após haver feito seus estudos em Genebra, dirigiu-se ao Brasil em 1556, de onde voltou no anno seguinte e escreveu em 1562, sobre as mentiras de Villegaignon. Guillaume Chartier, natural de Vitré – Bretanha, estudou em Genebra e aceitou com muito ardor o cargo de missionário da Reforma da America.

O grupo chegou no dia 10 de março de 1557 chegou a Guanabara. Reunidos todos em uma pequena sala no centro da ilha, foi realizado um culto de ação de graças, o primeiro culto protestante ocorrido no Novo Mundo. O ministro Richier orou invocando a Deus. Em seguida foi cantado em uníssono, segundo o costume de Genebra, o Salmo 5: “Dá ouvidos, Senhor, às minhas palavras” (“Aux paroles que je veux dire, plaise-toi l’aureille prester”). Em seguida, o pastor Richier pregou um sermão com base no Salmo 27:4: “Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo”. Após o culto, os huguenotes tiveram a sua primeira refeição brasileira: farinha de mandioca, peixe moqueado e raízes assadas no borralho. Dormiram em redes, à maneira indígena.

A Santa Ceia foi celebrada pela primeira vez, em terras da América, no forte de Coligny, em um domingo, 21 de março de 1557. Villegaignon foi o primeiro a apresentar-se à Mesa do Senhor e, de joelhos, recebeu o pão e o vinho das mãos do ministro, fazendo, então, duas preces em alta voz.

Mais tarde, Richier passou a criticar o uso de sal, oleo e saliva no sacramento do batismo. Villegaignon não aceitou as críticas frequentes do pregador. Sobre esse desentendimento, diz-se que em 1557 o católico Villegaignon sustentava que a eucaristia não era antropofagia, que ao comungar não se estava comendo o corpo de Cristo e sim, realizando o mistério da eucaristia. Enquanto os protestantes, discípulos de Calvino, acreditavam que a hóstia e o vinho eram símbolos do corpo do Senhor. A polêmica foi tão séria que em 4 de junho de 1557, Chartier retornou para a França pedir o parecer de eclesiásticos sobre o tema, embora não haja registro de que alguma resposta tenha sido dada.

O certo é que a tensão entre o almirante e os huguenotes tornou-se tão grande, que em 4 de janeiro de 1558 Villegaignon despachou os calvinistas para Paris, e estes, lá chegando, passaram a difundir a versão de que o comandante vivia entre trair o protestantismo e escravizar seus compatriotas. . . “Ele é o Caim da América. .” , escrevera Jean de Lèry, principal rival de Villegaignon nesta polêmica.

Du Pont, Richier e os seus companheiros estavam já no continente, à meia legua de distancia do forte de Coligny, numa aldeia construida mezes antes por alguns pobres Francezes que Villegaignon expulsára da ilha como bocas inuteis e entre os quaes se contava o proprio Cointac, ex-comandante do forte.

Pouco tempo, chegára do Havre um navio francês, que não pertencia a Villegaignon nem aos seus aliados. O commandante revelou-se muito favoravel a du Pont e Richier e entre elles ficou ajustado o preço de cem escudos pela passagem de dezeseis pessoas e por cuja importancia se obrigava du Pont. Devido à problemas no navio, 5 missionários retornaram para o Forte Coligny: Pierre Bourdon, Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil, André la Fon e Jacques le Balleur.

O documento foi redigido em cerca de doze horas numa prisão na ilha de Serigipe (atual Ilha de Villegagnon), por Jean du Bourdel com o auxílio de Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon e André la Fon. Contém 17 artigos, refletindo a doutrina calvinista. Com base nesse texto, Villegaignon os acusou de heresia e os condenou à morte. No dia 9 de fevereiro de 1558, Bourdel, Verneil e Bourdon foram estrangulados e lançados nas águas da baía da Guanabara. André Lafon foi poupado por ser o único alfaiate da colônia. Não está claro se Jacques le Balleur teve envolvimento na redação da Confissão, já que a data exata de sua fuga não é conhecida.

A Confissão de Fé da Guanabara foi redigida depois de 4 de Janeiro e antes de 9 de Fevereiro; a data exata costuma ser referida como sendo 17 de Janeiro de 1558.
A Introdução faz uma bela aplicação do texto de 1 Pedro 3.15.

A Confissão de Fé em si é composta de 17 parágrafos de diferentes tamanhos que tratam de cinco ou seis questões principais:
1. Parágrafos 1-4: a doutrina da Trindade, e em especial, da pessoa de Cristo, com as suas naturezas divina e humana.
2. Parágrafos 5-9: a doutrina dos sacramentos; a Ceia é tratada em quatro artigos e o batismo em um.
3. Parágrafo 10: a questão do livre arbítrio.
4. Parágrafos 11-12: a autoridade dos ministros para perdoar pecados e impor as mãos.
5. Parágrafos 13-15: divórcio, casamento dos bispos, voto de castidade.
6. Parágrafos 16-17: intercessão dos santos e orações pelos mortos.

Em 1559, Villegaignon decidiu retornar à França em busca de apoio, deixando seu sobrinho, Bois Le Comte, como comandante.

#paracleto
#Missões no Mundo
G/P
Jair

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Entendendo o padrão de doação de ofertas de sua congregação

Segundo artigo de Lovett Weems, identifica-se o seguinte padrão de ofertas nas igrejas:
• 10% dos membros ofertam 40%
• 30% ofertam outros 40%
• Os 60% restantes ofertam 20%

Lyle Schaller calcula que 80% das ofertas são providas por 40 % dos membros. Para Randy Bishop, cerca de 40% dos membros ofertam ‘muito pouco ou nada’.
Weems oferece algumas sugestões:
• Pessoas ofertam por várias razões. Poucos tem uma estratégia. Outros ofertam por impulso.
• Enfatize a oferta como feliz resposta à generosidade de Deus, não uma obrigação.
• Muitas pessoas não ofertam mais por que não são solicitadas convincentemente a fazer.
• Pessoas ofertam para ministros e organizações onde sentem conectadas.
• Vitalidade congregacional é chave para ofertas.
• Reconhecimento e gratidão é fruto de maturidade espiritual.

Pesquisas concordam que as igrejas, normalmente, gastam 14% além da congregação local. Pode se referir a projetos sociais, sustento de missionários ou implantação de novas igrejas. Em média, possuem um staff para cada 60 membros. Igrejas de porte pequeno apresentam uma relação maior, igrejas de grande porte, podem apresentar uma relação menor.

Além disso, adultos e jovens são sensibilizados de diferentes maneiras para ofertar.

#paracleto
#Dinheiro e coração
G/P
Jair

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Sobre cafézinho no trabalho

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